Resenha: Amon. Meu avô teria me executado

Sinopse: Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jeniffer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Goth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou em meio à barbárie nazista. Milhares de pessoas conhecem a história de Amon Goth pelo premiado filme “A lista de Schindler” de Steven Spielberg lançado em 1993. Como esquecer da chocante cena do comandante atirando em prisioneiros de forma aleatória, da sacada de sua residência? Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.

Jennifer Teege, autora de seu próprio livro com a ajuda de um jornalista, relata a descoberta de sua árvore genealógica, o choque e a amargura de descobrir as suas raízes. Jennifer nasceu em 1970, filha de uma alemã com um nigeriano, neta de alemão nazista, quando tinha apenas quatro semanas de vida, sua mãe a entregou para um orfanato, sua gravidez fruto de um relacionamento com um homem negro, não seria aceita por seu pai, o comandade Amon Goth, deixar a criança mestiça em um orfanato era a melhor maneira de protejê-la.  Aos 7 anos Jennifer foi adotada e viveu em Israel como estudante. Atualmente ela trabalha com publicidade e vive com sua família na Alemanha. 

 A descoberta de Jennifer sobre a origem de sua família ocorre de forma aleatória. Já adulta, bem resolvida na vida, com seu emprego e sua família, Jennifer encontra um livro de capa vermelha, com o rosto de uma mulher familiar, em uma biblioteca,com o nome de Monika Goth, o livro conta a história da filha do comandante Goth, sua mãe biológica, através do nome, da foto e de relatos deste livro, Jeniffer desconfia de que aquela mulher pode ser sua mãe e começa a investigar até encontrar a verdade sobre suas origens. 

Jennifer teve um bom relacionamento com sua família adotiva, seus pais e seus irmãos, nunca havia cogitado buscar a sua família de sangue, embora tivesse boas recordações de sua avó materna, com quem foi mais próxima ela aceitava a vida que tinha e não buscava pensar sobre seu passado, ela tinha filhos, marido, um profissão e tudo parecia estar certo no seu caminho, embora às vezes lhe batesse um sentimento de despertencimento junto aos seus irmãos adotivos. Até que por um acaso ela se depara com o passado, ela reconhece a mulher na capa do livro e o passado passa a lhe tirar o sono. 

A alemã que morou em Israel, aprendeu hebraico, conviveu com judeus, fez amigos vítimas do nazismo, faz uma busca profunda por si mesmo e por aqueles que deveriam a ter acolhido. Jennifer passa a viver um conflito entre o sentimento carinhoso que tinha pela sua avó materna e o medo de que ela tenha sido omissa quanto aos crimes praticados por seu avô e o desejo e medo de se aproximar de sua mãe biológica. Ela também se questiona se a sua família adotiva sabia quem era o avô. 

Jennifer mergulha em profundas pesquisas sobre o nazismo, famílias de nazistas, os herdeiros de nazistas e as famílias das vítimas desse crime bárbaro. Ela chega a viajar pela Alemanha e Polônia, visita os antigos campos de concentração e conversa com especialistas. O passado de sua família lhe pesa bastante sobre os ombros, mas com coragem e determinação ela enfrenta seus sentimentos mais conflituosos e busca seguir em frente de cabeça erguida. 

O livro traz relatos pesados e emocionantes não apenas sobre Jeniffer Teege e a relação com sua família, mas também de outras famílias ligadas ao nazimo como Bettina Goring, neta de Hermann Goring que decidiu se esterilizar. Os relatos nos mostra que ambos os lados dos herdeiros do nazimo, famílias de vítimas e famílias de carrascos sofrem com o peso dessa herança amarga. Jennifer teve depressão e lutou para se recuperar e seguir com a sua família. 

Jennifer tentou se reaproximar de sua mãe biológica, embora não consiga perdoá-la por completo, promete ter empatia e não guardar rancor, ela passa a aceitar o sentimento de afeto que sempre nutriu por sua avó e também conseguiu conhecer seu pai biológico com quem teve um ótimo relacionamento, viajou para a Nigéria e passou a ter orgulho de sua raiz africana. Jennifer Teege ainda manteve o relacionamento com sua família adotiva e nunca escondeu de seus filhos a verdade sobre suas origens e seus antepassados.

