Resenha: Anjos e Demônios de Dan Brown

Sinopse: Quando um famoso cientista do CERN é encontrado brutalmente assassinado, o professor de simbologia Robert Langdon é chamado para identificar o estranho símbolo gravado no peito do cientista. A sua conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Em Roma, o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa quando se apercebe do rapto de quatro cardeais, ao mesmo tempo que a Guarda Suíça é informada de que uma perigosa arma está na Cidade do Vaticano com o propósito de a destruir. Robert Langdon – quem não o conhece? – ajudado desta vez por Victoria Vetra, cientista do CERN, procura desesperadamente a antimatéria no meio das intricadas pistas deixadas pelos Iluminati, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano.

Anjos e Demônios é o primeiro livro de Dan Brown e também inspirou um filme de mesmo nome, porém foi o segundo livro que eu li do autor, eu não o conhecia até ler O Código da Vinci e acredito que como eu, muitos leitores passaram a conhecer Dan Brown através de O Código da Vinci. Apesar de não ser tão popular quanto, O Código da Vinci, é tão bom quanto, se duvidar é até melhor. Acredito que O Código da Vinci ganhou mais fama por ser bem mais polêmico, e portanto muito mais falado tanto negativamente quanto positivamente. 

Anjos e Demônios aborda questões relacionadas a igreja católica, os Iluminatis, história da arte, perseguição e teorias da conspiração, dessa vez menos controversas. A história se passa em Roma, enquanto os cardeais se reúnem para a escolha do novo papa, um assassinato bizarro acontece, outros assassinatos surgem em sequência, todos com um ponto em comum: o uso de um símbolo ligado aos Iluminati, um antiga sociedade secreta, até então considerada extinta, com histórico de conflitos com a igreja. O professor Robert Langdon é chamado para desvendar os símbolos e ajudar a decifrar os crimes. 

A vítima do assassinato é um cientista que trabalha no Centro de Pesquisas Nucleares na Suíça e que trabalhava em um projeto perigoso e extremamente secreto, uma anti-matéria com alto poder destrutivo que acaba sendo roubada. O assassino entra em contato afirmando pertencer a ordem dos Iluminati e estar com a antimatéria, ele ameaça destruir O Vaticano e se vingar da igreja. Começa uma corrida contra o tempo, Langdon conta com a ajuda de Victoria Vetra, filha do homem do cientista assassinado. Juntos eles partem para Roma e começam uma série de pesquisas complexas sobre os Iluminati. 

Quatro cardeais dentre os favoritos para ser eleitos desaparecem; novamente o suposto assassino entra em contato ameaçando matar os cardeais em horários determinados, e locais específicos, e após, explodir a antimatéria, dizimando toda a cidade do Vaticano. Langdon precisa usar seus conhecimentos para decifrar os locais onde os cardeais devem ser assassinados, impedir os assassinatos e recuperar a antimatéria. Um caçada frenética entre igrejas históricas, criptas e catedrais, com o tempo corrido, Langdon e Victoria precisam descobrir contra quem estão lutando, além de evitar uma catástrofe. 

Uma leitura instigante, de tirar o fôlego, com muita aventura, reviravoltas e o drama da corrida contra o tempo para sobreviver. Não dá para deixar de prestar atenção e torcer pelo êxito do professor, nesse sentido, o livro acaba sendo melhor que o Código da Vinci, por ser mais frenético. Uma mistura de ciência e religião, história e misticismo, uma receita infalível e muito bem preparada pelo autor que sabe perfeitamente como misturar ficção com fatos reais. É mais um livro que dá vontade de ler do começo ao fim de uma só vez. 

Resenha: O Código da Vinci de Dan Brown

Sinopse: Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbologista, podem desvendar. Eles viram suspeitos e em detetives enquanto tentam decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental – da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade.

Eu amo os livros de Dan Brown, esse foi o primeiro que eu li, já tinha assistido ao filme antes, estava procurando por esse livro até que a minha madrinha me deu de presente, foi amor à primeira leitura. Muita Investigação, teorias da conspiração, mistério, religiosidade e história da arte, todos os ingredientes necessários para fazer eu me apaixonar. A história roda em torno de Robert Langdon e Sophie Neveu que percorrem as ruas de Paris atrás de pistas escondidas nas obras de Leonardo da Vinci. 

O professor Robert Langdon, havia ido a Paris à convite de Jacques Saunière, que até então era curador do Museu do Louvre, porém Saunière é encontrado morto após um assassinato misterioso, é assim que a história começa, Langdon precisa descobrir o que Saunière tinha para lhe falar, quem o matou e por quais motivos. O assassino deixara uma pista: posicionara o corpo do homem em posição semelhante ao homem Vitruviano de Leonardo da Vinci. 

Robert Langdon é convidado pela polícia para usar seus conhecimentos em simbologia na investigação, no entanto a polícia acredita que ele possa ser o principal suspeito. Sophie Neveu é neta de Saunière e busca convencer o professor a investigarem juntos por conta própria. Ao longo das investigações, eles descobrem temas polêmicos que a igreja tenta esconder a sete chaves. 

No meio de toda a confusão, o Opus Dei, um grupo bastante polêmico e poderoso da igreja católica, tenta atrapalhar as investigações do professor e se apoderar de um objeto místico e valioso que teoricamente estava escondido com a família de Saunière por séculos: O Santo Graal. Langdon e Sophie começam a ter noção do perigo que estão correndo, e partem em uma corrida frenética por várias cidades da Europa, correndo contra o tempo, contra o Opus Dei e contra a polícia francesa. 

