Resenha: Filhos do Éden – Anjos da Morte de Eduardo Spohr

Sinopse: Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observaram em silêncio o avanço da humanidade. Eis que chega o século XX e com ele o avanço das armas modernas e a poluição das indústrias, afastando os seres mortais da natureza divina , alargando as fronteiras entre o mundo dos humanos e as sete camadas celestes. Isolados no paraíso e incapazes de enxergar o que se passa na terra, os malakins solicitam a ajuda dos exilados, celestiais pacíficos que anos atrás atuavam na terra convivendo com os seres humanos. Esses exilados são reenviados à terra com a função de participar  das guerras que estão por vir e anotar todas as façanhas militares, os movimentos das tropas e repassar as informações aos seus superiores alados. Sob o disfarce de alados comuns, esse grupo esteve presente nas principais guerras da história, participando das lutas ao lado dos humanos, embora muitos não desejassem matar, foi isso que lhes foi ordenado e foi justamente isso o que acabaram fazendo, daí nasceram os anjos da morte. Filhos do Éden: Anjos da Morte é uma obra épica, com personagens incríveis e detalhes cheios de misticismo que ultrapassam a fronteira do tempo, acima de tudo é um relato histórico sobre as guerras que transformaram a humanidade, uma crítica a corrupção dos governos, aos massacres e a violência selvagem dos humanos.

Anjos da Morte é o segundo livro da série Filhos do Éden de Eduardo Spohr, o autor do best-seller A Batalha do Apocalipse. No primeiro livro Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, conhecemos Kaira uma ishin com o poder de controlar o fogo, que perdida no Rio de Janeiro tem suas memórias roubadas e conta com a ajuda de vários celestiais enviados à terra justamente para ajuda-la a concluir sua missão, mas quem se torna o personagem principal na recuperação de Kaira é Denyel, um querubim problemático, cheio de mistérios, de caráter duvidoso, mas que acaba se sacrificando em nome de Kaira e seus amigos. 

Anjos da Morte começa com Kaira se reunindo com os seus amigos para uma missão secreta, encontrar Denyel, sem saber se o querubim está vivo ou morto, a ishin de fogo vai contra as regras de seu líder, o arcanjo Gabriel e parte em uma missão perigosa atrás de Denyel. Diferentemente do primeiro livro da série, a história se passa em dois tempo diferentes, no tempo presente com Kaira e seus amigos na busca por Denyel, e no passado contando as perigosas aventuras de Denyel como um anjo da morte.

O personagem principal desse livro é o misterioso querubim que tanto despertou curiosidade no livro anterior. Denyel foi um anjo da morte, enviado à terra para participar das principais guerras da história da humanidade, e que após o fim da segunda grande guerra, tornou-se um anjo mercenário usado como instrumento pelos malakins para caçar outros celestiais que viviam na Haled, Denyel tornou-se uma máquina de matar, mesmo que a princípio fosse contra a violência, ele não sabia como se rebelar contra as ordens dos malakins e sofreu as consequências dos prejuízos que causou.

A história de Denyel no passado, a violência que ele presenciou nos faz entender os motivos que o levaram ao exílio total, a sua vivência na terra fez com que ele se torne um ser humano por completo, cheio de sentimentos, contradições, vícios carnais e muitos pecados. Condenado a eternidade como todo celestial e sem poder voltar a céu sob o risco de punição por causa das suas atitudes, Denyel observou as várias eras da humanidade, as mudanças no cenário terrestre e se auto condenou a viver para sempre recluso, amargurado por todas as vidas que tirou e afogando suas mágoas no álcool.

Para entender a história de Anjos da Morte é preciso ler primeiro Herdeiros de Atlântida, um é o complemento do outro. Anjos da Morte é uma história incrível, mais empolgante do que o livro anterior, com mais ação, mistério e aventura, as peças se encaixam melhor, conseguimos entender com mais clareza a origem e personalidade dos personagens. Depois desse livro estou ansiosa para ler o terceiro livro, Filhos do Éden: Paraíso Perdido. Meu livro favorito do autor continua sendo A Batalha do Apocalipse, e só tenho uma coisa a dizer: Eduardo Spohr é o melhor escritor brasileiro desta geração. 

Resenha: Nudez Mortal – Nora Roberts

Sinopse: Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

Esse é o primeiro livro de uma série de romance policial, repleta de mistérios e atrações futurísticas, são ao todo 10 livros que contam as aventuras da Tenente Eve Dallas e a sua luta contra a criminalidade em Nova Iorque. Em Nudez Mortal, a Tenente Dallas se depara com uma série de assassinatos cruéis contra prostitutas, na caça ao assassino, ela recebe ameaças perigosas. Há 10 anos trabalhando na polícia, a tenente sabe que não deve se envolver emocionalmente com os crimes e sua sobrevivência depende de seus instintos apurados e de seu equilíbrio mental.