Meus clássicos da literatura favoritos

1) Dom Quixote

Esse livro sem dúvida foi o ponta pé inicial na minha história de amor com a literatura. Eu era uma criança que não gostava muito de ler, detestava os livros paradidáticos lidos na escola, talvez pela pressão e obrigação de ler. Esse foi um livro que não tive que ler por obrigação, li por curiosidade, minha mãe me dizia que era uma história engraçada e eu me apaixonei por essa história louca, divertida e irreverente. Tive uma versão pocket e uma versão clássica de colecionador. Dom Quixote é um idealista, corajoso e obstinado em sua luta contra os monstros que só existem em sua mente, um cavaleiro lutando por justiça em meio a insanidade e a descrença. Essa é uma história sobre a superação de si mesmo durante as lutas muitas vezes patéticas que enfrentamos em sociedade.

2) Alice no país das maravilhas

Resolvi ler esse livro depois de ver o filme e me apaixonar pela Alice e pelo chapeleiro maluco. É o meu conto favorito, a história de uma garotinha que cai em um buraco de coelho e descobre um universo paralelo repleto de mistérios e magias. Com sátiras e metáforas, a história é uma crítica ao moralismo e superficialidade da sociedades inglesa durante o reinado da rainha Vitória e o abandonado das convenções sociais tendo a loucura como escapismo. O louco chapeleiro é talvez um dos personagens mais sábios dessa história e Alice é um simbolo de coragem, determinação e heroísmo. A história trás uma lição sobre coragem e autenticidade, sobre o que somos capazes de fazer quando não desistimos de nós mesmos.

3) Gabriela, cravo e canela

Ganhei esse livro da minha madrinha, já tinha assistido a minissérie baseada nessa história e sempre gostei bastante. O livro é ainda melhor do que todas as adaptações já feitas pela TV Globo. Um romance simples que passa em uma época bastante complexa em uma sociedade dominada por um moralismo hipócrita herdado pela influência européia no Brasil. Gabriela é uma mulher que gosta dos prazeres da vida e dos homens bonitos, gosta de ser cortejada e gosta também do Sr. Nacib e o Sr. Nacib se apaixona por Gabriela, mas quer que ela se encaixe nos padrões de mulher recatada e polida. Com uma narrativa riquíssima, Jorge Amado nos faz viajar entre cores, aromas e texturas.

4) Dom Casmurro

A famosa obra de Machado de Assis trata A da complexidade das relações afetivas, a forma como as convenções sociais influenciam na maneira como as pessoas vivem seus relacionamentos afetivos, a imaginação humana, o amor possessivo e egoísta de pessoas desequilibradas e o poder de influência da mente humana. Com uma narrativa instigante, o autor nos faz refletir sobre inúmeras possibilidades, um romance leve e ao mesmo tempo complexo porque envolve personagens complexos. O livro apresenta uma crítica social a sociedade que julga e condena as mulheres à submissão, e também em relação a forma mal como as mulheres pobres e humildes são vistas pela sociedade. Capitu era pobre, sem muita classe e ao se casar com um homem rico é julgada por não ser uma mulher modelo. A propósito Capitu não traiu.

Resenha: O Último Patriota de Brad Thor

Sinopse: Numa manhã tranquila em Paris, o ex agente do serviço secreto dos Estados Unidos, Scot Harvath, não podia nem imaginar que em breve voltaria a se envolver com política e espionagem, enfrentando mais uma vez seu pior inimigo: o terrorismo. A explosão de um carro-bomba na capital francesa muda por completo sua rotina pacata junto da namorada Trancy e ele embarca numa aventura ensandecida a fim de desvendar a última revelação de Maomé – um segredo que pode transformar o islamismo em uma religião totalmente diferente da que é hoje. Harvath salva o professor Anthony Nichols do atentado à bomba e os dois se veem obrigados a fugir das autoridades francesas. Especialista em Thomas Jefferson, Nichols vem conduzindo, por ordem do atual presidente americano, uma operação arriscada em busca das informações que levarão a decifrar o mistério em torno da última revelação do profeta Maomé não incluída no alcorão. Quem está por trás da tentativa de assassinato é Matthew Dodd, vulgo Majd al-Din. Ex-agente especial da CIA e desiludido com a sociedade americana, Dodd se converteu ao islamismo e forjou a própria morte, passando a prestar serviços a fundamentalistas mulçumanos dentro e fora dos Estados Unidos. Com uma narrativa irresistível  e repleto de ação do começo ao fim, O Último Patriota é um thriller cativante que desafia o leitor a refletir sobre como as antigas tradições do islã se relacionam com o terrorismo que marca o século XXI.

Um livro sobre os mistérios do Alcorão, o velho terrorismo que ameaça os Estados Unidos, e é claro, o patriotismo americano. A obra de Brad Thor especula que no ano 632 da era cristã, o profeta Maomé, compartilhou com seus seguidores mais próximos, uma última e surpreendente revelação recebida por Alá, e que seria essa uma revelação final, a última sura (mandamento) do Alcorão que revogaria todos os versículos anteriores. Porém dias depois, ele foi assassinado por pessoas que queriam impedir que essa revelação fosse divulgada. 

Os terroristas usam passagens do alcorão para justificar os seus atos; a nona sura, o penúltimo capítulo é a mais violenta de todas, contém versículos como “Matem os idólatras sempre que os encontrarem, e os que se recusam a lutar por Alá serão afligidos por uma morte dolorosa e irão para o inferno” esse é um dos versículos usados para justificar a intolerância e violência contra os povos de outras religiões. Se Maomé realmente tivesse uma última revelação pacífica e que anulasse todas as invocações à violência anteriores, isto causaria um grande impacto no Islamismo.

Após 11 séculos do ocorrido, Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos e um grande estudioso do Alcorão, que na época travava um combate com os violentos piratas muçulmanos da Berbéria, procurava também desvendar os segredos do Alcorão e a possível revelação final de Maomé que deveria apaziguar a violência islâmica. Jefferson não consegue desvendar essa revelação final, mas deixa pistas em um livro que anos mais tarde serve como guia a pesquisadores, estudiosos e até especialistas da inteligência americana na busca pelo segredo mais bem guardado do Islã.

A aventura começa quando Scot Harvath, um ex agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos, percebe que um atentado pode acontecer em Paris, próximo de um café em que ele lanchava com sua namorada Tracy. O agente especialista em operações de combate ao terrorismo, não poderia imaginar que em breve, teria que voltar ao trabalho, enfrentando novamente o terrorismo, que já havia ameaçado sua vida e a vida de seus parentes e amigos. Scot presenciou a explosão de um carro bomba e salvou o professor Antony Nicolas, sem saber que ele era o alvo do atentado. Antony é um especialista em Thomas Jefferson e vem realizando pesquisas por ordem do presidente do Estados Unidos, em uma perigosa operação em busca do antigo segredo perdido do Alcorão: a revelação final de Maomé.

Por terem sido reconhecidos nas câmeras de segurança durante o curioso atentado, o professor Anthony, Scot e Tracy são perseguidos pela polícia parisiense, porém o professor não pode entregar sua sigilosa pesquisa às autoridades locais. O agente Scot Harvath se vê obrigado a retornar ao seu antigo posto, ao entrar em contato com o Presidente dos Estados Unidos, Scot recebe ordens para proteger o professor, levá-lo em segurança para o território americano, e neutralizar o inimigo. Quem está por trás do atentado é um ex agente especial da CIA que se converteu ao islamismo e passou a prestar serviços para um grupo de fundamentalistas.

O livro narra a história de americano desiludido com seu país de origem, que sente-se seduzido pelo Islamismo, e um americano patriota que busca a paz mas não foge da guerra. A narrativa e o caráter de ameaça religiosa é bem ao estilo O Código Da Vince, e de fato este livro é para o Islã o que o Código Da Vince foi para a Igreja Católica. Se houvesse uma revelação final de Maomé, não incluída no Alcorão, o fanatismo Islâmico, o ideal de que o Alcorão é a completa e mais correta palavra de Alá, mudaria completamente de sentido. 

Com uma leitura instigante, misteriosa e frenética, esse livro nos faz pensar em como a religião é usada para controlar as pessoas e como os governos buscam controlar as religiões. A história nos mostra como uma sociedade fragilizada e desigual causa revolta nas pessoas e as torna mais propensas ao fanatismo religioso e ao comportamento violento. Existe todo um histórico de traumas, raiva, rejeição, desejo de poder e justiça por trás do terrorismo. Com uma narrativa muito bem construída e personagens complexos, esse é um livro arrebatador porém muito pró-governo e de fato patriota demais para o meu gosto.

Resenha: A Maravilha das Pequenas Coisas de Dawn French

Sinopse: A maravilha das pequenas coisas é a divertida história de uma família moderna contada do ponto de vista de três de seus membros: a mãe, que pensa que sabe tudo, o filho, que pensa que pode tudo, e a filha, que pensa que não pode nada e que não sabe nada. Cada um vive em seu pequeno mundo e a vida familiar fica cada vez mais caótica – até que eles descobrem o que realmente importa. Um livro para todos os que fazem parte de uma família confusa, bagunçada, desestruturada, mas que no fundo se amam muito e têm certeza de que, seja qual for o problema, sempre haverá alguém pronto a lhe dar mão.

O livro promete ser uma comédia familiar retratando dramas comuns de qualquer família com dois adolescentes em fase de descobrimento de si próprios e um casal à beira da meia idade e todas as crises que possam surgir. Não é o tipo de livro que eu compraria e de fato não comprei, ganhei. Nada contra, mas simplesmente não faz o meu estilo de leitura. O livro é narrado através da perpectiva de cada personagem, cada capítulo é uma narrativa diferente o que trás um bom dinamismo para a leitura. Mas a história em si é um pouco insossa e não tem engraçada como o livro nos propõe, algumas piadas inclusive beiram ao ridículo.

Quase larguei a leitura logo no começo, não gostei da maioria dos personagens, principalmente a Dora, a adolescente insuportável que acha que os seus problemas tolos são maiores que os problemas de todo mundo, ela foi o motivo de me fazer querer jogar o livro bem longe e não pegá-lo nunca mais. Dora é uma adolescente típica, dramática, rebelde, egoísta e irritante, a forma como ela trata a mãe dela é revoltante. A mãe de Dora é uma psicanilista especializada justamente em adolescentes, mas parece não enxergar ou não querer enxergar os problemas dos próprios filhos.

Má tem 49 anos, seu aniversário de 50 anos está cada vez mais próximo e junto com a meia idade chega a insegurança com sua aparência e o tédio com a sua rotina monótona. Má se deixa envolver pelo seu estagiário, um homem bem mais novo, confuso, misterioso e que não é quem parece ser, esse foi um personagem que eu achei muito mal construído, alguns fatos relacionados a ele ficaram muito vagos. Má tem sorte de ter um excelente marido, um homem seguro, estável e confiável, o porto seguro dessa família. Ela também tem uma mãe maravilhosa, a vó Pâmela, uma mulher inteligente e divertida que deveria ter tido mais destaque no livro.

Oscar é o meu personagem favorito e a razão pela qual eu não larguei a leitura, Oscar me salvou do tédio e foi o único que me me rendeu algumas risadas e conseguiu prender a minha atenção. Ele parece ter algum tipo de transtorno de personalidade, ele vive em um mundo particular onde Oscar Wilde é um rei inspirador. Embora se ache mais inteligente do que realmente é, Oscar é inteligente, divertido e cativante. Oscar é quem salva esse livro de ser um tédio total.

Não gosto de afirmar que é um livro é ruim, porque as pessoas tem gostos diferentes, mas não me agradou em quase nada, algumas piadas são bem estúpidas e sem graça e alguns personagens são entediantes e irritantes, enquanto outros personagens mais interessantes são mal elaborados. Não é o tipo de livro que eu leria novamente e por não me acrescentar em nada, certamente a história vai fugir da minha memória em pouco tempo.

Resenha: Sociedades Secretas – Sérgio Pereira Couto

Sinopse: Conduzido pela misteriosa Oráculo, essa obra é uma investigação minuciosa que revela os rituais, cerimônias e regras de cada uma dessas Sociedades Secretas. Seu instigante enredo coloca o leitor dentro de sociedades como o Priorado de Sião, ordem que Leonardo da Vinci teria participado como grão-mestre e que foi abordada em O Código da Vinci, de Dan Brown. Revela também o que Jack, o Estripador, Rui Barbosa, Beethoven, Mozart e a Maçonaria têm em comum, discute o suposto casamento entre Jesus com Maria Madalena e revela a Sociedade Illuminati, abordada em detalhes no livro Anjos e Demônios, também escrito por Dan Brown. Suspense e revelações surpreendentes são os ingredientes desta obra que mistura ficção e realidade, revelando os mistérios dessas sociedades. A cada capítulo, os personagens se envolvem em situações cada vez mais perigosas, e o final surpreendente revela que eles podem ter ido longe demais.

Para quem se interessa por assuntos relacionados à sociedades secretas deseja conhecer um pouco melhor sobre esses grupos misteriosos, esse livro pode ser um bom começo. Sergio Pereira Couto é jornalista e escritor brasileiro, que dedica-se atualmente à carreira de escritor e realiza pesquisas sobre a história e os rituais das grandes sociedades secretas que tanto despertam curiosidades. Ela trás uma visão simples e direta sobre as sociedades que apresenta e procura se esquivar de polêmicas e grandes conspirações. 

A história começa com uma pesquisa simples entre dois amigos jornalistas em busca de conteúdo para lançar um livro de introdução à algumas sociedades ditas secretas, eles recebem ajuda de uma mulher denominada como Oráculo, que os coloca em contato com representantes de cada sociedade em funcionamento no Brasil, mas o mistério é que o Oráculo se recusa a aparecer e eles não sabem ao certo com quem estão lidando. A princípio ela parece ser apenas alguém tentando ajudar, mas o tempo faz trazendo sinais de alerta.

Começamos então a conhecer um pouco dos princípios de sociedades como a Maçonaria, Rosa Cruz, Illuminati, Priorado de Sião, Ordem dos Cavalheiros Templários, Demolay, Sociedade Teosófica, e até mesmo uma sociedade vampírica. Até metade do livro tudo parece bem tranquilo e realista, mas a verdadeira aventura começa, e o realismo ganha ares de ficção. Os dois amigos tornam-se rivais, e quando Sergio deseja afastar-se do assunto, ele acaba tenho que se unir a representantes de algumas sociedades em uma perigosa aventura pela Europa, na luta contra uma nova sociedade fanática que visa dominar o mundo. 

Sim, parece ridículo essa história de sociedades querendo dominar o mundo, mas na verdade isso é mais realista do que se pode imaginar. O livro não é uma apologia contra ou a favor de algum tipo de sociedade, é apenas uma forma de apresentar uma introdução dessas sociedades tão pouco compreendidas e muitas vezes vítimas de uma visão equivocada. Mas é claro que um livro sobre o assunto merece um toque de aventura, e a caça ao tesouro, bem ao estilo Dan Brown, trás a lição de que o errado não são as principais sociedades que existem, e sim o fanatismo dos que desejam obter um conhecimento que não estão preparados para receber.

Sim, parece ridículo essa história de sociedades querendo dominar o mundo, mas na verdade isso é mais realista do que se pode imaginar. O livro não é uma apologia contra ou a favor de algum tipo de sociedade, é apenas uma forma de apresentar uma introdução dessas sociedades tão pouco compreendidas e muitas vezes vítimas de uma visão equivocada. Mas é claro que um livro sobre o assunto merece um toque de aventura, e a caça ao tesouro, bem ao estilo Dan Brown, trás a lição de que o errado não são as principais sociedades que existem, e sim o fanatismo dos que desejam obter um conhecimento que não estão preparados para receber.

A leitura começa de forma interessante, mas despretensiosa e um pouco lenta,os personagens principais entrevistam pessoas importantes de cada uma das sociedades e sua apresentação é limpa e pouco tendenciosa. No meio do livro as coisas começam a ficar mais interessantes quando um dos jornalistas resolve entrar para a tal sociedade maléfica. As pessoas não são bem quem elas parecem ser, e quem parece ser do mal não é tão do mal assim. Algumas das sociedades apresentadas são bem interessantes e nos despertam a curiosidade de buscarmos mais sobre o assunto. 

O livro tem um toque bem ao estilo O Código da Vinci, de Dan Brown, porém menos empolgante, talvez por ser mais direto ao ponto, mas é uma aventura instigante e gostosa de ler. Já li esse livro duas vezes e a empolgação da segunda leitura foi a mesma da primeira vez. Aventura, mistério, violência, um romance morno, também no estilo dos romances de Dan Brown, e menções a sociedades fascinantes como a sociedade teosófica e sociedade vampírica. Uma leitura nacional com toque estrangeiro, que vale muito a pena. 

Resenha: A Promessa do Tigre de Colleen Houck

Sinopse: Medo. Esperança. Dúvidas. Antes da maldição, uma promessa. Mais de 300 anos antes de Kelsey Hayes surgir na vida de Ren e Kishan, uma jovem cruzou o caminho dos príncipes. Seu amor por um deles mudou o curso da história e o destino da família Rajaram. Criada longe dos olhos da corte, isolada do convívio no castelo, Yesubai luta para suportar os maus-tratos do pai e manter em segredo suas habilidades mágicas. Lokesh é um poderoso e cruel feiticeiro que foi capaz de assassinar a própria esposa porque ela lhe deu uma filha em vez de um filho. Ao completar 16 anos, Yesubai é surpreendida por um anúncio do rei. Procurando fortalecer suas relações diplomáticas, o nobre acredita que um casamento entre a filha de Lokesh, comandante de seu exército, e um pretendente de algum dos reinos vizinhos será uma boa estratégia para diminuir os conflitos na região. A jovem recebe a notícia com alegria. Pela primeira vez ela enxerga um fio de esperança, a perspectiva de escapar do controle do pai e de levar uma vida fora do confinamento de seus aposentos. Mas esses não são os planos do feiticeiro. Ele vê no iminente casamento de Yesubai uma oportunidade de conseguir ainda mais poder e não poupará esforços para atingir seus objetivos sombrios. A promessa do tigre, conta a origem da história dos príncipes Ren e Kishan e os acontecimentos que levaram às aventuras da aclamada série ´A maldição do tigre´.

A Promessa do Tigre é um livro paralelo à série A Maldição do Tigre que vem explicar a história de Yesubai, a menina que se envolveu na família de Dhiren e Kishan e como toda a história da maldição dos tigres começou. Yesubai era filha do feiticeiro Lokesh, seu nome é mencionado algumas vezes ao longo dos livros da série, mas sua personalidade até então, era retratada de forma superficial. Nesse livro a autora nos vem desvendar quem realmente foi Yesubai e o quão importante ela foi na história dos príncipes indianos.

Yesubai cresceu sem a sua mãe que havia sido morta pelo próprio Lokesh logo após o parto, trancafiada pelo terrível pai, a menina sofria agressões físicas constantes e vivia em uma espécie de cárcere domiciliar, sequer podia ter contato com o mundo externo. Sua única companhia e amiga era Isha, uma espécie de babá, serviçal, contratada para cuidar da menina desde seu nascimento. O maior sonho de Yesubai era se libertar de seu pai, viver fora de seu domínio violento. 

Filha de um feiticeiro poderoso, Yesubai herdara alguns poderes mágicos que procurava manter escondido de seu pai, a menina tinha o dom  curar a si mesma além de poder ficar invisível, o que a ajudava a escapar em algumas situações. Aos 16 anos Yesubai foi prometida em casamento a Dhiren, o príncipe herdeiro mais velho e o primeiro na linha de sucessão do rei. Yesubai sequer o conhecia, e ela não confiava muito nos homens, mas acreditava que o casamento pudesse ser uma forma de escapar das garras do pai. 

Yesubai era uma jovem muito bonita, de traços delicados e angelicais, longos cabelos negros e olhos penetrantes de cor violeta. Não havia sido difícil arrumar um casamento poderoso para ela, na verdade muitos homens buscavam cortejá-la, mas Lokesh era ambicioso e queria usar o casamento de sua filha para tirar proveito para si próprio. O casamento da menina com o príncipe herdeiro era uma forma de estreitar relações com o reino, ele tinha um plano secreto para se infiltrar no reino e tomar para si o amuleto mágico de Durga que dava poderes a quem o possuísse e até então estava em posse da família real. 

O que ninguém contava é que Yesubai iria se apaixonar por Kishan, o príncipe mais novo e estaria disposta a não mais seguir as ordens do pai. Kishan também se apaixona por Yesubai e decide lutar pelo seu amor. Dhiren, orgulhoso, não aceita perder a mulher que havia sido prometida a si. Cria-se um atrito entre os irmãos e já sabemos tudo o que acontece depois disso. Lokesh, enfurecido, destrói a felicidade de uma família e de sua própria filha que estava começando a conhecer a esperança e o amor. 

O livro é curto, pouco mais de 100 páginas, é uma história simples e objetiva, profundamente triste e vem apenas como um complemento para quem leu a série completa. É um livro que isolado não faz sentido. Fiquei triste por Yesubai e principalmente por Kishan que nunca consegue o que quer. Essa é uma história sobre amor, escolhas e sacrifícios, com um final triste. Queria muito um novo livro em que Kishan seguisse um caminho diferente, fizesse algo por si próprio e fosse mais feliz, ele sempre me pareceu mais merecedor que o Ren, embora ele também seja um ótimo personagem. 

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