O livro aborda símbolos religiosos antigos, obras de arte históricas e suas significações, teorias da conspiração e sociedades secretas, principalmente o Priorado de Sião. A história vai de Paris a Londres em busca de um mistério escondido pela igreja católica. O livro é instigante, irreverente e bastante convincente. É uma leitura agradável, que nos tira o sono e dá vontade de ler cada vez mais. Adoro teorias da conspiração então sou suspeita pra falar dos livros de Dan Brown. Li esse livro há muito tempo atrás, reli outras vezes e não me canso nunca. 

O livro aborda símbolos religiosos antigos, obras de arte históricas e suas significações, teorias da conspiração e sociedades secretas, principalmente o Priorado de Sião. A história vai de Paris a Londres em busca de um mistério escondido pela igreja católica. O livro é instigante, irreverente e bastante convincente. É uma leitura agradável, que nos tira o sono e dá vontade de ler cada vez mais. Adoro teorias da conspiração então sou suspeita pra falar dos livros de Dan Brown. Li esse livro há muito tempo atrás, reli outras vezes e não me canso nunca. 

Resenha: Filhos do Éden – Anjos da Morte de Eduardo Spohr

Sinopse: Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observaram em silêncio o avanço da humanidade. Eis que chega o século XX e com ele o avanço das armas modernas e a poluição das indústrias, afastando os seres mortais da natureza divina , alargando as fronteiras entre o mundo dos humanos e as sete camadas celestes. Isolados no paraíso e incapazes de enxergar o que se passa na terra, os malakins solicitam a ajuda dos exilados, celestiais pacíficos que anos atrás atuavam na terra convivendo com os seres humanos. Esses exilados são reenviados à terra com a função de participar  das guerras que estão por vir e anotar todas as façanhas militares, os movimentos das tropas e repassar as informações aos seus superiores alados. Sob o disfarce de alados comuns, esse grupo esteve presente nas principais guerras da história, participando das lutas ao lado dos humanos, embora muitos não desejassem matar, foi isso que lhes foi ordenado e foi justamente isso o que acabaram fazendo, daí nasceram os anjos da morte. Filhos do Éden: Anjos da Morte é uma obra épica, com personagens incríveis e detalhes cheios de misticismo que ultrapassam a fronteira do tempo, acima de tudo é um relato histórico sobre as guerras que transformaram a humanidade, uma crítica a corrupção dos governos, aos massacres e a violência selvagem dos humanos.

Anjos da Morte é o segundo livro da série Filhos do Éden de Eduardo Spohr, o autor do best-seller A Batalha do Apocalipse. No primeiro livro Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, conhecemos Kaira uma ishin com o poder de controlar o fogo, que perdida no Rio de Janeiro tem suas memórias roubadas e conta com a ajuda de vários celestiais enviados à terra justamente para ajuda-la a concluir sua missão, mas quem se torna o personagem principal na recuperação de Kaira é Denyel, um querubim problemático, cheio de mistérios, de caráter duvidoso, mas que acaba se sacrificando em nome de Kaira e seus amigos. 

Anjos da Morte começa com Kaira se reunindo com os seus amigos para uma missão secreta, encontrar Denyel, sem saber se o querubim está vivo ou morto, a ishin de fogo vai contra as regras de seu líder, o arcanjo Gabriel e parte em uma missão perigosa atrás de Denyel. Diferentemente do primeiro livro da série, a história se passa em dois tempo diferentes, no tempo presente com Kaira e seus amigos na busca por Denyel, e no passado contando as perigosas aventuras de Denyel como um anjo da morte.

O personagem principal desse livro é o misterioso querubim que tanto despertou curiosidade no livro anterior. Denyel foi um anjo da morte, enviado à terra para participar das principais guerras da história da humanidade, e que após o fim da segunda grande guerra, tornou-se um anjo mercenário usado como instrumento pelos malakins para caçar outros celestiais que viviam na Haled, Denyel tornou-se uma máquina de matar, mesmo que a princípio fosse contra a violência, ele não sabia como se rebelar contra as ordens dos malakins e sofreu as consequências dos prejuízos que causou.

A história de Denyel no passado, a violência que ele presenciou nos faz entender os motivos que o levaram ao exílio total, a sua vivência na terra fez com que ele se torne um ser humano por completo, cheio de sentimentos, contradições, vícios carnais e muitos pecados. Condenado a eternidade como todo celestial e sem poder voltar a céu sob o risco de punição por causa das suas atitudes, Denyel observou as várias eras da humanidade, as mudanças no cenário terrestre e se auto condenou a viver para sempre recluso, amargurado por todas as vidas que tirou e afogando suas mágoas no álcool.

Para entender a história de Anjos da Morte é preciso ler primeiro Herdeiros de Atlântida, um é o complemento do outro. Anjos da Morte é uma história incrível, mais empolgante do que o livro anterior, com mais ação, mistério e aventura, as peças se encaixam melhor, conseguimos entender com mais clareza a origem e personalidade dos personagens. Depois desse livro estou ansiosa para ler o terceiro livro, Filhos do Éden: Paraíso Perdido. Meu livro favorito do autor continua sendo A Batalha do Apocalipse, e só tenho uma coisa a dizer: Eduardo Spohr é o melhor escritor brasileiro desta geração. 

Resenha: Nudez Mortal – Nora Roberts

Sinopse: Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

Esse é o primeiro livro de uma série de romance policial, repleta de mistérios e atrações futurísticas, são ao todo 10 livros que contam as aventuras da Tenente Eve Dallas e a sua luta contra a criminalidade em Nova Iorque. Em Nudez Mortal, a Tenente Dallas se depara com uma série de assassinatos cruéis contra prostitutas, na caça ao assassino, ela recebe ameaças perigosas. Há 10 anos trabalhando na polícia, a tenente sabe que não deve se envolver emocionalmente com os crimes e sua sobrevivência depende de seus instintos apurados e de seu equilíbrio mental.