A situação de Dallas se complica quando ela passa a sentir-se envolvida por Roarke, um empresário irlandês bilionário, dono dos prédios em que os crimes ocorreram e o principal suspeito do assassinato. O primeiro assassinato foi de Sharon DeBlass, uma prostituta de luxo, parente de importantes políticos de Nova Iorque, encontrada morta cruelmente. Desde então, Roarke se tornou o principal suspeito por ter sido o último a ter contato com a vítima, mesmo sendo amigo da família DeBlass, a suspeita não escapa ao empresário. 

Eve Dallas recebe avisos para não se envolver com Roarke, mas a paixão fala mais alto e ela se entrega, a relação entre os dois torna-se um vício e Dallas corre o risco de ser afastada da investigação. Novos assassinatos continuam a acontecer e ameaçar a reputação de Dallas, as vítimas não apresentam nenhuma ligação entre si, o que torna ainda mais difícil de encontrar o culpado. Até que uma surpreendente denúncia de abuso sexual na família DeBlass, faz mudar os rumos da história, a suspeita cai justamente sobre aquele mais interessado na investigação, um membro da própria família, um político que averso à prostituição, que era até então legalizada no país. 

O livro é um romance policial futurístico e se passa num tempo futuro, não muito diferente do nosso mas em uma época em que a prostituição era legalizada. Com política, romance e mistério, o livro é um suspense do começo ao fim, é uma obra de tirar o fôlego, cheia de reviravoltas, nos dá vontade de ler de uma vez até a última página. A série teve um excelente livro de estreia e pretendo continuar lendo os próximos.

Resenha: Há dois mil anos – Chico Xavier

Sinopse: Quando eu errava no mundo, Triste e só, no meu caminho, Chegaste, devagarinho, E encheste-me o coração. A partir da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito Emmanuel descreve a existência física em que foi Publius Lentulus, orgulhoso senador designado para alto cargo na região da Palestina quando Jesus apresentava os ensinos de seu evangelho à humanidade. Tendo como cenário o Cristianismo nascente do século I, Há dois mil anos mostra embates entre a arrogância das famílias patrícias e a simplicidade fraterna dos primeiros cristãos, numa trama em que opostos como sofrimento e alegria, esplendor e miséria, poder e escravidão, crueldade e benevolência, perdão e vingança se entrelaçam na realidade familiar de Publius Lentulus, interferindo em sua relação com os filhos e com a amada esposa Lívia, convertida aos sublimes ensinamentos de Jesus a contragosto do esposo.

Publius não era um homem essencialmente ruim, amava a família, honrava a esposa e os filhos, mostrava ter caráter, mas como senador do Império Romano, precisava demonstrar uma postura firme e fidelidade aos propósitos do Império. Publius Lentulus foi uma das encarnações do espírito Emmanuel por meio do qual Chico Xavier publicou vários livros. A história se passa durante o período do Império Romano e a popularização da figura de Cristo como messias até a sua crucificação. 

Publius Lentulus era um homem orgulhoso, detinha um cargo importante, era prestigiado pela alta sociedade, apesar de afetuoso com a família era também muito exigente e apegado à matéria. Em contrapartida, sua esposa Lívia era uma mulher simples, não se importava em fazer figura importante de acordo com os seus títulos, não se sentia muito à vontade com a alta sociedade, era o oposto de Lentulus, se dedicava ao cuidado com os filhos e organização da família. 

Publius e Lívia tinham um casamento tranquilo, apesar das diferenças de personalidade e realmente se amavam, as coisas começam a se complicar quando Flávia, a filha do casal, acaba contraindo lepra, doença até então incurável. A família se muda de Roma para Cafarnaum, onde começam a ouvir sobre as histórias de Jesus. Lívia demonstra cada vez mais interesse nas histórias do mestre nazareno e resolve procurá-lo em busca de ajuda. 

Publius atende o pedido de sua esposa, procura as escondidas pelo mestre e pede a cura de sua pequena Flávia, Publius encontrar-se com Jesus e fica chocado com suas palavras, mas seu orgulho de um senador Romano o impede de reconhecer a sabedoria daquele homem humilde que falava coisas grandes e pregava idéias revolucionárias e contrárias ao modelo social da época. Flávia, apesar da descrença de seu pai, tinha fé e vontade de se curar e consegue pela graça divina a sua cura. 

