Resenha: Beijos de Areia de Reyes Monforte

Sinopse: Laia é uma jovem saariana que começou uma vida nova na Espanha – vai seguir uma carreira, planeja ir morar com seu namorado, Júlio. No entanto, sua felicidade é truncada pelo terrível peso das recordações – ninguém conhece o obscuro segredo que ela conseguiu deixar para trás nas tendas que formam o acampamento de Dajla. E agora, esse passado voltou para assombra-la. Quando Laia desaparece, arrastada a terras africanas pelos fantasmas de seu passado, as duas histórias de amor ganham forçosamente um novo rumo. Laia e Júlio; Carlos e Maima. Uma dança entre personagens que se mesclam no presente e no passado, unidos por um destino em comum – um amor impossível. Uma aventura apaixonante, cheia de romantismo, segredos inconfessáveis, ameaças, injustiças históricas e a impactante denúncia de uma realidade mascarada que ainda hoje existe nas dunas do Saara. 

“Somos o que somos por causa de nosso passado. Você nunca poderá se esquecer de onde veio, nunca poderá mudar isso.”

O livro conta a história de Laia, uma saariana que tenta esquecer suas origens e levar uma vida diferente na Espanha, mas o passado insiste em bater na sua porta e fazê-la encarar o monstro de sua infância nas Dunas. Laia nasceu no deserto, onde passou parte de sua infância, ela era uma Hartani, uma escrava que havia sido doada para uma família saariana e portanto deveria prestar serviços a essa família, esse era o maior segredo que Laia tentava manter guardado a sete chaves.


Quando criança, Laia, assim como outras crianças do deserto participavam de um programa do governo Espanhol, o Vacaciones en Paz, que oferecia uma espécie de férias na espanha, com famílias temporárias que se encarregavam principalmente dos cuidados médicos das crianças. Laia foi recebida por Sandro e Letícia, um casal que não tinha filhos, a criança deveria ser devolvida ao fim do programa, mas devido aos problemas de saúde, precisou ficar mais tempo na Espanha. 

Letícia e Sandro apegaram-se à Laia, que embora assustada com toda a situação, não desejava voltar para a sua antiga família. O casal consegue a guarda de Laia, o tempo passa, ela cresce, estabelece sua vida na espanha, mantém suas origens sob segredo, nem seus pais adotivos sabem de sua história por completo. Laia apaixona-se por Júlio, um espanhol com quem pretende se casar, ela também tem planos de fazer faculdade e tudo parece se encaixar perfeitamente em sua vida, quando o passado começa a assombra-la. 

Nos acampamentos de Djala, a antiga família saariana de Laia, busca uma forma de trazer a Hartani de volta para o deserto, eles nunca aceitaram perdê-la e prometeram trazê-la de volta nem que fosse à força. Laia começa a ser perseguida e seus dias de paz chegam ao fim. Ela é levada contra a vontade ao Sul da Argélia, ao antigo acampamento de Djala, onde encara novamente o pesadelo de uma vida de servidão, humilhações e torturas. Laia é forçada a trabalhar em condições extremas de calor e exaustão física.

Logo Sandro, Letícia, Júlio e seu pai Carlos, descobrem a verdade sobre Laia e não medem esforços para encontrá-la e trazê-la de volta, porém a missão não será tão simples, pois envolve questões culturais do povo de Djala, no qual a política espanhola não tem autorização para interferir. Nas areias quentes e secas do deserto Laia, vai perdendo cada vez mais as esperanças de voltar para a sua vida na Espanha, convivendo com o medo, a dor, a saudade e a frustração.


“– Quero dizer que a vida das pessoas mudam, e muitas vezes não se pode fazer nada para evitar. Hoje estamos aqui e amanhã no lugar mais afastado de nossos sonhos. “ (p. 332)

Em paralelo temos a história de Carlos, pai de Júlio, que acaba se cruzando com a história de Laia, nas areias do Saara. No passado Carlos viveu um romance proibido com Maima uma jovem saariana, separados pelo destino, por um golpe de sorte, acabam se reencontrando durante a missão para resgatar Laia e Maima acaba sendo uma personagem fundamental nesse resgate. Passado e presente se chocam e os destinos se cruzam inesperadamente.    

O livro é narrado em terceira pessoa, a autora traz detalhes vívidos de forma bem explicativa, alguns detalhes desnecessários acabam tornando a leitura cansativa. Algumas partes parecem se arrastar apenas para aumentar o volume de leitura, apesar de ter um enredo muito bom, a leitura é maçante. A história retrata a cultura opressiva do oriente, no que diz respeito às mulheres, a realidade de injustiças vividas no deserto, mascaradas pelo que chamam de cultura local e tradição, a vida em condições precárias e os conflitos entre a Espanha e a região saariana.    

Babel, Romance em Tempos de Guerra – Martha Sutter.