A situação de Dallas se complica quando ela passa a sentir-se envolvida por Roarke, um empresário irlandês bilionário, dono dos prédios em que os crimes ocorreram e o principal suspeito do assassinato. O primeiro assassinato foi de Sharon DeBlass, uma prostituta de luxo, parente de importantes políticos de Nova Iorque, encontrada morta cruelmente. Desde então, Roarke se tornou o principal suspeito por ter sido o último a ter contato com a vítima, mesmo sendo amigo da família DeBlass, a suspeita não escapa ao empresário. 

Eve Dallas recebe avisos para não se envolver com Roarke, mas a paixão fala mais alto e ela se entrega, a relação entre os dois torna-se um vício e Dallas corre o risco de ser afastada da investigação. Novos assassinatos continuam a acontecer e ameaçar a reputação de Dallas, as vítimas não apresentam nenhuma ligação entre si, o que torna ainda mais difícil de encontrar o culpado. Até que uma surpreendente denúncia de abuso sexual na família DeBlass, faz mudar os rumos da história, a suspeita cai justamente sobre aquele mais interessado na investigação, um membro da própria família, um político que averso à prostituição, que era até então legalizada no país. 

O livro é um romance policial futurístico e se passa num tempo futuro, não muito diferente do nosso mas em uma época em que a prostituição era legalizada. Com política, romance e mistério, o livro é um suspense do começo ao fim, é uma obra de tirar o fôlego, cheia de reviravoltas, nos dá vontade de ler de uma vez até a última página. A série teve um excelente livro de estreia e pretendo continuar lendo os próximos.

Resenha: Há dois mil anos – Chico Xavier

Sinopse: Quando eu errava no mundo, Triste e só, no meu caminho, Chegaste, devagarinho, E encheste-me o coração. A partir da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito Emmanuel descreve a existência física em que foi Publius Lentulus, orgulhoso senador designado para alto cargo na região da Palestina quando Jesus apresentava os ensinos de seu evangelho à humanidade. Tendo como cenário o Cristianismo nascente do século I, Há dois mil anos mostra embates entre a arrogância das famílias patrícias e a simplicidade fraterna dos primeiros cristãos, numa trama em que opostos como sofrimento e alegria, esplendor e miséria, poder e escravidão, crueldade e benevolência, perdão e vingança se entrelaçam na realidade familiar de Publius Lentulus, interferindo em sua relação com os filhos e com a amada esposa Lívia, convertida aos sublimes ensinamentos de Jesus a contragosto do esposo.

Publius não era um homem essencialmente ruim, amava a família, honrava a esposa e os filhos, mostrava ter caráter, mas como senador do Império Romano, precisava demonstrar uma postura firme e fidelidade aos propósitos do Império. Publius Lentulus foi uma das encarnações do espírito Emmanuel por meio do qual Chico Xavier publicou vários livros. A história se passa durante o período do Império Romano e a popularização da figura de Cristo como messias até a sua crucificação. 

Publius Lentulus era um homem orgulhoso, detinha um cargo importante, era prestigiado pela alta sociedade, apesar de afetuoso com a família era também muito exigente e apegado à matéria. Em contrapartida, sua esposa Lívia era uma mulher simples, não se importava em fazer figura importante de acordo com os seus títulos, não se sentia muito à vontade com a alta sociedade, era o oposto de Lentulus, se dedicava ao cuidado com os filhos e organização da família. 

Publius e Lívia tinham um casamento tranquilo, apesar das diferenças de personalidade e realmente se amavam, as coisas começam a se complicar quando Flávia, a filha do casal, acaba contraindo lepra, doença até então incurável. A família se muda de Roma para Cafarnaum, onde começam a ouvir sobre as histórias de Jesus. Lívia demonstra cada vez mais interesse nas histórias do mestre nazareno e resolve procurá-lo em busca de ajuda. 

Publius atende o pedido de sua esposa, procura as escondidas pelo mestre e pede a cura de sua pequena Flávia, Publius encontrar-se com Jesus e fica chocado com suas palavras, mas seu orgulho de um senador Romano o impede de reconhecer a sabedoria daquele homem humilde que falava coisas grandes e pregava idéias revolucionárias e contrárias ao modelo social da época. Flávia, apesar da descrença de seu pai, tinha fé e vontade de se curar e consegue pela graça divina a sua cura. 

Lívia, agradecida e bastante tocada pelas palavras afetuosas do mestre, torna-se seguidora de Jesus, mesmo indo contra ao seu marido, passa a acompanhar seus passos em sua caminhada ao lado dos pobres, doentes e desafortunados. Quando Jesus é crucificado e seus seguidores são perseguidos, Lívia se encontra entre eles, ela dá sua vida por Jesus, seu testemunho é tocante e sua fé é inspiradora. O senador sofre um misto de culpa, revolta e arrependimento. 

A história é muito mais do que eu poderia expressar, fala sobre orgulho, vaidade, traição, poder, fé e amor. Fala sobre como as pessoas deixam de fazer o que lhes vai no coração para fazer o que seus cargos determinam, a necessidade de representar um papel, a preocupação com a imagem e com a opinião pública. O livro é incrível, uma leitura agradável, nos mantém entretidos do começo ao fim, dá vontade de ler o livro inteiro de uma só vez. A história é trágica, o Império Romano era trágico, a passagem de Jesus pela terra foi trágica, mas a mensagem que essa história deixa é linda e deve ser eternizada. 

Resenha: Um Mundo Brilhante de T. Greenwood

Sinopse: Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Quando vi a propaganda desse livro em algum encarte da editora, logo pensei “Essa é a questão que define a minha vida”. Acho que passei a vida inteira me questionando sobre a minha tarefa nesse mundo, acho que sempre me senti no lugar errado, na hora errada, como um alienígena perdido no planeta terra. Acabei de alguma forma acreditando que eu me identificaria com esse livro e poderia até quem sabe encontrar a resposta desta pergunta tão complexa, foi um erro, não me identifiquei e nem encontrei essa resposta.