Lívia, agradecida e bastante tocada pelas palavras afetuosas do mestre, torna-se seguidora de Jesus, mesmo indo contra ao seu marido, passa a acompanhar seus passos em sua caminhada ao lado dos pobres, doentes e desafortunados. Quando Jesus é crucificado e seus seguidores são perseguidos, Lívia se encontra entre eles, ela dá sua vida por Jesus, seu testemunho é tocante e sua fé é inspiradora. O senador sofre um misto de culpa, revolta e arrependimento. 

A história é muito mais do que eu poderia expressar, fala sobre orgulho, vaidade, traição, poder, fé e amor. Fala sobre como as pessoas deixam de fazer o que lhes vai no coração para fazer o que seus cargos determinam, a necessidade de representar um papel, a preocupação com a imagem e com a opinião pública. O livro é incrível, uma leitura agradável, nos mantém entretidos do começo ao fim, dá vontade de ler o livro inteiro de uma só vez. A história é trágica, o Império Romano era trágico, a passagem de Jesus pela terra foi trágica, mas a mensagem que essa história deixa é linda e deve ser eternizada. 

Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Sinopse: Caro leitor, você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: a viagem valerá cada segundo. Essa é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e irascível Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de simbiose, paixão e também perversidade. Nada destruirá a essência desse laço – mas quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.

“Mas o que não associo eu a ela? O que não a trás à minha memória? Se olho para estas lajes vejo nelas gravadas as suas feições! Em cada nuvem, em cada árvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a sua imagem! Nos rostos mais vulgares de homens e de mulheres, até as minahs feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de testemunhos de que um dia ela realmente existiu e eu a perdi para sempre!”Heathcliff

O romance de Emily Bronte é uma das histórias de amor mais complicadas e apaixonantes que eu já li. O ambiente arcáico, sombrio e tempestuoso do Morro dos Ventos Uivantes trás um ar de mistério. Uma história intensa no começo ao fim, mas triste em vários detalhes. Não é nenhum conto de fadas, é a história de uma grande paixão mal compreendida, que trouxe mágoas e vingança. Não sei explicar bem o que sinto por esse livro, talvez medo, angústia. Torcemos tanto por um final feliz, mas como já disse, esse não é um conto de fadas e o príncipe revela-se um homem cruel e vingativo. Li esse livro há muitos anos atrás e resolvi reeler porque já não lembra exatamente dos detalhes e dessa vez pude compreender melhor a personalidade de cada personagem.

A história começa quando o dono da fazenda denominada O Morro dos Ventos Uivantes, o Sr Earnshaw na Inglaterra, volta de viagem trazendo consigo um menino moreno de rude aparência denominado Heathcliff, o novo membro da família que ninguém desconfia de suas origens, a princípio provoca repulsa, mas logo ganha a amizade de Catherine. Heathcliff e Catherine tornam-se amigos inseparáveis por terem um comportamento bem parecido um ao outro. Porém os anos passam e a infância fica para trás, Catherine torna-se uma moça bonita, vaidosa e cheia de mimos, e mesmo amando seu amigo de infância, percebe que não pode casar com um homem que não vá lhe oferecer o que conforto que deseja, e ao ser cortejada por Edgar Linton, um homem totalmente aposto de Heathcliff e herdeiro da Granja dos Tortos, a vaidosa Catherine não deixa escapar a oportunidade. Porém um casamento sem amor, não haveria de trazer felicidades.

Heathcliff sente-se magoado e traído, desaparece na véspera do casamento do Catherine e para onde ele foi não se sabe, sabe-se apenas que Catherine vive uma vida de constantes alterações de humor, torna-se amargurada e irritadiça, o que faz com que seu novo marido perca o encanto por ela. Heathcliff retorna depois de um tempo, com dinheiro no bolso, mais forte e mais civilizado. Porém seu amor selvagem por Catherine continua o mesmo e ao perceber que ela sente o mesmo, não hesita em aproximar-se do seu antigo amor e fazer a vida de Linton um inferno. Mas o que pode fazer Heathcliff quando Catherine encontra-se cada vez mais perturbada mentalmente e grávida de um filho de Linton.

Heathcliff tem motivos de sobra para querer vingar-se de todos que tanto o maltrataram na infância e o afastaram de Catherine, principalmente Hindley, o irmão de Catherine, que o escravizou após a morte do Sr Earnshaw, e o obrigou a afastar-se de Catherine. E também de Linton, é claro, que com seu charme e posição social, seduziu o amor de sua vida. Nada mais normal que Heathcliff tenha se tornado uma criatura amarga, vingativa e odiosa, e ele faz questão de manter essa postura.