Sinopse: A terra fértil entre os rios Tigre e Eufrates, que corresponde o atual Iraque, foi berço de invenções que mudaram o mundo: a roda, o arado, a escrita e também palco de disputas ferozes entre reinos. Nesse turbilhão, ao mesmo tempo criativo e destrutivo, o amor e a guerra conviviam lado a lado – segundo a crença da época, estavam sob o domínio de uma mesma divindade, a poderosa Deusa Ishtar. Babel – Romance em tempos de guerra reconstrói a disputa ocorrida há 4.000 anos, entre dois importantes reinos da Mesopotâmia. De um lado a emergente Babel, estando sob a regência de Hammurabi, conhecido mundialmente por seu código de leis, e de outro lado Larsa, governado por Rim-Sin. Tendo como cenário de fundo esta guerra, desenrola-se o cotidiano peculiar da taberneira vendendo cerveja, passando pela escriba, que anota no tablete de argila as adivinhações dos sacerdotes, até a realeza com suas intrigas e espionagens. No romance Babel, a vida desses antigos habitantes é retratada com tal riqueza de detalhes, que o leitor se sente como um deles.  

   

A história se passa em uma época muito distante, no ano de 1763 antes de Cristo, em um período de muita tensão entre os antigos reinos da Mesopotâmia. Larsa e Babel eram reinos prósperos, porém em lados opostos, Larsa era um reino imenso, com seu poder consolidado, porém sob ameaças internas e externas, com um rei que acabara de perder um de seus filhos e cercado de pessoas falsas e pretensiosas. Babel era um reino em constante ascensão, governado por Hammurabi, um líder forte, pretensioso e inflexível, firme em um propósito de domínio e poder. Hammurabi procura investir todo o seu poder para tentar invadir e conquistar Larsa, mesmo contrariando as difíceis previsões, pois Larsa é um reino aparentemente impossível de invadir. 

Em meio a toda guerra e luta por poder, Hammurabi encontra Núria, uma mulher tão inflexível e destemida quanto ele. Núria é uma súdita real, foi casada com o filho falecido do Rei de Larsa, porém o casamento não foi considerado consumado pois Núria não teve filhos. Núria acaba sendo prometida em casamento ao seu cunhado, o novo herdeiro de Larsa, Rammâmn Lâ Shânan, uma idéia que nada lhe agrada, já que Nuria tem a desconfiança de que príncipe mais novo pode ter sido o responsável pela morte de seu próprio irmão, para lhe tomar o lugar na linha de sucessão ao trono. 


Aflita com a ideia de se casar com Rammâmn Lâ Shânan, Núria foge e acaba indo parar em Babel, onde recebe abrigo e conhece o Rei Hammurabi. A figura firme, enigmática e conquistadora do Rei desperta a atenção de Núria e provoca um misto de sentimentos em seu coração aflito, ao mesmo tempo em que sua beleza, inteligência e personalidade forte, desperta o desejo de conquista de Hammurabi. Mais do que dominar Larsa, o Rei de Babil cobiça também tomar Núria como sua esposa. Núria percebe a ameaça contra o povo de Larsa e retorna ao reino de Larsa, receosa do que pode acontecer, ela luta contra os sentimentos de desejo e a vontade de ajudar o seu povo. 

Ao chegar em Larsa, Núria acaba sendo traída por membros da corte que desconfiam de sua passagem por Babel, embora não tenha feito nada de errado e apresente justificativas plausíveis para sua viagem, uma conspiração faz com que Núria enfrente o juízo cruel da corte, a mulher é julgada, caluniada, humilhada e agredida a chibatadas em público. A guerra é inevitável e Babel consegue a sua tão sonhada expansão, Hammurabi consegue conquistar e dominar cruelmente o Reino de Larsa, o que ele não sabe é que sua missão mais difícil seria conquistar a destemida Núria. 

Larsa e Babel cultuam os Deuses antigos e até então toda a região da antiga Mesopotâmia estava sob o domínio da deusa Istar. A história apresenta toda uma aura mística sob a forma como os antigos Deuses influenciavam nos acontecimentos entre os reinos, mais do que uma guerra entre humanos, é também uma guerra entre os Deuses. O livro retrata uma sociedade dominada pela disputa por poder, pela influência religiosa nas decisões de um povo, a escravidão, a servidão do povo perante os reis e o papel da mulher em uma sociedade machista. A leitura é um pouco cansativa, mas é uma história interessante, bem detalhada, é um romance complexo e nada bobo.  

Resenha: A Maravilha das Pequenas Coisas de Dawn French

Sinopse: A maravilha das pequenas coisas é a divertida história de uma família moderna contada do ponto de vista de três de seus membros: a mãe, que pensa que sabe tudo, o filho, que pensa que pode tudo, e a filha, que pensa que não pode nada e que não sabe nada. Cada um vive em seu pequeno mundo e a vida familiar fica cada vez mais caótica – até que eles descobrem o que realmente importa. Um livro para todos os que fazem parte de uma família confusa, bagunçada, desestruturada, mas que no fundo se amam muito e têm certeza de que, seja qual for o problema, sempre haverá alguém pronto a lhe dar mão.

O livro promete ser uma comédia familiar retratando dramas comuns de qualquer família com dois adolescentes em fase de descobrimento de si próprios e um casal à beira da meia idade e todas as crises que possam surgir. Não é o tipo de livro que eu compraria e de fato não comprei, ganhei. Nada contra, mas simplesmente não faz o meu estilo de leitura. O livro é narrado através da perpectiva de cada personagem, cada capítulo é uma narrativa diferente o que trás um bom dinamismo para a leitura. Mas a história em si é um pouco insossa e não tem engraçada como o livro nos propõe, algumas piadas inclusive beiram ao ridículo.