Ben Bailey não se conformava com a morte misteriosa do rapaz e o descaso da polícia local, investigando por conta própria, ele conhece a navajo Shadi Bagay, irmã do jovem índio. Shadi abre sua casa para Ben, conta detalhes sobre sua vida com o irmão e juntos eles começam uma investigação complexa e perigosa na tentativa de descobrir quem pode ter sido o agressor do menino que tinha poucos amigos e não costumava criar problemas. Ben vai se aproximando cada vez mais de Shadi e se distanciando de sua noiva.

Quem nunca comprou um livro pela capa? Esse é um daqueles que seduzem à primeira vista, comprei sem saber do que se tratava, e na verdade nem estava procurando por ele, foi durante a Bienal do Rio em que os olhos inquietos procuravam por algo que já não lembro mais, até que misteriosamente o brilho desse livro me chamou atenção e eu lembrei daquela velha propaganda em um folheto da Editora Contexto, corri na direção dele e peguei sem pensar, sem ao menos ler o primeiro e o último capítulo como eu costumo fazer. A sinopse também me chamou bastante atenção. 

A Obra da romancista T. Greenwood conta a história de um professor de história, Ben Bailey, que tenta levar a vida em uma cidadezinha pequena trabalhando como professor de história e barman. Ben é noivo de Sara, uma enfermeira de família bem sucedida que sempre fez tudo para agradar o confuso noivo. Ben e Sara costumavam se amar verdadeiramente, mas o professor começou a se sentir sufocado e perdido no relacionamento, enrolando a noiva e tentando escapar do casamento. A vida do casal vira do avesso quando Ben ao acordar em uma manhã após o Halloween, encontra o corpo de um jovem índio navajo em frente a sua casa. 

Os índios navajos da região tem fama de beberem demais e criarem problemas na cidade. Mas também há casos de índios que são perseguidos e agredidos sem terem feito nada de errado. Ben reconheceu o jovem que frequentava o seu bar com frequência, mas não costumava beber, era um rapaz quieto e um pouco tímido que ia ao bar apenas para beber refrigerante e jogar bilhar. O professor sabia que tinha algo de errado. O livro aborda questões muito importantes sobre a discriminação que ocorre nos Estados Unidos contra a indígena.

Daí já dá para imaginar o que acontece. Traição, ciúmes, revoltas, dramas e etc. Todos os personagens são egoístas e possessivos, mas ao contrário do que a princípio parece, Ben é o menos egoísta de todos, sim ele traiu a noiva, ele quase largou tudo, mas ele se sentia sufocado, ele precisa de um escapismo, e apesar do seu comportamento ele foi capaz de abrir mão do que ele realmente desejava pelo bem dos outros, por um compromisso maior, acho que por esse pequeno detalhe eu me identifiquei um pouco mais com Ben.

No entanto, não gostei do livro, parecia um romance recheado de suspense, mas na verdade é um romance dramático, uma história de pessoas possessivas tentando dominar as outras, e o Ben, nosso personagem principal, magoou tantas pessoas, casou sem amor e talvez continue sentindo-se perdido e sufocado pelo resto de sua vida, mas ele fez o que era certo, honrou um compromisso. Então é isso? Devemos mesmo enterrar os nossos sentimentos, esquecer tudo e nos sacrificarmos por compromissos assumidos? A questão indígina e a corrupção política mericam ter sido melhor abordadas. Desculpe T. Greenwood, mas esse mundo não tem nada de brilhante.

Não é o pior livro de todos os tempos, mas me deixou um gosto amargo, um sentimento depressivo e até um pouco de raiva direcionada aos personagens. Talvez outras pessoas que leram tenham entendido a mensagem de outra forma, mas para mim, não passa de uma história amarga. O livro me fez pensar sobre o quanto nos perdemos na vida e deixamos de ser quem somos, de fazer o que queremos devido aos padrões morais estabelecidos, devido ao medo de magoar os outros. O suspense em relação a morte do índio foi o que me fez não desistir da leitura e acredito que o livro seria melhor se explorarasse mais esse lado investigativo e abordasse com mais ênfase as questões sociais.

Resenha: Filhos do Éden – Série Herdeiros de Atlântida de Eduardo Spohr

Sinopse: Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante. Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra. Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.

Uma guerra entre os arcanjos cruza os céus e pode causar impactos na sociedade humana. O exército de Miguel entra em choque com soldados revolucionários das tropas de Gabriel, devastando as inúmeras camadas do paraíso. Os querubins de várias castas são enviados a terra em diferentes missões e dois anjos recebem a missão de resgatar Kaíra, uma ishim do fogo, capitã dos exércitos rebeldes, que desaparecerá na Terra enquanto investigava uma suposta violação de um tratado feito entre os arcanjos. 

A missão revela mistérios de uma conspiração milenar, esquecidos pelo tempo, um plano que se concluído destruirá o equilíbrio no planeta, revertendo as forças no céu e ameçando toda a vida na terra. Com a ajuda de Denyel, um safado querubim, ex expião das tropas de Miguel, que exilado na Terra, busca anistia no exército inimigo, os celestiais partem em uma missão entre cidades e lugares inimagináveis, selvas e mares, numa perigosa trilha que os leva às ruínas do antigo império da maior nação terrena anterior ao grande dilúvio, as ruínas de Atlântida.

A Eterna guerra entre os arcajos, a imprevisibilidade do futuro na Terra, um arcanjo guerreiro exilado, e uma ishim da província do fogo, a centelha divina, uma celestial poderosa, mas sem memória e sem o controle dos seus poderes. Essas são as características principais do segundo livro de Eduardo Spohr, o autor de A Batalha do Apocalipse, que trouxe para os brasileiros um novo estilo literário. Assim como A Batalha do Apocalipse, a história se passa também no Brasil, em grande parte no estado do Rio de Janeiro, mas também conhecemos templos sagrados escondidos e as ruínas de Atlântida, a maior civilização terrena, antes do dilúvio que praticamente destruiu a vida na terra.