O odioso homem ao perceber que jamais poderá roubar Catherine do marido, e ao perceber também que a inoncente irmã de Linton fica encantada com a sua presença, logo trata de seduzi-la com o simples propósito de provocar algum tipo de dor ao Sr Linton, roubando a irmã e levando-a para longe da família. Catherine, cada vez mais louca, morre ao dar à luz a uma menina, que fora batizada com o mesmo nome da mãe, a pequena Caty causa repulsa à Heathcliff por ser tão parecida com a mãe e o fazer lembrar do amor que ele perdeu.

Heathcliff sente-se como um animal selvagem ferido e desolado ao perder seu grande amor, é como se a última fagulha de compaixão e amor que pudesse sentir houvesse se apagado de vez. Ele declara então guerra à todos que o machucaram. Isabella Linton ao descobrir que está gravida de Heathcliff resolve fugir do Morro, porém o cruel marido não se dá ao trabalho de sentir sua falta. Ao ficar doente, Isabella deixa a criança ainda pequena aos cuidados do Sr Linton. Porém Heathcliff faz questão de expôr seus direitos de pai, não por ter algum tipo de afeto ao filho, ele não é capaz de se afeiçoar a mais ninguém, mas pelo prazer de tirar algo mais do seu inimigo.

A pequena Caty e o pequeno Linton, começam criar um forte laço de amizade forçado por Heathcliff que deseja o casamento do menino com a herdeira da Granja dos Tortos, para torna-se herdeiro um dia e tirar da filha do Sr Linton tudo o que eles possuem. Os dois jovens que a princípio demonstram interesse um pelo outro casam-se por livre e espontânia pressão de Healthcliff que sabe que a saúde de seu filho e delicada e em breve ele morrerá deixando a Granja nas mãos do pai e Catherine desamparada, sem pai o pai que falece no época do seu casamento, e o marido e adoece e falece um pouco depois.

Heathcliff tem então sua vingança concluída porém ele continua com a mesma personalidade odiosa até o fim de sua vida, infernizando a vida de todos ao seu redor até seu último suspiro. Caty depois de muitas brigas, acaba afeiçoando-se ao seu outro primo Hareton, filho de Hindley Earnshaw, que após perder o pai cresceu como um criado de Heathcliff. Já o odioso e solitário homem não tem um minuto de paz e mergulha-se cada vez mais na solidão e na ilusão de ser perseguido por sua amada falecida. Heathcliff entra em uma espécie de transe e morre misteriosamente sem que nenhuma doença tenha sido registrada. Há boatos por volta da fazenda de que a alma de Heathcliff vaga a noite ao lado de sua amada Catherine.

Compreendo perfeitamente a personalidade maléfica de Heathcliff e não julgo suas atitudes e sinceramente esse é o personagem que mais gosto nessa história. E Catherine? na minha humilde opnião não merece nem metade do amor desse homem, é uma grande mimada e egoísta. A obra é um clássico da literatura inglesa, muito criticada na época em que foi escrita, mas conseguiu se tornar um clássico mundial e foi adaptada diversas vezes para o cinema, a mais recente em 2011. É uma história sobre um amor proibido, orgulho, obsessão e vingaça.

“Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna, eu sou Heathcliff!” – Catherine

Resenha: A Escolha de Nicholas Sparks

Sinopse: Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta.Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever. Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?

Até onde devemos ir em nome do amor? O que você faria se tivesse que definir o destino de quem você ama? Gaby e Travis são duas pessoas completamente diferentes, uma moça estudiosa e dedicada à família que sempre seguiu as regras e procurou viver com paz e harmonia, e um solteirão aventureiro, que gosta de viver a vida nos extremos, destemido, aveso às regras e vivendo aos extremos.

A única coisa em comum entre Gaby e Travis é o fato de serem vizinhos e adorarem seus cães. Todas as tentativas de Travis para agradar a nova vizinha acabam dando errado, até que a cadela de Gabby, uma Border Collie acaba aproximando os dois. E o inesperado acontece… os dois opostos sentem-se atraídos um pelo outro. Gaby tem então uma difícil escolha, largar seu relacionamento estável com seu namorado de adolescência e viver uma aventura de amor incerta ou sufocar seus sentimentos e fazer calar o coração. 

É claro que ela acaba seguindo a voz do seu coração. O relacionamento dos dois teria tudo para dar errado, mas o destino vive surpreendendo a todos, então os opostos se unem. Gabby e Travis se casam e constroem uma família com dois filhos, e seus cães, tudo é felicidade até que um trágico acidente abala as estruturas dessa família, Gabby entra em um coma profundo, o tempo passa e os médicos começam a perder as esperanças de que ela se recupere, mas poderia Travis perder também as esperanças e permitir que desligassem o fio que ainda dá vida ao seu amor?