Quase larguei a leitura logo no começo, não gostei da maioria dos personagens, principalmente a Dora, a adolescente insuportável que acha que os seus problemas tolos são maiores que os problemas de todo mundo, ela foi o motivo de me fazer querer jogar o livro bem longe e não pegá-lo nunca mais. Dora é uma adolescente típica, dramática, rebelde, egoísta e irritante, a forma como ela trata a mãe dela é revoltante. A mãe de Dora é uma psicanilista especializada justamente em adolescentes, mas parece não enxergar ou não querer enxergar os problemas dos próprios filhos.

Má tem 49 anos, seu aniversário de 50 anos está cada vez mais próximo e junto com a meia idade chega a insegurança com sua aparência e o tédio com a sua rotina monótona. Má se deixa envolver pelo seu estagiário, um homem bem mais novo, confuso, misterioso e que não é quem parece ser, esse foi um personagem que eu achei muito mal construído, alguns fatos relacionados a ele ficaram muito vagos. Má tem sorte de ter um excelente marido, um homem seguro, estável e confiável, o porto seguro dessa família. Ela também tem uma mãe maravilhosa, a vó Pâmela, uma mulher inteligente e divertida que deveria ter tido mais destaque no livro.

Oscar é o meu personagem favorito e a razão pela qual eu não larguei a leitura, Oscar me salvou do tédio e foi o único que me me rendeu algumas risadas e conseguiu prender a minha atenção. Ele parece ter algum tipo de transtorno de personalidade, ele vive em um mundo particular onde Oscar Wilde é um rei inspirador. Embora se ache mais inteligente do que realmente é, Oscar é inteligente, divertido e cativante. Oscar é quem salva esse livro de ser um tédio total.

Não gosto de afirmar que é um livro é ruim, porque as pessoas tem gostos diferentes, mas não me agradou em quase nada, algumas piadas são bem estúpidas e sem graça e alguns personagens são entediantes e irritantes, enquanto outros personagens mais interessantes são mal elaborados. Não é o tipo de livro que eu leria novamente e por não me acrescentar em nada, certamente a história vai fugir da minha memória em pouco tempo.

Resenha: A Promessa do Tigre de Colleen Houck

Sinopse: Medo. Esperança. Dúvidas. Antes da maldição, uma promessa. Mais de 300 anos antes de Kelsey Hayes surgir na vida de Ren e Kishan, uma jovem cruzou o caminho dos príncipes. Seu amor por um deles mudou o curso da história e o destino da família Rajaram. Criada longe dos olhos da corte, isolada do convívio no castelo, Yesubai luta para suportar os maus-tratos do pai e manter em segredo suas habilidades mágicas. Lokesh é um poderoso e cruel feiticeiro que foi capaz de assassinar a própria esposa porque ela lhe deu uma filha em vez de um filho. Ao completar 16 anos, Yesubai é surpreendida por um anúncio do rei. Procurando fortalecer suas relações diplomáticas, o nobre acredita que um casamento entre a filha de Lokesh, comandante de seu exército, e um pretendente de algum dos reinos vizinhos será uma boa estratégia para diminuir os conflitos na região. A jovem recebe a notícia com alegria. Pela primeira vez ela enxerga um fio de esperança, a perspectiva de escapar do controle do pai e de levar uma vida fora do confinamento de seus aposentos. Mas esses não são os planos do feiticeiro. Ele vê no iminente casamento de Yesubai uma oportunidade de conseguir ainda mais poder e não poupará esforços para atingir seus objetivos sombrios. A promessa do tigre, conta a origem da história dos príncipes Ren e Kishan e os acontecimentos que levaram às aventuras da aclamada série ´A maldição do tigre´.

A Promessa do Tigre é um livro paralelo à série A Maldição do Tigre que vem explicar a história de Yesubai, a menina que se envolveu na família de Dhiren e Kishan e como toda a história da maldição dos tigres começou. Yesubai era filha do feiticeiro Lokesh, seu nome é mencionado algumas vezes ao longo dos livros da série, mas sua personalidade até então, era retratada de forma superficial. Nesse livro a autora nos vem desvendar quem realmente foi Yesubai e o quão importante ela foi na história dos príncipes indianos.

Yesubai cresceu sem a sua mãe que havia sido morta pelo próprio Lokesh logo após o parto, trancafiada pelo terrível pai, a menina sofria agressões físicas constantes e vivia em uma espécie de cárcere domiciliar, sequer podia ter contato com o mundo externo. Sua única companhia e amiga era Isha, uma espécie de babá, serviçal, contratada para cuidar da menina desde seu nascimento. O maior sonho de Yesubai era se libertar de seu pai, viver fora de seu domínio violento. 

Filha de um feiticeiro poderoso, Yesubai herdara alguns poderes mágicos que procurava manter escondido de seu pai, a menina tinha o dom  curar a si mesma além de poder ficar invisível, o que a ajudava a escapar em algumas situações. Aos 16 anos Yesubai foi prometida em casamento a Dhiren, o príncipe herdeiro mais velho e o primeiro na linha de sucessão do rei. Yesubai sequer o conhecia, e ela não confiava muito nos homens, mas acreditava que o casamento pudesse ser uma forma de escapar das garras do pai. 