Filhos de Éden é o primeiro livro da série Herdeiros de Atlântida, que apesar das semelhanças com A Batalha do Apocalipse, trata-se de uma história à parte, paralela ao livro anterior. A obra apesar de não ter tantos detalhes e não dar tantas reviravoltas como a primeira publicação de Spohr, é também de tirar o folêgo, impossível parar de ler no segundo capítulo, uma aventura atrás da outra, surpresas e um final emocionante com gostinho de quero mais. É claro que pretendo ler o segundo livro da série, Anjos da Morte, no qual Kaíra, A Cetelha Divina, deverá retornar às ruínas em busca de quem ficou para trás. Espero que Eduardo Spohr continue produzindo mais histórias épicas para nós podermos viajar mais um pouco entre o céu e a Terra.

O livro é bem menor que A Batalha do Apocalipse, menos detalhado, mais objetivo, mas nem por isso é menos interessante. A história é empolgante, cômica em algumas partes, pretensiosa e bastante criativa, deixa um enredo muito bom a ser desenvolvido nos livros posteriores que obviamente pretendo ler todos. Kaíra e Denyel são os personagens centrais do livro, com Kaíra sendo a protagonista, mas por enquanto Denyel é o meu favorito. Eduardo Spohr ganhou um lugar especial na minha lista de autores favoritos até o momento. Os próximos livros são Anjos da Morte e O Paraíso Perdido.

Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Sinopse: Caro leitor, você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: a viagem valerá cada segundo. Essa é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e irascível Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de simbiose, paixão e também perversidade. Nada destruirá a essência desse laço – mas quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.

“Mas o que não associo eu a ela? O que não a trás à minha memória? Se olho para estas lajes vejo nelas gravadas as suas feições! Em cada nuvem, em cada árvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a sua imagem! Nos rostos mais vulgares de homens e de mulheres, até as minahs feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de testemunhos de que um dia ela realmente existiu e eu a perdi para sempre!”Heathcliff

O romance de Emily Bronte é uma das histórias de amor mais complicadas e apaixonantes que eu já li. O ambiente arcáico, sombrio e tempestuoso do Morro dos Ventos Uivantes trás um ar de mistério. Uma história intensa no começo ao fim, mas triste em vários detalhes. Não é nenhum conto de fadas, é a história de uma grande paixão mal compreendida, que trouxe mágoas e vingança. Não sei explicar bem o que sinto por esse livro, talvez medo, angústia. Torcemos tanto por um final feliz, mas como já disse, esse não é um conto de fadas e o príncipe revela-se um homem cruel e vingativo. Li esse livro há muitos anos atrás e resolvi reeler porque já não lembra exatamente dos detalhes e dessa vez pude compreender melhor a personalidade de cada personagem.

A história começa quando o dono da fazenda denominada O Morro dos Ventos Uivantes, o Sr Earnshaw na Inglaterra, volta de viagem trazendo consigo um menino moreno de rude aparência denominado Heathcliff, o novo membro da família que ninguém desconfia de suas origens, a princípio provoca repulsa, mas logo ganha a amizade de Catherine. Heathcliff e Catherine tornam-se amigos inseparáveis por terem um comportamento bem parecido um ao outro. Porém os anos passam e a infância fica para trás, Catherine torna-se uma moça bonita, vaidosa e cheia de mimos, e mesmo amando seu amigo de infância, percebe que não pode casar com um homem que não vá lhe oferecer o que conforto que deseja, e ao ser cortejada por Edgar Linton, um homem totalmente aposto de Heathcliff e herdeiro da Granja dos Tortos, a vaidosa Catherine não deixa escapar a oportunidade. Porém um casamento sem amor, não haveria de trazer felicidades.

Heathcliff sente-se magoado e traído, desaparece na véspera do casamento do Catherine e para onde ele foi não se sabe, sabe-se apenas que Catherine vive uma vida de constantes alterações de humor, torna-se amargurada e irritadiça, o que faz com que seu novo marido perca o encanto por ela. Heathcliff retorna depois de um tempo, com dinheiro no bolso, mais forte e mais civilizado. Porém seu amor selvagem por Catherine continua o mesmo e ao perceber que ela sente o mesmo, não hesita em aproximar-se do seu antigo amor e fazer a vida de Linton um inferno. Mas o que pode fazer Heathcliff quando Catherine encontra-se cada vez mais perturbada mentalmente e grávida de um filho de Linton.

Heathcliff tem motivos de sobra para querer vingar-se de todos que tanto o maltrataram na infância e o afastaram de Catherine, principalmente Hindley, o irmão de Catherine, que o escravizou após a morte do Sr Earnshaw, e o obrigou a afastar-se de Catherine. E também de Linton, é claro, que com seu charme e posição social, seduziu o amor de sua vida. Nada mais normal que Heathcliff tenha se tornado uma criatura amarga, vingativa e odiosa, e ele faz questão de manter essa postura.

O odioso homem ao perceber que jamais poderá roubar Catherine do marido, e ao perceber também que a inoncente irmã de Linton fica encantada com a sua presença, logo trata de seduzi-la com o simples propósito de provocar algum tipo de dor ao Sr Linton, roubando a irmã e levando-a para longe da família. Catherine, cada vez mais louca, morre ao dar à luz a uma menina, que fora batizada com o mesmo nome da mãe, a pequena Caty causa repulsa à Heathcliff por ser tão parecida com a mãe e o fazer lembrar do amor que ele perdeu.

