
Sinopse: Quando o submarino russo Kursk avariado, foi parar no fundo do mar de Barents em consequência de um erro norte-americano, ficou claro para todas as organizações de espionagem do mundo que a Rússia tinha desenvolvido uma nova e superior tecnologia de submarinos. Os palestinos que sempre foram inferiores, viram com o acidente a possibilidade de colocar as mãos num super submarino russo e alcançar, pela primeira vez, uma posição de superioridade. A missão de realizar o maior ataque terrorista da história mundial é dada a general-de-brigada Mouna al Husseini. Ela reconhece que o choque entre oficiais russos e universitários palestinos altamente instruídos é inevitável. E que o projeto só poderá ir a frente se for encontrado um comandante que não seja Russo, mas fale fluentemente o idioma e que de preferência, tenha sido condecorado com a Estrela Vermelha e com a maior condecoração do país, a medalha de Herói da Rússia, além da Legião de Honra da Palestina. E que seja de fato, acima de tudo, um oficial da marinha. Essa combinação quase impensável existe, na realidade, na figura de um velho amigo de Mouna. Assim que o vice-almirante Carl Gustaf Gilbert Hamilton, sueco de nascimento, e protegido pelo FBI, subiu a bordo do U-1 Jerusalém, tudo mudou. As duas principais adversárias na luta política que se sucedeu a seguir foram Mouna al Husseini, a Madame Terror, e a secretária de Estado norte-americana, Codoleezza Rice. Elas de lados opostos, se tornaram grandes amigas para uma vida inteira, e de certa forma inimigas.

O primeiro livro da série Os Desafios de Halmiton – Madame Terror, escrito pelo jornalista e escritor Jan Guillou, conta uma história de guerra, patriotismo, terrorismo, religião e política internacional. A obra fictícia está tão bem inserida no contexto da nossa atual política internacional e apresenta tantos dados técnicos que parece estarmos diante de um livro-reportagem sobre uma guerra marítima que realmente aconteceu. O fato de Jan Guillou ser um respeitado jornalista sueco deve reforçar o sentido de realismo da sua obra. De um lado temos a Rússia e a Palestina e de outro Irrael e os Estados Unidos. Mouna al Husseini era a líder do grupo de Libertação da Palestina, crescida em uma zona de guerra, ela fora programada para revidar qualquer forma de ataque, patriota, ela odiava Irrael e sonhava em ser a libertadora da Palestina que entraria para a história mundial.
A Rússia, inimiga declarada dos Estados Unidos, entrou em acordo com a Organização de Libertação da Palestina, fornecendo a tecnologia necessária e os melhores marinheiros. O que pareceu impossível aconteceu, o maior submarino da história fora construído, russos e palestinos trabalhavam juntos embora enfrentassem algumas divergências, e mais um detalhe inédito, esse seria o primeiro submarino da história russa com mulheres a bordo. Carl Halmiton se torna a peça chave, o sueco protegido pelo FBI e condecorado como Herói da Rússia em missões no passado, sobe a bordo do U-1 Jerusalém e ganha a missão de manter a ordem entre russos e palestinos em zonas de conflito.
O U-1 Jerusalém parte da Rússia em direção a Isrrael, a missão é atacar a base da marinha em Isrrael e dissimar militares, promovendo o maior ataque terrorista da história, depois do 11 de setembro. Para isso eles precisam combater qualquer submarino espião que tente impedi-los de completar a missão. Com uma respeitada jornalista a bordo, aos poucos o submarino russo com a bandeira da Palestina vai se tornando um mistério a ser revelado. Após o sucesso no ataque à Isrrael, o submarino vai a superfície e Mouna mostra sua cara pela primeira vez, amada por uns e odiada por outros, Mouna exige a libertação de prisioneiros palestinos, a construção de um Porto e um aeroporto na Palestina, mas a missão não vai ser tão fácil.
A revolucionária protegida pelo presidente da Rússia e o presidente da Palestina, ganha o apelido de Madame Terror e desperta o ódio de Isrrael e dos Estados Unidos que insiste em se meter no conflito alheio. Mouna nunca teve o intuito de atacar os Estados Unidos e apesar de ser chamada de terrorista, ela condenava aqueles que jogam suas vidas fora em ataques contra pessoas que nada tinham haver com a política internacional. Apesar de estar acostumada a matar, o alvo de Mouna era a base militar e seus motivos eram o desejo de libertar a sua Pátria dos verdadeiros terroristas.
Os Estados Unidos toma as dores de Isrrael, por simples sentido de atacar qualquer grupo que futuramente possa ofecerer perigo a nação americana, embora os palestinos afirmem ter como único alvo a base militar de Isrrael. Enquanto a maioria dos países prefere não interferir, os Estados Unidos declaram guerra à Palestina, caçando e ordenando o ataque ao submarino U-1 Jerusalém, no entanto, os americanos não sabem que os russos conseguiram construir uma tecnologia maior do que tudo o que já foi visto na história americana. Uma guerra entre um submarino americano e o submarino Russo é um suicídio coletivo declarado, mas os americanos parecem estar convencidos do contrário.
Mouna se reúne com a secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice, as duas entendem a necessidade de evitar uma guerra, mas isso não depende apenas das duas, incrivelmente elas se tornam grandes amigas, duas mulheres muito parecidas em situação política oposta, e por isso também inevitavelmente inimigas. Os americanos armam uma emboscada contra o U-1 Jerusalém mas acabam levando a pior, o governo americano tenta distorcer os fatos levando o povo a crer que o ataque partiu inicialmente dos terroristas, mas algumas provas denunciam o contrário. O submarino termina a sua missão com festa entre os tripulantes e sentimento de vitória, mas a Madame Terror sabe que muito ainda precisa ser feito em nome da Libertação Palestina, a guerra ainda não acabou.
Com uma narrativa dinâmica é difícil parar de ler, uma história surpreendente onde o vilão torna-se o mocinho, um ataque terrorista visto de um outro ângulo, os vários lados da moeda da complexa política internacional. Jan Guillou é um dos jornalistas mais respeitados da Suécia e também um prestigiado escritor com mais de 40 livros, onde muitos foram transformados em filmes. Madame Terror, somente na Suécia vendeu mais de 5 milhões de exemplares o que elevou a posição de personalidade cultural mais influente de toda a Escandinávia. Hoje além de escritor e diretor de cinema, Guillou escreve para o jornal Aftonbladet e é considerado um dos mais influentes formadores de opinião da Suécia. Sua série de maior sucesso publicada no brasil é As Cruzadas com 4 livros pela Bertrand Brasil.