É claro que ela acaba seguindo a voz do seu coração. O relacionamento dos dois teria tudo para dar errado, mas o destino vive surpreendendo a todos, então os opostos se unem. Gabby e Travis se casam e constroem uma família com dois filhos, e seus cães, tudo é felicidade até que um trágico acidente abala as estruturas dessa família, Gabby entra em um coma profundo, o tempo passa e os médicos começam a perder as esperanças de que ela se recupere, mas poderia Travis perder também as esperanças e permitir que desligassem o fio que ainda dá vida ao seu amor?

A obra nos traz lições sobre o verdadeiro amor, as escolhas que fazemos quando ouvimos e nosso coração, e a esperança de que no final tudo pode dar certo. Esse é o primeiro livro que leio do Nicholas Sparks, já havia ouvido muito do autor, mas nunca me interessei em comprar nenhum livro porque eu sempre me interesso primeiramente por livros de ficções e aventuras, não sou grande fã dos romances porque geralmente eles me deprimem. 

Ganhei esse livro da minha madrinha e confesso que deixei-o no fim da minha fila de leitura, Nicholas Sparks nunca me atraiu, porque não sou fã do gênero, confesso também que me surpreendi com a capacidade do autor em criar histórias com fatos do cotidiano que poderiam acontecer com qualquer um. E ainda bem que não teve um final triste para me deixar deprimida. Enfim, para quem gosta de romances com finais felizes é um excelente livro, vale a pena ler.

Resenha: A Hospedeira de Stephenie Meyer

Sinopse: Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por aquele humano, a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada.

Preciso confessar que li alguns livros da saga Crepúsculo na época da febre vampiresca, até porque estava na moda e todo mundo só falava nisso, até uma das minhas amigas que odeia ler falava na saga o tempo inteiro. Quando vi o livro A Hospedeira na promoção nas lojas americanas, achei que não deveria ser nada muito interessante pois eu não ouvi nada sobre a nova publicação de Meyer. 

Comprei o livro porque fiquei super curiosa para saber quem era a droga da Hospedeira e o que ela era capaz de fazer, comprei também porque pressão da minha mãe que adora livros que envolvam ficção científica. O que me interessou primeiramente foi quando li o release que demonstrava que o livro não era apenas um romance bobo de adolescente, tinha algo mais, o avanço da ciência, as novas tecnologias e a possibilidade de enfrentarmos uma guerra com criaturas mais evoluídas que nós. 

O livro fala não apenas do amor carnal, mas de toda a profundeza das emoções humanas e o amor à humanidade em geral. Os primeiros capítulos me deixaram confusa, precisei reler alguns trechos para entender de fato que eu estava diante de duas personagens diferentes em um só corpo, na metade do livro finalmente entendi o que de fato a autora queria propôr, e então eu já não sabia mais para quem torcer. 

Acredito que este tenha sido o livro mais inteligente de Stephenie Meyer, é uma pena que tenha sido tão pouco comentado. Ouvi muitas críticas em relação ao filme, de fato é um filme confuso, mais que o livro, e para quem assistiu ao filme sem antes ler o livro, realmente não entendeu bulufas. 

A Hospedeira é uma história fantástica e na minha humilde opinião, mais interessante do que toda a Saga Crepúsculo. Apesar de ser uma leitura um pouco cansativa no começo, torna-se mais intensa e instigante do meio para o fim. A história é uma ficção científica bastante criativa e inteligente, com muita ação e emoções profundas. É lamentável que não tenha feito o mesmo sucesso de Crepúsculo.

Resenha: Ninguém é de Ninguém de Zíbia Gasparetto

Sinopse: Há quem pense que sentir ciúme é provar que se ama ardentemente. Até descobrir que ele transforma a sua vida amorosa em dolorosa tragédia que termina em amarga separação.  Se fizermos as contas, perceberemos que sofremos mais com as pessoas que amamos do que com aquelas que nos odeiam.  O que você chama de amor não será apenas paixão?  Você vive se inferiorizando por não conseguir atingir seus vaidosos ideais e sempre escolhe alguém que terá a terrível tarefa de fazê-lo sentir-se melhor. Tortura essa pessoa para que ela lhe dê uma exaustiva atenção, a mesma que você se nega.  Luta para ser o dono absoluto do outro, como se o fato de gostar lhe desse esse direito.  Esta história o fará refletir sobre o falso e o verdadeiro amor e perceber que a vida afetiva é um constante exercício de autodomínio.  No final descobriremos que só possuímos a nós mesmos, pois ninguém é de ninguém!