Heathcliff sente-se como um animal selvagem ferido e desolado ao perder seu grande amor, é como se a última fagulha de compaixão e amor que pudesse sentir houvesse se apagado de vez. Ele declara então guerra à todos que o machucaram. Isabella Linton ao descobrir que está gravida de Heathcliff resolve fugir do Morro, porém o cruel marido não se dá ao trabalho de sentir sua falta. Ao ficar doente, Isabella deixa a criança ainda pequena aos cuidados do Sr Linton. Porém Heathcliff faz questão de expôr seus direitos de pai, não por ter algum tipo de afeto ao filho, ele não é capaz de se afeiçoar a mais ninguém, mas pelo prazer de tirar algo mais do seu inimigo.

A pequena Caty e o pequeno Linton, começam criar um forte laço de amizade forçado por Heathcliff que deseja o casamento do menino com a herdeira da Granja dos Tortos, para torna-se herdeiro um dia e tirar da filha do Sr Linton tudo o que eles possuem. Os dois jovens que a princípio demonstram interesse um pelo outro casam-se por livre e espontânia pressão de Healthcliff que sabe que a saúde de seu filho e delicada e em breve ele morrerá deixando a Granja nas mãos do pai e Catherine desamparada, sem pai o pai que falece no época do seu casamento, e o marido e adoece e falece um pouco depois.

Heathcliff tem então sua vingança concluída porém ele continua com a mesma personalidade odiosa até o fim de sua vida, infernizando a vida de todos ao seu redor até seu último suspiro. Caty depois de muitas brigas, acaba afeiçoando-se ao seu outro primo Hareton, filho de Hindley Earnshaw, que após perder o pai cresceu como um criado de Heathcliff. Já o odioso e solitário homem não tem um minuto de paz e mergulha-se cada vez mais na solidão e na ilusão de ser perseguido por sua amada falecida. Heathcliff entra em uma espécie de transe e morre misteriosamente sem que nenhuma doença tenha sido registrada. Há boatos por volta da fazenda de que a alma de Heathcliff vaga a noite ao lado de sua amada Catherine.

Compreendo perfeitamente a personalidade maléfica de Heathcliff e não julgo suas atitudes e sinceramente esse é o personagem que mais gosto nessa história. E Catherine? na minha humilde opnião não merece nem metade do amor desse homem, é uma grande mimada e egoísta. A obra é um clássico da literatura inglesa, muito criticada na época em que foi escrita, mas conseguiu se tornar um clássico mundial e foi adaptada diversas vezes para o cinema, a mais recente em 2011. É uma história sobre um amor proibido, orgulho, obsessão e vingaça.

“Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna, eu sou Heathcliff!” – Catherine

Resenha: Gabriela, Cravo e Canela de Jorge Amado

Sinopse: O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 20, a luta pela modernização material e cultural de Ilhéus, então em franco desenvolvimento graças às exportações do cacau da região. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as idéias morais. Com sua sensualidade inocente, a cozinheira Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.Publicado em 1958, Gabriela, cravo e canela logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora. No cinema, Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e Gabriela, por Sônia Braga.

Do cheiro do cravo, da cor de canela, eu vim de longe, vim ver Gabriela

Quem nunca ouviu falar na história da Gabriela de Jorge Amado? Grabriela, Cravo e Canela é um dos grandes clássicos da literatura brasileira, publicado pelo baiano Jorge Amado em 1958, que mais tarde acabou inspirando novela da Globo, filme e mini série. O enredo de Gabriela, Cravo e Canela, desenrola-se na Bahia, na cidade de Ilhéus, entre 1925 e 1926, época da zona cacaueira, em que a exploração do cacau plantado e colhido em abundância, provocou diversas transformações políticas, econômicas e culturais, na antiga cidade baiana.

Apesar de ter ouvido falar diversas vezes nessa tal de Gabriela, nunca havia lido sua história de fato, até que minha madrinha deu o livro para a minha mãe e eu peguei para ler, mesmo com uma pequena fila de livros novos e atraentes me esperando, algo me despertou a curiosidade de conhecer melhor a tal Gabriela que inspirou há alguns anos atrás o tão comentado personagem da Juliana Paes, na mini série dedicada à obra.  E digo uma coisa, não tem como não se encantar com Gabriela.

O árabe Nacib foi criado em Ilhéus desde pequeno, sentia-se mais Ilheense do que Sírio de fato. Dono de famoso bar, prestigiado por todos, levava vida boa, passava os dias com os amigos e fregueses a beber no botequim, comentar a vida dos outros, as fofocas da cidade, as aventuras nos cabarés, não tinha compromissos a não ser o lucro do bar e sonho de juntar dinheiro e comprar um bom pedaço de terra para cultivar cacaueiro. O cacau era o astro rei de Ilhéus, a exportação melhorava a economia da pequena cidade, ainda pouco civilizada.

A cidade dependia do cultivo na zona cacaueira, se chovia, se perdesse a plantação era só tristeza, mais quando a colheita era farta, então era só festa entre os Ilheenses. Quem mandava na cidade, quem impunha ordem e respeito eram os fazendeiros, os conquistadores do cacau, que conquistaram o poder através de lutas bárbaras e muito sangue derrubado.

lhéus era a princípio uma cidade bárbara em que mandava quem tinha dinheiro e coragem, matava-se as mulheres que enganavam os maridos, não havia justiça muito menos igualdade. Mas tudo isso mudaria com a chegada de Mundinho Falcão, homem da cidade grande, exportador, grande investidor de Ilhéus, de família prestigiada, que apegara-se à pequena cidade após sair do Rio de Janeiro na tentativa de esquecer um amor não correspondido. Mundinho era o homem que traria a civilização da cidade e do povo Ilheense, e claro, daria muito o que falar nas praças, no porto e no barzinho de Nacib.

