
Sinopse: Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observaram em silêncio o avanço da humanidade. Eis que chega o século XX e com ele o avanço das armas modernas e a poluição das indústrias, afastando os seres mortais da natureza divina , alargando as fronteiras entre o mundo dos humanos e as sete camadas celestes. Isolados no paraíso e incapazes de enxergar o que se passa na terra, os malakins solicitam a ajuda dos exilados, celestiais pacíficos que anos atrás atuavam na terra convivendo com os seres humanos. Esses exilados são reenviados à terra com a função de participar das guerras que estão por vir e anotar todas as façanhas militares, os movimentos das tropas e repassar as informações aos seus superiores alados. Sob o disfarce de alados comuns, esse grupo esteve presente nas principais guerras da história, participando das lutas ao lado dos humanos, embora muitos não desejassem matar, foi isso que lhes foi ordenado e foi justamente isso o que acabaram fazendo, daí nasceram os anjos da morte. Filhos do Éden: Anjos da Morte é uma obra épica, com personagens incríveis e detalhes cheios de misticismo que ultrapassam a fronteira do tempo, acima de tudo é um relato histórico sobre as guerras que transformaram a humanidade, uma crítica a corrupção dos governos, aos massacres e a violência selvagem dos humanos.
Anjos da Morte é o segundo livro da série Filhos do Éden de Eduardo Spohr, o autor do best-seller A Batalha do Apocalipse. No primeiro livro Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, conhecemos Kaira uma ishin com o poder de controlar o fogo, que perdida no Rio de Janeiro tem suas memórias roubadas e conta com a ajuda de vários celestiais enviados à terra justamente para ajuda-la a concluir sua missão, mas quem se torna o personagem principal na recuperação de Kaira é Denyel, um querubim problemático, cheio de mistérios, de caráter duvidoso, mas que acaba se sacrificando em nome de Kaira e seus amigos.
Anjos da Morte começa com Kaira se reunindo com os seus amigos para uma missão secreta, encontrar Denyel, sem saber se o querubim está vivo ou morto, a ishin de fogo vai contra as regras de seu líder, o arcanjo Gabriel e parte em uma missão perigosa atrás de Denyel. Diferentemente do primeiro livro da série, a história se passa em dois tempo diferentes, no tempo presente com Kaira e seus amigos na busca por Denyel, e no passado contando as perigosas aventuras de Denyel como um anjo da morte.
O personagem principal desse livro é o misterioso querubim que tanto despertou curiosidade no livro anterior. Denyel foi um anjo da morte, enviado à terra para participar das principais guerras da história da humanidade, e que após o fim da segunda grande guerra, tornou-se um anjo mercenário usado como instrumento pelos malakins para caçar outros celestiais que viviam na Haled, Denyel tornou-se uma máquina de matar, mesmo que a princípio fosse contra a violência, ele não sabia como se rebelar contra as ordens dos malakins e sofreu as consequências dos prejuízos que causou.
A história de Denyel no passado, a violência que ele presenciou nos faz entender os motivos que o levaram ao exílio total, a sua vivência na terra fez com que ele se torne um ser humano por completo, cheio de sentimentos, contradições, vícios carnais e muitos pecados. Condenado a eternidade como todo celestial e sem poder voltar a céu sob o risco de punição por causa das suas atitudes, Denyel observou as várias eras da humanidade, as mudanças no cenário terrestre e se auto condenou a viver para sempre recluso, amargurado por todas as vidas que tirou e afogando suas mágoas no álcool.
Para entender a história de Anjos da Morte é preciso ler primeiro Herdeiros de Atlântida, um é o complemento do outro. Anjos da Morte é uma história incrível, mais empolgante do que o livro anterior, com mais ação, mistério e aventura, as peças se encaixam melhor, conseguimos entender com mais clareza a origem e personalidade dos personagens. Depois desse livro estou ansiosa para ler o terceiro livro, Filhos do Éden: Paraíso Perdido. Meu livro favorito do autor continua sendo A Batalha do Apocalipse, e só tenho uma coisa a dizer: Eduardo Spohr é o melhor escritor brasileiro desta geração.




