Roberto é um homem orgulhoso e machista, seu ciúme extremo demonstra um grande complexo de inferioridade que o leva ao abismo. Casado com Gabriela, uma mulher inteligente, determinada, empoderada e humilde, o oposto de Roberto. Roberto tem pouco estudo, mas sempre trabalhou por conta própria fazendo seu dinheiro de forma honesta, porém a ganância, o desejo de ficar rico para tentar convencer sua esposa a deixar de trabalhar fora, o leva a se associar a um homem dissimulado que toma todo o seu dinheiro. 

Roberto perde tudo, fica na miséria e não consegue arrumar emprego por não ter experiência de carteira assinada, dependendo da ajuda financeira de sua esposa, que apesar dos pedidos do marido para que deixasse de trabalhar fora e ficasse somente cuidando da casa, continuou na empresa de Renato, sempre buscando fazer o seu melhor no trabalho. Gabriela ganha cada vez a confiança de Renato, que aos poucos vê-se apaixonado por aquela mulher forte, inteligente e auto-suficiente. 

Porém Renato é casado com Gioconda, uma mulher manhosa, de personalidade frágil, possessiva e desequilibrada. Apesar do seu casamento com Gioconda ser um fracasso, e mesmo desejando a separação, Renato se mantém fiel a esposa e mantém notável respeito por Gabriela, silenciando seus sentimentos e cultivando uma amizade profunda. Gabriela admira o patrão, mas demora a entender seus sentimentos por ele, ela ainda ama o seu marido, apesar das diferenças. 

O ciúmes doentio de Roberto e Gioconda fazem eles se aliarem em uma empreitada perigosa para afastar Renato e Gabriela, jurando que eles possuem um relacionamento secreto e movidos por forças malignas que se aproveitam de suas fragilidades para incentivarem ainda mais a prática do mal. Eles conseguem causar uma verdadeira tragédia, destruindo suas próprias vidas e afastando definitivamente aqueles que eles pensam que amam.

Apesar das alegações caluniosas de que seriam amantes, da amizade que vai transformando-se em amor e da ruína de seus relacionamentos, Gabriela e Renato procuram calar seus sentimentos, assumindo o que sentem apenas quando já se vêem livres dos seus casamentos. Eles conseguem construir um relacionamento bonito e saudável em um verdadeiro encontro de almas afins, com igualdade de energias e propósitos. 

O livro nos trás uma verdadeira lição sobre amor, autoconfiança, e postura firme e positiva perante as dificuldades da vida. Nos mostra como as nossas atitudes diárias, nossos pensamentos e nossos sentimentos influenciam as energias que se aproximam de nós e como a espiritualidade interfere na vida de nós encarnados. Nos alerta sobre a necessidade de vigiarmos o que nos vai no íntimo, limpar nossos corações, cuidar dos nossos pensamentos e sermos pessoas mais otimistas e corajosas. 

Resenha: O Beijo – série Bruxos e Bruxas de James Patterson

Sinopse: No quarto livro da série Bruxos e Bruxas, Whit e Wisty, agora membros do Conselho, estão tentando reconstruir a cidade após derrotar o Único que é o Único, o vilão mais malvado do mundo. Quando tudo parece correr bem, surge uma nova ameaça personificada na figura do cruel Rei da Montanha. Ele é um mago indestrutível que deseja a todo custo dominar a cidade. Sem água e prestes a ficar sem alimentos, a população conta com os irmãos Allgood para sobreviver. A aventura e o suspense fazem o leitor prender a respiração a cada vez que um capítulo termina. Mas com um título como esse, não poderia faltar romance no novo livro de James Patterson… Wisty está encantada pelo jovem Heath, que compreende tão bem os seus dilemas, afinal ele também é um bruxo. Talvez Wisty possa se unir a Heath na guerra contra o Rei da Montanha. Mas o que será que Whit pensa disso? Se você ama romance, mistério e ação, O Beijo é o seu livro! Páginas muito intensas, desfechos surpreendentes… Mas uma prova de que James Patterson é o maior autor da sua geração.

O quarto e último livro da série tem tudo para ser o final feliz dos irmãos Allgood e de todos os jovens que o acompanharam na luta contra o terrível ditador que se autodenominava O Único. O malvado já não existia mais, a cidade estava livre e os jovens agora podiam fazer parte do conselho da cidade. A esperança reinava nas ruas apesar das destruições provocadas pela guerra, a vontade de reconstruir a cidade era maior que tudo. Wisty e Whit eram os mais novos heróis da cidade e juntos defendiam a sua reconstrução. Os irmãos assumiram um compromisso com o conselho e passaram a frequentar os debates com frequência, no entanto a política viria a ser mostrar mais cruel do que eles poderiam imaginar. Leis complicadas, crise financeira, acordos desfeitos e toda a falsidade do jogo político acabariam por ameaçar a imagem heroica dos irmãos.