Na véspera da chegada do tão espero Mundinho Falcão, Nacib se preparava para um jantar oferecido em seu bar, para homens da cidade grande, gente civilizada de grande escalão, trazidos por Mundinho com o intuito de inaugurar novos projetos da cidade grande. Ilhéus em pouco tempo ganhara estrada de ferro, abriram-se rodovias, viam-se os primeiros carros e caminhões, falava-se agora no complicado caso da Barra, a discutida obra de drenagem no antigo porto da cidade que deveria facilitar a exportação do cacau.

Quando Nacib acreditava que o jantar seu um sucesso e aumentaria seu prestígio de tradicional comerciante, eis que acontece algo que árabe não poderia prever, sua cozinheira o larga a ver navios. Mundinho chegava à cidade com seus amigos, o esperado jantar estava para acontecer e a velha Filomena cumpre a antiga promessa de ir para à casa do filho e deixa Nacib sem ter preparar o jantar e fazer os quitutes do bar. O árabe começa a difícil tarefa de encontrar cozinheira de mão cheia em Ilhéus, o que é raridade na pequena cidade. Gabriela cruza a mata, a pé, do sertão em direção a Ilhéus, em busca de trabalho e um lugar melhor para viver.

A sertaneja passa dias e dias em longa caminhada pela mata, acompanhada de amigos do sertão e do velho tio que adoece e morre durante a viagem. Gabriela era apenas uma menina com ar inocente, sedutora quase sem querer, sempre sorridente e descompromissada. Fez enlouquecer Clemente, com quem se deitou nas noites de descanso no escuro do matagal, ele o prometeu arrumar bom emprego, comprar pedaço de terra e com ela morar, mas não era isso que Gabriela queria. Ela queria ser livre, trabalhar, se sustentar, conhecer a cidade e não se apegar.

Nacib rodou a cidade inteira atrás de cozinheira para substituir a velha Filomena, só restava procurar no mercado dos escravos, chamado assim por ser um agrupamento de pessoas vindas de outras cidades em busca de trabalho. Ela já perdia as esperanças quando encontrou Gabriela, moça solitária, sem família, disposta a trabalhar por qualquer tostão. O árabe duvidava dos talentos da sertaneja maltrapilha, suja, coberta de poeira, que lhe dizia já ter cozinhado em casa de família. Como não tinha nada a perder, Nacib deu uma oportunidade à Gabriela.

O árabe logo encantou-se com tempero da moça, percebeu-se após o banho e a pela limpa, a beleza simples e rude, despretensiosamente sedutora da menina. Era impossível não se atrair pelo jeito de menina inocente e ao mesmo tempo misteriosa de Gabriela. O movimento no bar deu um salto, todos queriam provar o tempero de Gabriela, ver sua beleza de pele cor de canela, perfume de cravo, fazer gracinhas, chamar sua atenção.

O árabe estava contente, o movimento aumentava com a presença de Gabriela, e como não dispensava os prazeres da carnais, passou a ter menina não apenas como cozinheira, procurava-a na cama quase todas as noites, ela não o dispensava, pelo contrário, gostava do árabe. Nacib encantado com seu fogo, seu calor aconchegante, seu perfume de cravo, não precisava mais visitar o cabaré, esquecera de todas as outras.

Nacib estava completamente apaixonado por Gabriela, como nunca esteve por nenhuma outra mulher antes, nunca desejara se casar, construir família, ter uma mulher só, mas Gabriela era agora o que ele tinha de mais importante, e havia o medo, o ciúmes, o grande medo de perde-la. Gabriela todos os dias recebia inúmeras propostas de homens que queria amigar-se com ela, lhe prometiam casa, conta em loja, todas as regalias que ela desejasse.

O árabe em momento de aflição, com medo de perde-la, pediu Gabriela em casamento, quebrou tabus, foi criticado por sua família, apoiado por amigos que acharam nobre de sua parte casar com uma qualquer. Arrumou identidades falsas já que a moça não trouxera documentos, nem sequer sabia o dia de seu nascimento e sobrenome, promoveu o casamento, deu à Gabriela joias, vestidos, sapatos caros, como se ela se importa-se com essas coisas, mas ela gostava mesmo era dos pés no chão, os vestidos de chita e a rosa vermelha atrás da orelha.

Do casamento vieram às discussões, Gabriela não queria magoar Nacib, gosta de seu marido de verdade, mas não gosta dos sapatos apertados, de ficar em casa sem poder ir ao bar, sair sozinha pelas ruas, dançar de pés no chão, e não gostava principalmente de ser repreendida toda vez que saia com o marido e tentava comportar-se como senhora bem educada. Sentia falta dos cortejos, não entendia o ciúme de Nacib, gostava de estar cercada de homens bonitos a admirá-la, amava Nacib, mas não tinha ciúmes dele, seria capaz de aceitar se ele deitasse com outra mulher, queria ela também deitar com outros homens, era apenas desejo carnal, amava mesmo era seu Nacib.

A moça cedeu às provocações de Tônico Bastos, garanhão de má fama, não imaginava magoar Nacib, não imaginava que fossem descobrir, apenas entregou-se ao momento sem pensar, mas o árabe descobriu, pegou os dois no flagra, sua mulher e o padrinho de casamento, o que faria ele, matá-los para lavar com sangue sua honra? Mas ele nunca havia matado ninguém, nenhuma galinha sequer; desolado e pensando em ir embora de Ilhéus para não se sentir humilhado, ele não sabia o que fazer, espancou Gabriela, a pôs para fora de casa, expulsou Tônico à base da pancadaria. Gabriela sabia que cometera um erro, que ele tinha o direito de matá-la se quisesse.