Yesubai era uma jovem muito bonita, de traços delicados e angelicais, longos cabelos negros e olhos penetrantes de cor violeta. Não havia sido difícil arrumar um casamento poderoso para ela, na verdade muitos homens buscavam cortejá-la, mas Lokesh era ambicioso e queria usar o casamento de sua filha para tirar proveito para si próprio. O casamento da menina com o príncipe herdeiro era uma forma de estreitar relações com o reino, ele tinha um plano secreto para se infiltrar no reino e tomar para si o amuleto mágico de Durga que dava poderes a quem o possuísse e até então estava em posse da família real. 

O que ninguém contava é que Yesubai iria se apaixonar por Kishan, o príncipe mais novo e estaria disposta a não mais seguir as ordens do pai. Kishan também se apaixona por Yesubai e decide lutar pelo seu amor. Dhiren, orgulhoso, não aceita perder a mulher que havia sido prometida a si. Cria-se um atrito entre os irmãos e já sabemos tudo o que acontece depois disso. Lokesh, enfurecido, destrói a felicidade de uma família e de sua própria filha que estava começando a conhecer a esperança e o amor. 

O livro é curto, pouco mais de 100 páginas, é uma história simples e objetiva, profundamente triste e vem apenas como um complemento para quem leu a série completa. É um livro que isolado não faz sentido. Fiquei triste por Yesubai e principalmente por Kishan que nunca consegue o que quer. Essa é uma história sobre amor, escolhas e sacrifícios, com um final triste. Queria muito um novo livro em que Kishan seguisse um caminho diferente, fizesse algo por si próprio e fosse mais feliz, ele sempre me pareceu mais merecedor que o Ren, embora ele também seja um ótimo personagem. 

Resenha: O Destino do Tigre de Colleen Houck

Sinopse: Kelsey, Ren e Kishan sobreviveram a três aventuras dramáticas e muitas provações. Mas, antes que possam partir na busca pelo último presente da deusa Durga, têm que enfrentar o feiticeiro Lokesh em seu próprio território. O vilão sequestrou Kelsey e já detém o poder de três amuletos. Ela precisa escapar de suas garras para quebrar a maldição do tigre, libertando seus amados príncipes. Esse, porém, é apenas o início da história em que escolhas difíceis e decisivas devem ser feitas por todos. O elemento principal agora é o fogo, e em meio a lava, demônios, animais fantásticos e zumbis, o trio enfrenta seu derradeiro desafio. O caminho é arriscado e cheio de reviravoltas potencialmente fatais. Só uma coisa é certa: ninguém pode fugir de seu destino. A saga dos tigres chega ao auge. Nunca antes Kelsey, Ren e Kishan sofreram tanto, estiveram tão unidos e precisaram lutar contra inimigos com tamanho poder. Emocionante do início ao fim, O destino do tigre explica todos os mistérios que unem os personagens e promete surpreender os leitores.

“Preparem-se para paixões abrasadoras, uma batalha épica e uma escolha definitiva. Os fãs vão ficar com os olhos marejados e o coração na boca!” – Kirkus Reviews

O livro começa com Kelsey aprisionada pelo maléfico Lokesh, o feiticeiro deseja Kelsey para dar continuidade a sua linhagem, não se trata apenas de uma vingança contra os príncipes indianos, a história vai muito além. Nesse livro fazemos uma viagem ao passado de Ren e Kishan, desvandamos os mistérios e conhecemos mais profundamente os dramas que cercam os irmãos. A história fica cada vez mais perigosa, falta apenas um pedaço do amuleto para que o trio possa de vez acabar com a maldição. 

Dessa vez eles terão que enfrentar o fogo e uma fênix ameaçadora em busca do último artefato mágico da Deusa Durga, a corda do fogo. Talvez esse seja o desafio mais difícil do trio, eles irão contar a ajuda de novos personagens importantes e poderosos, mas os desafios também são cada vez maiores. Eles precisam se unir ainda mais e lutarem uns pelos outros. Percebemos que o destino de cada um já está traçado, por mais que alguns queiram fugir disso, o passado explica presente e aponta o que deve acontecer no futuro, o que acaba tornando tudo meio previsível, mas nem por isso menos emocionante. 

A autora mais uma vez nos faz mergulhar profundamente em uma mitologia maravilhosa, cada detalhe é ricamente explorado, a gente consegue se sentir vivendo realmente aquilo tudo ao lado dos personagens. Emociante e impactante, não conseguimos tirar os olhos das páginas facilmente. Mesmo depois de encontrar a última parte do amuleto, eles ainda precisam passar por uma prova final que pode virar tudo do avesso. 

Durga se faz ainda mais presente nesse livro, afinal a profecia é dela, os tigres precisam cumprir a profecia se quiserem a liberdade. Chega a ser triste ver a Kelsey isolada no meio de tudo isso, em muitos momentos ela fica sobrando, achei a Durga extretamente egoísta, mas ela é uma Deusa e tem seus privilégios. Nesse momento da profecia também percebemos que o destino de Kelsey está realmente traçado ao de Dirhen, não dá para esperar que isso seja diferente. 

“Vocês encontraram as quatro oferendas de Durga.
– Também oferecemos sacrifícios em seu templo – disse Kishan.- Sim, mas neste caso os cinco sacrifícios mencionados não são de natureza material. Até agora vocês ofereceram quatro dos cinco sacrifícios. O primeiro foi quando Ren abriu mão de suas lembranças de Quel-si para salvar a vida dela.Ren apertou a minha mão enquanto eu prendia a respiração.
– O segundo foi quando o Sr. Kadam deu a vida para mandar Lokesh para o passado.
Agarrei-me ao braço de Kishan, as lágrimas brotando nos meus olhos.- O terceiro sacrifício foi quando Quel-si se entregou a Fênix como uma esposa sati. Seu corpo queimou para que os tigres ficassem em segurança. O quarto sacrifício aconteceu ontem, quando Kishan desistiu de parte da própria imortalidade para trazer de volta a vida do irmão.Minha boca de repente ficou seca.- Então o quinto sacrifício?- Deve ser oferecido antes que vocês possam retornar…. Durga precisa de um tigre….”

Kelsey me deixou profundamente irritada com toda essa indecisão entre Ren e Kishan e principalmente com a forma como ela tratava o tigre negro. Dirhen, também se mostrou meio egoísta, embora sempre respeite as decisões da mimada Kelsey. Kishan é sem dúvida o meu personagem favorito, o bad boy do começo da serie se mostrou um homem altruísta, ele se sacrifica pelo irmão, ele silencia seus desejos pela felicidade da Kelsey, kishan nos ensina o que é amar verdadeiramente e o que é ser um herói. Kelsey me deixou profundamente irritada com toda essa indecisão entre Ren e Kishan e principalmente com a forma como ela tratava o tigre negro. Dirhen, também se mostrou meio egoísta, embora sempre respeite as decisões da mimada Kelsey.

Única coisa que eu não gostei do livro foi o final de Kishan, ele teve que se tornar o tigre de ébano de Durga, embora parece algo louvável e de fato demonstra a coragem e honra de Kishan, fiquei com muita pena dele. Todos tiveram que fazer sacrifícios ao longo da série, todas as escolhas foram difíceis, todos foram heróis em algum momento. A série é criativa, emocionante e elétrica, fácil de envolver e difícil de esquecer.

Descobri recentemente que o livro tem uma continuidade, quando terminei de ler esse livro, a história se encerrava por aqui e tinha um livro paralelo contando acontecimentos passados antes dos príncipes serem amaldiçoados. Já li essa série duas vezes, a última foi recentemente e simplesmente não consigo enjoar. Parece que já temos um novo livro que apresenta uma reviravolta partindo de Kishan, ainda não comprei o livro, mas está na minha “bookwishlist” e pretendo comprar em breve.

Resenha: A Viagem do Tigre de Colleen Houck

Sinopse: Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões míticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores. Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos. Em A viagem do tigre, terceiro volume da série A maldição do tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada em direção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira. A épica saga dos tigres já foi lançada em 18 países e ocupou os primeiros lugares na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Quando a gente pensa que o drama de Kelsey vai acabar, eis que a coisas se complicam e surgem situações ainda mais dramáticas. Kelsey e Kishan conseguem libertar Ren e quando a mocinha acha que finalmente será feliz ao lado do seu amado homem tigre, ela percebe que ele retornou totalmente desmemoriado, Ren não tem nenhuma lembrança de Kelsey, de tudo o que eles viveram juntos, é como se ela fosse uma desconhecida e o pior é que ele sequer consegue ficar perto dela sem sentir um dor de cabeça terrível. Kelsey, óbvio, fica com o coração partido.

O trio agora precisa partir em uma nova empreitada para concluir a quebra da maldição, enfrentando dragões para tentar encontrar o colar de pérolas negras da Deusa Durga. Kelsey, apesar de muito triste com toda essa situação, se mostra mais uma vez uma guerreira, ela pode até não ser forte fisicamente, mas demonstra uma força emocional gigantesca. A princípio ela se revolta com o comportamento de Ren, eu também me revoltei bastante com algumas atitudes dele, mas depois ela tenta recomeçar do zero, buscando estabelecer primeiro uma amizade com ele e ele parece começar a demonstrar algum afeto por ela, mas ainda não consegue ficar perto dela.

Todo esse cenário acaba de certa forma criando um clima perfeito e uma oportunidade única para o apaixonado Kishan que tenta ainda mais conquistar Kelsey, apesar de intenso e direto ao ponto, Kishan se mostra um homem paciente e deseja que Kelsey seja feliz, mesmo que não seja ao lado dele, mas ele não suporta ver o sofrimento de Kelsey por seu irmão e se aproveita em algumas situações. A cada livro eu gosto mais do Kishan, embora também goste do Ren, mas o Kishan é especial e no lugar de Kelsey eu não pensaria duas vezes sobre quem escolher.

As aventuras do trio atrás dos itens mágicos da Deusa Durga para completar o amuleto se tornam cada vez mais perigosas, eles correm risco de vida várias vezes. Kelsey se põe em uma verdadeira missão suicida, completamente imprevisível na qual ela parece ser sempre a coadjuvante, os protagonistas nos momentos de maior ação são sempre os irmãos príncipes. Apesar disso ela é resiliente e não tem medo de enfrentar os desafios, a também demonstra ser menos passiva e passa a tomar mais iniciativas. Kelsey sabe que já foi fundo demais nessa loucura toda e ela sabe que não tem mais como voltar atrás.

Acho incrível como Colleen Houck nos trás uma história rica em detalhes, descrevendo sentimentos, gostos, cheiros, sensações de forma bem consistente. Também gosto da profundidade que a autora consegue dar nas mitologias abordadas, sou fã de mitologias então sou suspeita para falar, mas a autora consegue explorar tudo isso de forma bastante convincente, ela realmente parece ter mergulhado na Índia para escrever esse romance. Não sei o que esperar do próximo livro, cada livro é uma surpresa.

Ė obvio que Ren vai recuperar suas memórias, não teria graça se ele não voltasse a ser quem é, e ele luta por Kelsey novamente, quando ela já havia desistido de Ren e investido em Kishan, não gostei desse comportamento dela, parece que ela está apenas usando o Kishan enquanto Ren está indisponível, agindo como um bacaca e desfilando com várias garotas diferentes bem na frente de Kelsey. É bem claro que Kelsey deve ficar com Ren, esse é o clichê, mas eu gostaria muito que fosse diferente. Embora eu goste muito do Kishan, também não acho que ele devesse ficar com a Kelsey, ele merece alguém que tenha ele como prioridade. 

Resenha: O Resgate do Tigre – Colleen Houck

Sinopse: Após abandonar seu grande amor na Índia, Kelsey Hayes volta para o Oregon e se esforça para juntar os pedaços de seu coração. Porém, por mais que tente levar uma vida normal ocupando seu tempo com a faculdade, novos amigos e pretendentes, seus pensamentos teimam em retornar para as selvas exuberantes, as cachoeiras cintilantes e os olhos azul cobalto de seu tigre. Enquanto sonha com o dia em que Ren atravessará o oceano atrás dela, Kelsey não imagina que é caçada pelo maior dos malfeitores, que está mais uma vez com sede de poder. Presa a um turbilhão de provações, ela é arrancada daquele que ama e lançada nos braços de outro. Forçada a partir imediatamente numa segunda busca, Kelsey encontra o paraíso no Tibete e vive seu pior pesadelo ao retornar para a Índia. Com grandes revelações e reviravoltas, O resgate do tigre dá continuidade à saga épica A maldição do tigre.

Kelsey Hayes havia embarcado em uma perigosa jornada para tentar ajudar Ren a se livrar da maldição que o prendia no corpo de um tigre. Ela não imaginava que essa aventura iria trazer consequências enormes na sua vida. Kelsey e Ren se apaixonam, porém eles são muito diferentes, de épocas e hábitos completamente distintos e a maldição não havia sido quebrada por completo. Ren ainda tinha que lidar com o maléfico Lokesh e os perigos pareciam longe de chegar ao fim. Após concluir a primeira parte da missão, Ren ganhou seis horas para viver como humano, tendo que passar o restante do tempo como tigre. 

Kelsey decide dar um tempo ao Ren, contra a vontade dele, e com medo de se apegar ainda mais e depois perdê-lo, ela resolve tentar recomeçar a sua vida. Ela volta para o Oregon e tenta sair com outros garotos, mas nada faz com que ela realmente esqueça Ren e ele também não está disposto a ficar longe dela. O homem tigre se muda temporariamente para perto de Kelsey, tenta se aproximar dela e acabam conseguindo por um tempo. Porém Lokesh também consegue se aproximar de Kelsey e se torna uma ameaça na vida dela. 

Lokesh foi o homem que amaldiçoou os irmãos príncipes e não parece disposto a esquecer sua vingança, o feiticeiro consegue caçá-la e depois de uma batalha frenética em que Kishan, o tigre negro aparece para tentar ajudar, Ren acaba sendo capiturado por Lokesh. Kelsey e Kishan fogem para Índia e tentam descobrir como salvar Ren do feiticeiro inescrupuloso. Kelsey sofre por Ren e sem perceber aos poucos, vai se aproximando cada vez mais de Kishan. 

Enquanto Ren é um homem equilibrado, centrado e com senso de responsabilidade aguçado, Kishan é um homem rebelde, impulsivo e intenso. Ela tenta se controlar e não cometer os mesmos erros do passado, mas ele sabe que se apaixonou por Kelsey e isso pode lhe trazer problemas. Kelsey tem pesadelos constantes com cenas de Ren sendo torturado, mas ela consegue ser forte e fazer o necessário, ela passa a treinar artes marciais com o Sr. Kadan e se mostra tão destemida quando o aventureiro Kishan.  

Aquela menina mimada e insegura do Oregon evoluiu bastante como pessoa, se mostrando uma forte guerreira, embora ela ainda não reconheça isso. Ren acaba tendo pouco espaço no livro, mas demonstra ser o mesmo cara respeitador e devotado a Kelsey. Kishan também evoluiu bastante mostrando que não é apenas um bad boy que gosta de implicar com o irmão, ele dá todo apoio a Kelsey, se mostra um amigo verdadeiro e demonstra realmente se importar com a felicidade dela. 

O livro é melancólico e intenso, uma leitura frenética que faz o coração bater mais forte e dá aquele friozinho na barriga. Tô começando a gostar mais do Kishan. Também passei a gostar mais da Kelsey. Esse é o tipo de livro que não tem uma conclusão consistente você precisa ler a série completa se quiser saber o que realmente vai acontecer, no fim fica algo no ar, você sabe que precisa ler o próximo e a história de prende dessa forma. O livro é repleto de aventuras, abordagens mitológicas muito bem construídas, envolvente e viciante e o final é surpreendente e nos deixa ainda mais curiosos. 

Resenha: A Maldição do Tigre – Colleen Houck

Sinopse: Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

Kelsey Hayes é uma jovem de 17 anos, solitária, com problemas de autoestima e sem muitas perspectivas de vida. Ela mota com uma família adotiva, após perder os pais em um acidente de carro. Ela não é o tipo de jovem rebelde, nem revolta, é uma menina triste que se sente deslocada e se acha descartável. A sua vida muda completamente de rumo quando ela arruma um emprego temporário no verão e passa a tomar conta de um misterioso tigre branco. 

A jovem é contratada para trabalhar em um circo no período de duas semanas, como cuidadora de animais, tendo de cuidar da limpeza e alimentação dos bichinhos, ela acaba se apegando ao imponente tigre branco, Dhiren, a atração principal do tigre. O tigre que parecia triste antes da chegada da jovem, também acaba se conectando a ela. Ambos estabelecem uma conexão forte e parecem se comunicar apenas com o olhar, de forma mágica. 

Quando o tigre é vendido para um homem misterioso que resolve levar Dhiren para uma reserva de tigres na Índia, país de origen de Dhiren, Kelsey aceita a missão de acompanha-los na viagem, já que Dhiren demonstra ser apegado a moça a lhe mostar obediência. Mas a viagem não será tão simples e não terminará como o esperado. Dhiren e Kelsey se perdem em uma floresta perigosa na Índia.

Kelsey descobre que seu tigre na verdade é um homem que fora amaldiçoado, mais precisamente, um príncipe indiano do antigo Império Mujulaain que foi traído e amaldiçoado a viver como um tigre há mais de 300 anos atrás, junto com seu irmão Kishan, um tigre negro que seguiu um caminho diferente. Para quebrar a maldição eles precisam cumprir uma profecia e encontrar as 4 partes do amuleto do tigre de Daemon que pertence à deusa Durga. 

Nessa empreitada pela quebra da maldição do tigre, eles enfrentam diversas criaturas mitológicas perigosas que atravessam os seus caminhos. Eles precisam encontrar as partes do amuleto e desvendar o que precisa ser feito para quebrar a maldição e quando conseguem desvendar descobrem que ela só pode ser quebrada parcialmente, Dhiren e Kishan terão que viver como uma espécie tigre-homem, alternado entre humano e tigre. 

É claro que Kelsey e Dirhen se apaixonam, é um típico livro de romance clichê para jovens. Uma jovem imatura e que se sente um lixo, mas na verdade é linda e só ela mesma não se enxerga, um homem lindo, rico, poderoso e amaldiçoado que se apaixona pela jovem imatura. Kishan quando reencontra seu irmão e conhece a Kelsey também acaba se apaixonando por ela e tenta conquistá-la. De repente a menina solitária se vê envolvida em um triângulo amoroso. Clichê demais!É claro que Kelsey e Dirhen se apaixonam, é um típico livro de romance clichê para jovens. Uma jovem imatura e que se sente um lixo, mas na verdade é linda e só ela mesma não se enxerga, um homem lindo, rico, poderoso e amaldiçoado que se apaixona pela jovem imatura. Kishan quando reencontra seu irmão e conhece a Kelsey também acaba se apaixonando por ela e tenta conquistá-la. De repente a menina solitária se vê envolvida em um triângulo amoroso. Clichê demais!

O que esse livro tem de clichê, tem de fantástico, estamos acostumados com romances sobre vampiros, alguns sobre lobisomens, mas são temos tigres e uma maravilhosa mitologia indiana. O que mais me pegou nesse livro nem foi o romance de Kelsey ou o drama dos tigres, mas a riqueza de detalhes a cerca da cultura indiana e sua mitologia, adorei a forma rica, detalhista e inteligente como a autora nos apresenta a Índia. Adoro a cultura indiana, e com certeza vou ler os outros livros da série só para absorver um pouco mais dessa ambiente mágico indiano. 

A história é um romance épico, o relacionamento entre eles se desenvolvem lentamente, Kelsey e Dhiren, além de pertencerem a culturas distintas são de épocas também muito distintas, eles são bem diferentes, mais possuem duas coisas em comum: a teimosia e o cuidado um com o outro, eles realmente se preocupam com o bem estar do outro e tentam se ajudar a todo instante.  Dhiren é um verdadeiro príncipe, educado, inteligente e treinado para comandar e enfrentar desafios. Keysey apesar de imatura e meio chata, é altruísta e compassiva. 

“Um romance delicado e uma aventura capaz de deixar o coração a mil por hora. Eu vibrei e roí as unhas. A maldição do tigre é mágico!” – Becca Fitzpatrick, autora da série Sussurro

Resenha: Nudez Mortal – Nora Roberts

Sinopse: Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

Esse é o primeiro livro de uma série de romance policial, repleta de mistérios e atrações futurísticas, são ao todo 10 livros que contam as aventuras da Tenente Eve Dallas e a sua luta contra a criminalidade em Nova Iorque. Em Nudez Mortal, a Tenente Dallas se depara com uma série de assassinatos cruéis contra prostitutas, na caça ao assassino, ela recebe ameaças perigosas. Há 10 anos trabalhando na polícia, a tenente sabe que não deve se envolver emocionalmente com os crimes e sua sobrevivência depende de seus instintos apurados e de seu equilíbrio mental.

A situação de Dallas se complica quando ela passa a sentir-se envolvida por Roarke, um empresário irlandês bilionário, dono dos prédios em que os crimes ocorreram e o principal suspeito do assassinato. O primeiro assassinato foi de Sharon DeBlass, uma prostituta de luxo, parente de importantes políticos de Nova Iorque, encontrada morta cruelmente. Desde então, Roarke se tornou o principal suspeito por ter sido o último a ter contato com a vítima, mesmo sendo amigo da família DeBlass, a suspeita não escapa ao empresário. 

Eve Dallas recebe avisos para não se envolver com Roarke, mas a paixão fala mais alto e ela se entrega, a relação entre os dois torna-se um vício e Dallas corre o risco de ser afastada da investigação. Novos assassinatos continuam a acontecer e ameaçar a reputação de Dallas, as vítimas não apresentam nenhuma ligação entre si, o que torna ainda mais difícil de encontrar o culpado. Até que uma surpreendente denúncia de abuso sexual na família DeBlass, faz mudar os rumos da história, a suspeita cai justamente sobre aquele mais interessado na investigação, um membro da própria família, um político que averso à prostituição, que era até então legalizada no país. 

O livro é um romance policial futurístico e se passa num tempo futuro, não muito diferente do nosso mas em uma época em que a prostituição era legalizada. Com política, romance e mistério, o livro é um suspense do começo ao fim, é uma obra de tirar o fôlego, cheia de reviravoltas, nos dá vontade de ler de uma vez até a última página. A série teve um excelente livro de estreia e pretendo continuar lendo os próximos.

Resenha: Há dois mil anos – Chico Xavier

Sinopse: Quando eu errava no mundo, Triste e só, no meu caminho, Chegaste, devagarinho, E encheste-me o coração. A partir da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito Emmanuel descreve a existência física em que foi Publius Lentulus, orgulhoso senador designado para alto cargo na região da Palestina quando Jesus apresentava os ensinos de seu evangelho à humanidade. Tendo como cenário o Cristianismo nascente do século I, Há dois mil anos mostra embates entre a arrogância das famílias patrícias e a simplicidade fraterna dos primeiros cristãos, numa trama em que opostos como sofrimento e alegria, esplendor e miséria, poder e escravidão, crueldade e benevolência, perdão e vingança se entrelaçam na realidade familiar de Publius Lentulus, interferindo em sua relação com os filhos e com a amada esposa Lívia, convertida aos sublimes ensinamentos de Jesus a contragosto do esposo.

Publius não era um homem essencialmente ruim, amava a família, honrava a esposa e os filhos, mostrava ter caráter, mas como senador do Império Romano, precisava demonstrar uma postura firme e fidelidade aos propósitos do Império. Publius Lentulus foi uma das encarnações do espírito Emmanuel por meio do qual Chico Xavier publicou vários livros. A história se passa durante o período do Império Romano e a popularização da figura de Cristo como messias até a sua crucificação. 

Publius Lentulus era um homem orgulhoso, detinha um cargo importante, era prestigiado pela alta sociedade, apesar de afetuoso com a família era também muito exigente e apegado à matéria. Em contrapartida, sua esposa Lívia era uma mulher simples, não se importava em fazer figura importante de acordo com os seus títulos, não se sentia muito à vontade com a alta sociedade, era o oposto de Lentulus, se dedicava ao cuidado com os filhos e organização da família. 

Publius e Lívia tinham um casamento tranquilo, apesar das diferenças de personalidade e realmente se amavam, as coisas começam a se complicar quando Flávia, a filha do casal, acaba contraindo lepra, doença até então incurável. A família se muda de Roma para Cafarnaum, onde começam a ouvir sobre as histórias de Jesus. Lívia demonstra cada vez mais interesse nas histórias do mestre nazareno e resolve procurá-lo em busca de ajuda. 

Publius atende o pedido de sua esposa, procura as escondidas pelo mestre e pede a cura de sua pequena Flávia, Publius encontrar-se com Jesus e fica chocado com suas palavras, mas seu orgulho de um senador Romano o impede de reconhecer a sabedoria daquele homem humilde que falava coisas grandes e pregava idéias revolucionárias e contrárias ao modelo social da época. Flávia, apesar da descrença de seu pai, tinha fé e vontade de se curar e consegue pela graça divina a sua cura. 

Lívia, agradecida e bastante tocada pelas palavras afetuosas do mestre, torna-se seguidora de Jesus, mesmo indo contra ao seu marido, passa a acompanhar seus passos em sua caminhada ao lado dos pobres, doentes e desafortunados. Quando Jesus é crucificado e seus seguidores são perseguidos, Lívia se encontra entre eles, ela dá sua vida por Jesus, seu testemunho é tocante e sua fé é inspiradora. O senador sofre um misto de culpa, revolta e arrependimento. 

A história é muito mais do que eu poderia expressar, fala sobre orgulho, vaidade, traição, poder, fé e amor. Fala sobre como as pessoas deixam de fazer o que lhes vai no coração para fazer o que seus cargos determinam, a necessidade de representar um papel, a preocupação com a imagem e com a opinião pública. O livro é incrível, uma leitura agradável, nos mantém entretidos do começo ao fim, dá vontade de ler o livro inteiro de uma só vez. A história é trágica, o Império Romano era trágico, a passagem de Jesus pela terra foi trágica, mas a mensagem que essa história deixa é linda e deve ser eternizada. 

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