Após a morte do Único que é o Único, o impiedoso Rei da Montanha desfez o acordo que mantinha o abastecimento de água na cidade, com a comida escassa e com o risco de seca, o conselho precisa tentar um novo acordo, porém o Rei da Montanha parece não ter a menor afeição aos jovens bruxos. Se não bastasse o confronto político, crianças e jovens começam a desaparecer misteriosamente, tudo indica que estão sendo levadas pelo malvado das montanhas. Mais um vilão para os irmãos Allgoood enfrentarem e nesse caminho Wisty se apaixona pelo jovem Heath, um misterioso bruxo que faz explodir em Wisty sentimentos e sensações ainda desconhecidas, no entanto Whit não confia nenhum pouco no novo namorado de Wisty e acaba se afastado da irmã, preferindo ir a luta sozinho.

Wisty merecia encontrar um namorado legal, ela que já sofreu por confiar na pessoa errada, merecia enfim ser feliz e Heath parecia ser o cara perfeito, um bruxo lindo e poderoso, que parecia sempre saber exatamente o que ela precisava, juntos eles eram uma explosão, literalmente, um vulcão em erupção, no entanto, algo parece não estar certo, nem todos acham adequado o relacionamento dos dois. Wisty prefere não subir a montanha com o irmão, evitando o confronto direto com o Rei malvado até que a guerra torna-se inevitável. Heath e Wisty juntos poderiam combinar seus poderes e enfrentar o Rei da Montanha, no entanto a bruxinha recebe uma notícia nada agradável, a família de Heath não é bem o que ela desejava, na verdade é exatamente o contrário, e novamente Wisty se vê sem saber em quem e no que confiar.

Apenas a união entre os irmãos, a confiança nas pessoas certas, os amores verdadeiros e os bons amigos podem acabar com a guerra que ameaça a cidade, mais uma vez os irmãos Allgood precisam lutar, mas agora não apenas pela própria sobrevivência, mas pelo sustento de toda uma cidade. O quarto livro é uma verdadeira guerra política e os interesses são os mesmos: poder e domínio ditatorial. Sem perder o fôlego e a narrativa irreverente e divertida, o último livro da série não deixa nada a desejar, com muita ação, magia, intrigas, mistérios e surpresas a cada capítulo, além de um toque especialmente romântico, um verdadeiro Grand Finale. Essa é uma das melhores séries de todos os tempos do estilo aventura/fantasia. James Patterson esbanja criatividade e perfeição em cada detalhe, consagrando-se como um dos escritores mais brilhantes do gênero.

Resenha: O Fogo – série Bruxos e Bruxas de James Patterson

Sinopse: Você pensou que seria um conto de fadas? Whit e Wisty Allgood sacrificaram tudo para liderar a Resistência contra o regime sanguinário que governa o mundo. O líder supremo, O Único Que É O Único, baniu tudo o que havia de bom: livros, música, arte e imaginação. Mas o poder dos dois irmãos parece estar longe de conseguir deter O Único, e agora ele executou a única família que eles tinham. Você não vai encontrar O Único aqui. Wisty sabe que o momento se aproxima. Em breve ela estará cara a cara com O Único. A sua bravura e o seu dom canalizam ainda mais poder para esse ser, que já é invencível. De que maneira ela e Whit poderão se preparar para o confronto iminente com o implacável vilão que devastou o seu mundo – antes de ele se tornar verdadeiramente onipotente? Nem sempre seremos felizes depois que acabar. No impressionante terceiro livro da série Bruxos e Bruxas, a tensão está maior do que nunca – e as consequências mudarão tudo.

O Fogo é o terceiro e penúltimo livro da série, representa um dos piores momentos dos irmãos bruxos, eles chegam até o inferno, literalmente, para tentarem a salvação final. O Único que o Único, nosso vilão sem escrúpulos, tem expandido seu poder cada vez mais, chegando até a terra das sombras, uma espécie de plano intermediário, onde aqueles que morrem precisam passar para chegar ao outro plano. O Único poder que o nosso vilão ainda não domina é o poder da nossa bruxinha Wisty, o dom de dominar o fogo.

” Mas ele não tem o seu fogo Wisty, a sua energia, sua eletricidade. Ele pode controlar a terra mas não controla as pessoas que vivem aqui. Pelo menos não os pensamentos delas. Ainda não. Mas se aquilo que o Único acredita for verdade, que os poderes se estendem aos impulsos elétricos do cérebro, ele vai usar você para controlar não só o governo da superfície, mas também todas as mentes, de toda a humanidade, em todas as dimensões.” (Pág. 111)

Repleto de momentos tensos, cenas horripilantes e confusões desnecessárias, Wisty e Whit demonstram muita imaturidade para quem tem a pretensão de salvar o mundo e se colocam em momentos tensos que complicam ainda mais toda a situação. Eles ainda não conseguem compreender a real dimensão dos seus poderes e se encontram em um beco sem saída, após a perda dos pais, eles só podem contar um com o outro. 

Uma peste se espalhou abruptamente pela cidade, espalhando doença, miséria e caos, dizimando grande parte da população. A resistência se separou, eles estão desamparados e Whit acaba não podendo contar com muita ajuda de Wisty que está gravemente doente. A bruxa precisa contar com a ajuda de algumas pessoas boas que surgem em seu caminho para se recuperar e ter forças para encarar o Único que é o Único que segue em sua perseguição cruel.

Após uma leitura morna no livro anterior, esse livro aqui faz jus ao nome e realmente pega fogo, o livro aborda mais sobre o vilão inescrupuloso, mostra quem de fato ele é, suas intenções e a forma como a Nova Ordem consegue manipular as pessoas. Repleto de relatos chocantes, com forte carga dramática e muita adrenalina, é uma leitura bem mais acelerada e instigante. Acho que o último livro, O Beijo, deve trazer uma energia mais romântica e um desfecho harmônico. 

Literatura Espírita: Esmeralda de Zibia Gasparetto

Sinopese: Esmeralda era orgulhosa, absoluta! O mistério maravilhoso de sua dança arrancava olés e aplausos acalorados. Sempre desejada, despertava grandes paixões. Mas não amava ninguém. Não se importava com dor daqueles que se apaixonavam por ela. Um dia, porém, Esmeralda encontrou um amor, que arrastou consigo o seu destino. A vaidade tem um preço que o orgulho cigano sempre paga. Todas nós, mulheres, temos um pouco de Esmeralda.

Esmeralda é uma bela cigana, admirada por todos entre os seus, orgulhosa de sua beleza e magnetismo. De rara beleza e natural sensualidade, despertava grandes paixões e gostava de ser mimada, mas ela não amava a ninguém e desprezava a dor dos seus apaixonados. Julgando-se forte e incapaz de amar alguém além de si mesma, a cigana joga charme para quem quer que se meta em seu caminho.

Uma noite, durante uma festa na cidade de Valença, Esmeralda se depara com um sentimento nunca antes sentido, o amor. Ao conhecer o jovem fidalgo Carlos, a cigana logo se apaixona, Carlos também fica encantado com a magia da cigana, sua dança encantadora, seu olhar misterioso e sorriso faceiro, sob a luz da lua e o brilho das estrelas eles e entregam ao amor.

Nos dias após a festa, Carlos procura a cigana e ela engana-se ao perceber que ele estaria disposto a passar por cima de todas as diferenças sociais e culturais entre ambos para ficar com ela. Mas o destino do casal não é fácil, a família de Carlos, muito tradicional, jamais aceitaria esse relacionamento e as diferenças de costumes torna o amor deles praticamente impossível de ser levado a diante, a não ser que um dos dois seja capaz de abrir mão da própria vida para viver a vida do outro.

O destino os leva a caminhos diferentes, mas um amor como esse jamais poderia ser apagado, Carlos ao perceber que a cigana não abandonaria seu estilo de vida, resolve casar-se com uma mulher de família tradicional para também agradar sua própria família, porém é difícil esquecer Esmeralda. A cigana tomada de raiva e ciúmes, esperando uma filha de Carlos, não tem coragem de procurá-lo e lhe informar sobre a paternidade.

A criança nasce saudável, mas Esmeralda deprimida, adoece e deixa a filha ainda pequena. Carlos não é totalmente feliz com sua nova família, e o destino acaba o aproximando novamente da comunidade dos ciganos, só então o fidalgo toma consciência das escolhas que fez, de como magoou Esmeralda desejando-a como amante e colocando outra no posto oficial, e a criança fruto do amor impossível.

Esmeralda é um dos maiores clássicos da literatura espírita, ditado por Lucius e psicografado por Zibia Gasparetto, a história é uma lição de amor, que nos transporta para o século XIX, o estilo de vida cigano e os precoceitos que eles sofriam, o cotidiano dos fidalgos e as diferenças culturais são descritas detalhadamente. A grande crítica é contra a hipocrisia e preconceito das pessoas na época. Esmeralda é uma história apaixonante, movida por amor e repleta de lições.

” – Não julgue o que não podes compreender. O amor precisa ser veículo de libertação, não de apego. Quem ama verdadeiramente aprende a respeitar a liberdade de escolha do ser amado.“

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