Aconselhado por João Fulgêncio, que lhe propôs a anulação do casamento, já que os documentos de Gabriela eram falsos, Nacib simplesmente a deixou ir, largou Gabriela, a deixou em paz, mesmo não tendo paz em seu coração. Foi prestigiado pelo povo que achou nobre sua atitude, e inteligente por ter conseguido a anulação do casamento, como se tudo aquilo nunca houvesse existido, para o povo Gabriela fora apenas amigada, não havia nascido para ser senhora, e estava agora novamente livre. A moça recebeu novas propostas tentadoras, para cozinhar, se amigar e tudo mais, mas passou então a levar vida solitária, arrependida, na esperança de ter Nacib de volta, Gabriela não aceitara cozinhar para mais ninguém.

Essa é uma história de amor complicada, entre duas pessoas de culturas muito diferentes, que viviam em uma época cheia de rotulações e preconceitos. Uma história que poderia ter terminado em tragédia, mas converteu-se na verdadeira essência do amor: a liberdade. Não sei se é certo o comportamento de Gabriela, mas compreendo sua dificuldade em manter-se fiel, vaidosa, rodeada de pretendentes, moça jovem, porque haveria de ser errado? Por outro lado não há como duvidar do amor de Nacib, enfrentara os preconceitos sociais, casara com uma mulher de classe bem inferior, dera tudo a ela, mas errou tentando fazer com que ela mudasse.

Essa é uma história de amor complicada, entre duas pessoas de culturas muito diferentes, que viviam em uma época cheia de rotulações e preconceitos. Uma história que poderia ter terminado em tragédia, mas converteu-se na verdadeira essência do amor: a liberdade. Não sei se é certo o comportamento de Gabriela, mas compreendo sua dificuldade em manter-se fiel, vaidosa, rodeada de pretendentes, moça jovem, porque haveria de ser errado? Por outro lado não há como duvidar do amor de Nacib, enfrentara os preconceitos sociais, casara com uma mulher de classe bem inferior, dera tudo a ela, mas errou tentando fazer com que ela mudasse.

Resenha: A Escolha de Nicholas Sparks

Sinopse: Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta.Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever. Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?

Até onde devemos ir em nome do amor? O que você faria se tivesse que definir o destino de quem você ama? Gaby e Travis são duas pessoas completamente diferentes, uma moça estudiosa e dedicada à família que sempre seguiu as regras e procurou viver com paz e harmonia, e um solteirão aventureiro, que gosta de viver a vida nos extremos, destemido, aveso às regras e vivendo aos extremos.

A única coisa em comum entre Gaby e Travis é o fato de serem vizinhos e adorarem seus cães. Todas as tentativas de Travis para agradar a nova vizinha acabam dando errado, até que a cadela de Gabby, uma Border Collie acaba aproximando os dois. E o inesperado acontece… os dois opostos sentem-se atraídos um pelo outro. Gaby tem então uma difícil escolha, largar seu relacionamento estável com seu namorado de adolescência e viver uma aventura de amor incerta ou sufocar seus sentimentos e fazer calar o coração. 

É claro que ela acaba seguindo a voz do seu coração. O relacionamento dos dois teria tudo para dar errado, mas o destino vive surpreendendo a todos, então os opostos se unem. Gabby e Travis se casam e constroem uma família com dois filhos, e seus cães, tudo é felicidade até que um trágico acidente abala as estruturas dessa família, Gabby entra em um coma profundo, o tempo passa e os médicos começam a perder as esperanças de que ela se recupere, mas poderia Travis perder também as esperanças e permitir que desligassem o fio que ainda dá vida ao seu amor?

É claro que ela acaba seguindo a voz do seu coração. O relacionamento dos dois teria tudo para dar errado, mas o destino vive surpreendendo a todos, então os opostos se unem. Gabby e Travis se casam e constroem uma família com dois filhos, e seus cães, tudo é felicidade até que um trágico acidente abala as estruturas dessa família, Gabby entra em um coma profundo, o tempo passa e os médicos começam a perder as esperanças de que ela se recupere, mas poderia Travis perder também as esperanças e permitir que desligassem o fio que ainda dá vida ao seu amor?

A obra nos traz lições sobre o verdadeiro amor, as escolhas que fazemos quando ouvimos e nosso coração, e a esperança de que no final tudo pode dar certo. Esse é o primeiro livro que leio do Nicholas Sparks, já havia ouvido muito do autor, mas nunca me interessei em comprar nenhum livro porque eu sempre me interesso primeiramente por livros de ficções e aventuras, não sou grande fã dos romances porque geralmente eles me deprimem. 

Ganhei esse livro da minha madrinha e confesso que deixei-o no fim da minha fila de leitura, Nicholas Sparks nunca me atraiu, porque não sou fã do gênero, confesso também que me surpreendi com a capacidade do autor em criar histórias com fatos do cotidiano que poderiam acontecer com qualquer um. E ainda bem que não teve um final triste para me deixar deprimida. Enfim, para quem gosta de romances com finais felizes é um excelente livro, vale a pena ler.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

Admirável Leitura

Ler torna a vida bela

Michellândia

Dicas de viagem, entretenimento e gastronomia.

Thay Rodrigues

E tudo para deixar a vida mais Colorida!

Blog da Sil

Moda - Beleza - Tendências - Dicas

Fitness fteam

Qual sua idade?

Egocêntrico Caracol

I feel so trapped, by my ego - By : T. Scott McLeod

Clubebook

Acesse nosso novo site : blog.clubebook.com.br | clubebook.com.br

Electronic Maze

Venha se perder nesse labirinto e encontre a arte em você

I am Smitty

Blog Pessoal

adanibella

Todo dia é dia de poesia.

PsicoEd

Distorcendo a realidade

Me desculpem, não foi de propósito!

Devaneios irreais sobre uma vida real.

A Bookaholic Girl

Blog sobre livros e um pouco de todo universo literário!

Diferentes Tons

Artes, Literatura, Moda

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora