Publicada em 2023, essa foi a última autobiografia da Ritinha, em meio a pandemia da COVID 19 e todos os desafios da pandemia, Rita Lee enfrentava um desafio pessoal gigantesco, a descoberta de um câncer no pulmão.
Em seu livro, Rita narra toda a sua trajetória após a descoberta da doença, as primeiras sessões de quimioterapia, as internações, a decisão de raspar a cabeça, o relacionamento com as enfermeiras e outros pacientes oncológicos, e o mais difícil, a vontade de desistir e a escolha por continuar a lutar.
Rita nos mostra mais uma vez o quanto ela foi uma mulher guerreira e destemida, enfrentando a fragilidade da doença com força, fé, esperança e bom humor. Ela também nos fala de política, sociedade, espiritualidade e dá conselhos valiosos para as gerações mais jovens. Achei que esse fosse ser um livro triste e dificil de ler, mas a narrativa lúcida e bem humorada de Rita Lee torna tudo mais leve.
O livro conta com relatos emocionantes e trás um álbum de fotos inéditas da vida pessoal da artista, inclusive registros dos últimos momentos de sua vida na terra. Rita nos deixou em maio de 2023, mas seu legado é e deve continuar sendo eterno. Viva Rita Lee!
Rita Lee – uma autobiografia é uma biografia emocionante narrada pela própria Rita, onde ela conta suas aventuras, seus traumas, seus amores, sonhos e sentimentos mais profundos. Uma história super intensa, como a própria Rita, um exemplo de força e coragem. Rita relata não apenas a sua carreira artística, mas também a sua infância, adolescência e a história de sua família. A roqueira abre o jogo sobre detalhes íntimos como a violência sofrida na infância, o vício, as internações, a prisão e os discos, no qual ela detalha como cada obra foi criada, o contexto de cada música escrita e como ela própria avalia suas criações.
A paulistana criada na Vila Mariana mostra o seu amor pela família, seus pais, irmãs e os muitos bichos de estimação que teve ao longo da vida. De forma bastante detalhada ela narra seu início no mundo da música, as primeiras composições, as primeira vaias e os primeiros sucessos. Ela conta sua trajetória nos mutantes, sua expulsão da banda e sua decisão de seguir carreira solo e provar que mulher também pode fazer rock. A artista também fala sobre a ditadura, as músicas censuradas e a prisão armada de forma bem golpista como uma espécie de retaliação à atriz – Elis foi seu anjo de guarda, foi visitar a amiga na cadeia e fez um verdadeiro escândalo, Rita estava grávida e correndo o risco de perder o bebê quando foi solta.
Rita e Elis eram grandes amigas e Rita dedica muitas passagens à Elis, relembrando momentos saudosos e declarando seu imenso carinho pela diva da MPB. Rita também conta sobre sua amizade com personalidades como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Paulo Coelho e Raul Seixas. Rita interpretou Raul Seixas no filme “Tanta Estrela por aí” em 1992, mostrando seu talento não só com a música, mas também no cinema. Multitalentosa, inteligentíssima e super criativa, Rita se aventurou nos cinemas e também na literatura, escrevendo vários livros infantis.
Rita Lee foi pioneira em muitos sentidos, foi uma personalidade autêntica, irreverente e inigualável. Não teve medo de se mostrar, se posicionar e lutar pelo seu espaço. O livro carrega toda essa intensidade da Rita e consegue transferir sua essência ao leitor. Trata-se de uma autobiografia de verdade, narrada pela própria Rita que fala o pensa sem pudores. Rita fala abertamente sobre a política, a militância, a religião, e os costumes da sociedade. Ela defende as mulheres e os animais. Ela assume quem ela é de forma honesta, humilde, autocrítica e autoconsciente. Rita Lee – uma autobiografia é o incrível diário de uma Ovelha Negra, um deleite para os fãs.
Sinopse: O retrato da menina por trás do mito. A única edição autorizada por Anne Frank Fonds, onde parte dos direitos autorais são direcionados a Unicef. O depoimento da pequena Anne, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Suas anotações narram os sentimentos, os medos e alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao holocausto. Uma poderosa lembrança dos horrores de uma guerra, um testemunho eloquente do espírito humano. Assim podemos descrever os relatos feitos por Anne em seu diário. Isolados do mundo exterior, os Frank enfrentam a fome, o tédio e a terrível realidade do confinamento, além da ameaça constante de serem descobertos. Nas páginas de seu diário, Anne Frank registra as impressões sobre esse longo período no esconderijo. O diário de Anne Frank é um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX.
No dia 12 de junho de 1942, ao completar 13 anos de idade Anne Frank ganhou um diário e passou a registrar o seu cotidiano. De origem judia, Anne vivia em Frankfurt na Alemanha, com a sua família, sua mãe Edith Frank, seu pai Otto Frank e sua irmã mais velha Margot Frank. Eles tinham uma vida tranquila até o dia em que Margot recebeu uma carta para comparecer a um campo de concentração nazista. O ódio contra os nazistas aumentava cada vez mais e a família Frank precisou fugir da Alemanha para a Holanda para tentar sobreviver.
Anne passou a ter de viver enclausurada em um sótão pequeno, fechado, sem poder sequer se aproximar de janelas para não ser vista e não despertar desconfiança. A comida era escassa, tudo tinha que ser muito bem dividido entre eles para que ninguém passasse fome, também faltavam opções de roupas para o inverno rigoroso e o dia seguinte era sempre uma incerteza. A família Frank passou a ter que dividir o espaço com outra família de judeus, a família do senhor Van Dan, sua esposa e seu filho Peter. Anne em seu diário relata as dificuldades de conviver em isolamento, a convivência forçada com uma família que lhe estranha mas que passa pela mesma situação, as incertezas sobre o futuro, seus sonhos e medos.
Anne Frank é uma adolescente inteligentíssima, criativa, sensível e lúcida, ela está descobrindo a si própria, sua sexualidade e a formando a sua personalidade como mulher em meio à uma guerra cruel que parece nunca ter fim. Seu diário é a sua maior distração nos momentos em que todos parecem estar presos demais em suas próprias dores e aflições, é nas folhas de papel que ela coloca pra fora tudo o que sente, pensa e deseja. Ela começou a princípio escrevendo para si mesma, até ouvir na rádio um membro do governo da Holanda recomendando que as cartas e os diários escritos durante a invasão alemã na Holanda sejam guardados para serem publicados após a guerra.
Anne então decide reescrever seus relatos, acrescentando informações extras, relatando o que se passa também entre os seus companheiros de confinamento e externa o desejo de que seu diário possa ser publicado. Em agosto de 1944, após dois anos de esconderijo, oficiais da Gestapo descobrem a localização do grupo e então eles são conduzidos aos campos de concentração. A princípio Anne foi levada para Auschwitz e depois para Bergen-Belsen onde morreu em fevereiro de 1945. Quando a guerra acabou, o diário de Anne Frank foi recuperado e entregue a seu pai, que conseguiu publicá-lo em 1947.
O livro é um relato profundo, emocionante e triste como todas as histórias relatadas sobre o período nazista. O fato de ter sido escrito por uma adolescente em meio ao seu processo de amadurecimento, trás uma carga emocional mais pesada. É um livro de se ler com um lencinho para secar as lágrimas, é impossível não se emocionar com os relatos sofridos de Anne. Sua personalidade forte, inteligente e racional é cativante e envolvente. Esse sem dúvida é um livro clássico e muito importante para a história mundial e sua leitura deveria ser obrigatória a todos os públicos para que a humanidade nunca se esqueça das barbaridades do nazismo.
Sinopse:Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jeniffer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Goth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou em meio à barbárie nazista. Milhares de pessoas conhecem a história de Amon Goth pelo premiado filme “A lista de Schindler” de Steven Spielberg lançado em 1993. Como esquecer da chocante cena do comandante atirando em prisioneiros de forma aleatória, da sacada de sua residência? Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.
Jennifer Teege, autora de seu próprio livro com a ajuda de um jornalista, relata a descoberta de sua árvore genealógica, o choque e a amargura de descobrir as suas raízes. Jennifer nasceu em 1970, filha de uma alemã com um nigeriano, neta de alemão nazista, quando tinha apenas quatro semanas de vida, sua mãe a entregou para um orfanato, sua gravidez fruto de um relacionamento com um homem negro, não seria aceita por seu pai, o comandade Amon Goth, deixar a criança mestiça em um orfanato era a melhor maneira de protejê-la. Aos 7 anos Jennifer foi adotada e viveu em Israel como estudante. Atualmente ela trabalha com publicidade e vive com sua família na Alemanha.
A descoberta de Jennifer sobre a origem de sua família ocorre de forma aleatória. Já adulta, bem resolvida na vida, com seu emprego e sua família, Jennifer encontra um livro de capa vermelha, com o rosto de uma mulher familiar, em uma biblioteca,com o nome de Monika Goth, o livro conta a história da filha do comandante Goth, sua mãe biológica, através do nome, da foto e de relatos deste livro, Jeniffer desconfia de que aquela mulher pode ser sua mãe e começa a investigar até encontrar a verdade sobre suas origens.
Jennifer teve um bom relacionamento com sua família adotiva, seus pais e seus irmãos, nunca havia cogitado buscar a sua família de sangue, embora tivesse boas recordações de sua avó materna, com quem foi mais próxima ela aceitava a vida que tinha e não buscava pensar sobre seu passado, ela tinha filhos, marido, um profissão e tudo parecia estar certo no seu caminho, embora às vezes lhe batesse um sentimento de despertencimento junto aos seus irmãos adotivos. Até que por um acaso ela se depara com o passado, ela reconhece a mulher na capa do livro e o passado passa a lhe tirar o sono.
A alemã que morou em Israel, aprendeu hebraico, conviveu com judeus, fez amigos vítimas do nazismo, faz uma busca profunda por si mesmo e por aqueles que deveriam a ter acolhido. Jennifer passa a viver um conflito entre o sentimento carinhoso que tinha pela sua avó materna e o medo de que ela tenha sido omissa quanto aos crimes praticados por seu avô e o desejo e medo de se aproximar de sua mãe biológica. Ela também se questiona se a sua família adotiva sabia quem era o avô.
Jennifer mergulha em profundas pesquisas sobre o nazismo, famílias de nazistas, os herdeiros de nazistas e as famílias das vítimas desse crime bárbaro. Ela chega a viajar pela Alemanha e Polônia, visita os antigos campos de concentração e conversa com especialistas. O passado de sua família lhe pesa bastante sobre os ombros, mas com coragem e determinação ela enfrenta seus sentimentos mais conflituosos e busca seguir em frente de cabeça erguida.
O livro traz relatos pesados e emocionantes não apenas sobre Jeniffer Teege e a relação com sua família, mas também de outras famílias ligadas ao nazimo como Bettina Goring, neta de Hermann Goring que decidiu se esterilizar. Os relatos nos mostra que ambos os lados dos herdeiros do nazimo, famílias de vítimas e famílias de carrascos sofrem com o peso dessa herança amarga. Jennifer teve depressão e lutou para se recuperar e seguir com a sua família.
Jennifer tentou se reaproximar de sua mãe biológica, embora não consiga perdoá-la por completo, promete ter empatia e não guardar rancor, ela passa a aceitar o sentimento de afeto que sempre nutriu por sua avó e também conseguiu conhecer seu pai biológico com quem teve um ótimo relacionamento, viajou para a Nigéria e passou a ter orgulho de sua raiz africana. Jennifer Teege ainda manteve o relacionamento com sua família adotiva e nunca escondeu de seus filhos a verdade sobre suas origens e seus antepassados.