Sinopse: Quando eu errava no mundo, Triste e só, no meu caminho, Chegaste, devagarinho, E encheste-me o coração. A partir da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito Emmanuel descreve a existência física em que foi Publius Lentulus, orgulhoso senador designado para alto cargo na região da Palestina quando Jesus apresentava os ensinos de seu evangelho à humanidade. Tendo como cenário o Cristianismo nascente do século I, Há dois mil anos mostra embates entre a arrogância das famílias patrícias e a simplicidade fraterna dos primeiros cristãos, numa trama em que opostos como sofrimento e alegria, esplendor e miséria, poder e escravidão, crueldade e benevolência, perdão e vingança se entrelaçam na realidade familiar de Publius Lentulus, interferindo em sua relação com os filhos e com a amada esposa Lívia, convertida aos sublimes ensinamentos de Jesus a contragosto do esposo.
Publius não era um homem essencialmente ruim, amava a família, honrava a esposa e os filhos, mostrava ter caráter, mas como senador do Império Romano, precisava demonstrar uma postura firme e fidelidade aos propósitos do Império. Publius Lentulus foi uma das encarnações do espírito Emmanuel por meio do qual Chico Xavier publicou vários livros. A história se passa durante o período do Império Romano e a popularização da figura de Cristo como messias até a sua crucificação.
Publius Lentulus era um homem orgulhoso, detinha um cargo importante, era prestigiado pela alta sociedade, apesar de afetuoso com a família era também muito exigente e apegado à matéria. Em contrapartida, sua esposa Lívia era uma mulher simples, não se importava em fazer figura importante de acordo com os seus títulos, não se sentia muito à vontade com a alta sociedade, era o oposto de Lentulus, se dedicava ao cuidado com os filhos e organização da família.
Publius e Lívia tinham um casamento tranquilo, apesar das diferenças de personalidade e realmente se amavam, as coisas começam a se complicar quando Flávia, a filha do casal, acaba contraindo lepra, doença até então incurável. A família se muda de Roma para Cafarnaum, onde começam a ouvir sobre as histórias de Jesus. Lívia demonstra cada vez mais interesse nas histórias do mestre nazareno e resolve procurá-lo em busca de ajuda.
Publius atende o pedido de sua esposa, procura as escondidas pelo mestre e pede a cura de sua pequena Flávia, Publius encontrar-se com Jesus e fica chocado com suas palavras, mas seu orgulho de um senador Romano o impede de reconhecer a sabedoria daquele homem humilde que falava coisas grandes e pregava idéias revolucionárias e contrárias ao modelo social da época. Flávia, apesar da descrença de seu pai, tinha fé e vontade de se curar e consegue pela graça divina a sua cura.
Lívia, agradecida e bastante tocada pelas palavras afetuosas do mestre, torna-se seguidora de Jesus, mesmo indo contra ao seu marido, passa a acompanhar seus passos em sua caminhada ao lado dos pobres, doentes e desafortunados. Quando Jesus é crucificado e seus seguidores são perseguidos, Lívia se encontra entre eles, ela dá sua vida por Jesus, seu testemunho é tocante e sua fé é inspiradora. O senador sofre um misto de culpa, revolta e arrependimento.
A história é muito mais do que eu poderia expressar, fala sobre orgulho, vaidade, traição, poder, fé e amor. Fala sobre como as pessoas deixam de fazer o que lhes vai no coração para fazer o que seus cargos determinam, a necessidade de representar um papel, a preocupação com a imagem e com a opinião pública. O livro é incrível, uma leitura agradável, nos mantém entretidos do começo ao fim, dá vontade de ler o livro inteiro de uma só vez. A história é trágica, o Império Romano era trágico, a passagem de Jesus pela terra foi trágica, mas a mensagem que essa história deixa é linda e deve ser eternizada.
Sinopse: Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.
Quando vi a propaganda desse livro em algum encarte da editora, logo pensei “Essa é a questão que define a minha vida”. Acho que passei a vida inteira me questionando sobre a minha tarefa nesse mundo, acho que sempre me senti no lugar errado, na hora errada, como um alienígena perdido no planeta terra. Acabei de alguma forma acreditando que eu me identificaria com esse livro e poderia até quem sabe encontrar a resposta desta pergunta tão complexa, foi um erro, não me identifiquei e nem encontrei essa resposta.
Ben Bailey não se conformava com a morte misteriosa do rapaz e o descaso da polícia local, investigando por conta própria, ele conhece a navajo Shadi Bagay, irmã do jovem índio. Shadi abre sua casa para Ben, conta detalhes sobre sua vida com o irmão e juntos eles começam uma investigação complexa e perigosa na tentativa de descobrir quem pode ter sido o agressor do menino que tinha poucos amigos e não costumava criar problemas. Ben vai se aproximando cada vez mais de Shadi e se distanciando de sua noiva.
Quem nunca comprou um livro pela capa? Esse é um daqueles que seduzem à primeira vista, comprei sem saber do que se tratava, e na verdade nem estava procurando por ele, foi durante a Bienal do Rio em que os olhos inquietos procuravam por algo que já não lembro mais, até que misteriosamente o brilho desse livro me chamou atenção e eu lembrei daquela velha propaganda em um folheto da Editora Contexto, corri na direção dele e peguei sem pensar, sem ao menos ler o primeiro e o último capítulo como eu costumo fazer. A sinopse também me chamou bastante atenção.
A Obra da romancista T. Greenwood conta a história de um professor de história, Ben Bailey, que tenta levar a vida em uma cidadezinha pequena trabalhando como professor de história e barman. Ben é noivo de Sara, uma enfermeira de família bem sucedida que sempre fez tudo para agradar o confuso noivo. Ben e Sara costumavam se amar verdadeiramente, mas o professor começou a se sentir sufocado e perdido no relacionamento, enrolando a noiva e tentando escapar do casamento. A vida do casal vira do avesso quando Ben ao acordar em uma manhã após o Halloween, encontra o corpo de um jovem índio navajo em frente a sua casa.
Os índios navajos da região tem fama de beberem demais e criarem problemas na cidade. Mas também há casos de índios que são perseguidos e agredidos sem terem feito nada de errado. Ben reconheceu o jovem que frequentava o seu bar com frequência, mas não costumava beber, era um rapaz quieto e um pouco tímido que ia ao bar apenas para beber refrigerante e jogar bilhar. O professor sabia que tinha algo de errado. O livro aborda questões muito importantes sobre a discriminação que ocorre nos Estados Unidos contra a indígena.
Daí já dá para imaginar o que acontece. Traição, ciúmes, revoltas, dramas e etc. Todos os personagens são egoístas e possessivos, mas ao contrário do que a princípio parece, Ben é o menos egoísta de todos, sim ele traiu a noiva, ele quase largou tudo, mas ele se sentia sufocado, ele precisa de um escapismo, e apesar do seu comportamento ele foi capaz de abrir mão do que ele realmente desejava pelo bem dos outros, por um compromisso maior, acho que por esse pequeno detalhe eu me identifiquei um pouco mais com Ben.
No entanto, não gostei do livro, parecia um romance recheado de suspense, mas na verdade é um romance dramático, uma história de pessoas possessivas tentando dominar as outras, e o Ben, nosso personagem principal, magoou tantas pessoas, casou sem amor e talvez continue sentindo-se perdido e sufocado pelo resto de sua vida, mas ele fez o que era certo, honrou um compromisso. Então é isso? Devemos mesmo enterrar os nossos sentimentos, esquecer tudo e nos sacrificarmos por compromissos assumidos? A questão indígina e a corrupção política mericam ter sido melhor abordadas. Desculpe T. Greenwood, mas esse mundo não tem nada de brilhante.
Não é o pior livro de todos os tempos, mas me deixou um gosto amargo, um sentimento depressivo e até um pouco de raiva direcionada aos personagens. Talvez outras pessoas que leram tenham entendido a mensagem de outra forma, mas para mim, não passa de uma história amarga. O livro me fez pensar sobre o quanto nos perdemos na vida e deixamos de ser quem somos, de fazer o que queremos devido aos padrões morais estabelecidos, devido ao medo de magoar os outros. O suspense em relação a morte do índio foi o que me fez não desistir da leitura e acredito que o livro seria melhor se explorarasse mais esse lado investigativo e abordasse com mais ênfase as questões sociais.
Sinopse: Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante. Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra. Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.
Uma guerra entre os arcanjos cruza os céus e pode causar impactos na sociedade humana. O exército de Miguel entra em choque com soldados revolucionários das tropas de Gabriel, devastando as inúmeras camadas do paraíso. Os querubins de várias castas são enviados a terra em diferentes missões e dois anjos recebem a missão de resgatar Kaíra, uma ishim do fogo, capitã dos exércitos rebeldes, que desaparecerá na Terra enquanto investigava uma suposta violação de um tratado feito entre os arcanjos.
A missão revela mistérios de uma conspiração milenar, esquecidos pelo tempo, um plano que se concluído destruirá o equilíbrio no planeta, revertendo as forças no céu e ameçando toda a vida na terra. Com a ajuda de Denyel, um safado querubim, ex expião das tropas de Miguel, que exilado na Terra, busca anistia no exército inimigo, os celestiais partem em uma missão entre cidades e lugares inimagináveis, selvas e mares, numa perigosa trilha que os leva às ruínas do antigo império da maior nação terrena anterior ao grande dilúvio, as ruínas de Atlântida.
A Eterna guerra entre os arcajos, a imprevisibilidade do futuro na Terra, um arcanjo guerreiro exilado, e uma ishim da província do fogo, a centelha divina, uma celestial poderosa, mas sem memória e sem o controle dos seus poderes. Essas são as características principais do segundo livro de Eduardo Spohr, o autor de A Batalha do Apocalipse, que trouxe para os brasileiros um novo estilo literário. Assim como A Batalha do Apocalipse, a história se passa também no Brasil, em grande parte no estado do Rio de Janeiro, mas também conhecemos templos sagrados escondidos e as ruínas de Atlântida, a maior civilização terrena, antes do dilúvio que praticamente destruiu a vida na terra.
Filhos de Éden é o primeiro livro da série Herdeiros de Atlântida, que apesar das semelhanças com A Batalha do Apocalipse, trata-se de uma história à parte, paralela ao livro anterior. A obra apesar de não ter tantos detalhes e não dar tantas reviravoltas como a primeira publicação de Spohr, é também de tirar o folêgo, impossível parar de ler no segundo capítulo, uma aventura atrás da outra, surpresas e um final emocionante com gostinho de quero mais. É claro que pretendo ler o segundo livro da série, Anjos da Morte, no qual Kaíra, A Cetelha Divina, deverá retornar às ruínas em busca de quem ficou para trás. Espero que Eduardo Spohr continue produzindo mais histórias épicas para nós podermos viajar mais um pouco entre o céu e a Terra.
O livro é bem menor que A Batalha do Apocalipse, menos detalhado, mais objetivo, mas nem por isso é menos interessante. A história é empolgante, cômica em algumas partes, pretensiosa e bastante criativa, deixa um enredo muito bom a ser desenvolvido nos livros posteriores que obviamente pretendo ler todos. Kaíra e Denyel são os personagens centrais do livro, com Kaíra sendo a protagonista, mas por enquanto Denyel é o meu favorito. Eduardo Spohr ganhou um lugar especial na minha lista de autores favoritos até o momento. Os próximos livros são Anjos da Morte e O Paraíso Perdido.
Sinopse: Caro leitor, você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: a viagem valerá cada segundo. Essa é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e irascível Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de simbiose, paixão e também perversidade. Nada destruirá a essência desse laço – mas quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.
“Mas o que não associo eu a ela? O que não a trás à minha memória? Se olho para estas lajes vejo nelas gravadas as suas feições! Em cada nuvem, em cada árvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a sua imagem! Nos rostos mais vulgares de homens e de mulheres, até as minahs feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de testemunhos de que um dia ela realmente existiu e eu a perdi para sempre!” – Heathcliff
O romance de Emily Bronte é uma das histórias de amor mais complicadas e apaixonantes que eu já li. O ambiente arcáico, sombrio e tempestuoso do Morro dos Ventos Uivantes trás um ar de mistério. Uma história intensa no começo ao fim, mas triste em vários detalhes. Não é nenhum conto de fadas, é a história de uma grande paixão mal compreendida, que trouxe mágoas e vingança. Não sei explicar bem o que sinto por esse livro, talvez medo, angústia. Torcemos tanto por um final feliz, mas como já disse, esse não é um conto de fadas e o príncipe revela-se um homem cruel e vingativo. Li esse livro há muitos anos atrás e resolvi reeler porque já não lembra exatamente dos detalhes e dessa vez pude compreender melhor a personalidade de cada personagem.
A história começa quando o dono da fazenda denominada O Morro dos Ventos Uivantes, o Sr Earnshaw na Inglaterra, volta de viagem trazendo consigo um menino moreno de rude aparência denominado Heathcliff, o novo membro da família que ninguém desconfia de suas origens, a princípio provoca repulsa, mas logo ganha a amizade de Catherine. Heathcliff e Catherine tornam-se amigos inseparáveis por terem um comportamento bem parecido um ao outro. Porém os anos passam e a infância fica para trás, Catherine torna-se uma moça bonita, vaidosa e cheia de mimos, e mesmo amando seu amigo de infância, percebe que não pode casar com um homem que não vá lhe oferecer o que conforto que deseja, e ao ser cortejada por Edgar Linton, um homem totalmente aposto de Heathcliff e herdeiro da Granja dos Tortos, a vaidosa Catherine não deixa escapar a oportunidade. Porém um casamento sem amor, não haveria de trazer felicidades.
Heathcliff sente-se magoado e traído, desaparece na véspera do casamento do Catherine e para onde ele foi não se sabe, sabe-se apenas que Catherine vive uma vida de constantes alterações de humor, torna-se amargurada e irritadiça, o que faz com que seu novo marido perca o encanto por ela. Heathcliff retorna depois de um tempo, com dinheiro no bolso, mais forte e mais civilizado. Porém seu amor selvagem por Catherine continua o mesmo e ao perceber que ela sente o mesmo, não hesita em aproximar-se do seu antigo amor e fazer a vida de Linton um inferno. Mas o que pode fazer Heathcliff quando Catherine encontra-se cada vez mais perturbada mentalmente e grávida de um filho de Linton.
Heathcliff tem motivos de sobra para querer vingar-se de todos que tanto o maltrataram na infância e o afastaram de Catherine, principalmente Hindley, o irmão de Catherine, que o escravizou após a morte do Sr Earnshaw, e o obrigou a afastar-se de Catherine. E também de Linton, é claro, que com seu charme e posição social, seduziu o amor de sua vida. Nada mais normal que Heathcliff tenha se tornado uma criatura amarga, vingativa e odiosa, e ele faz questão de manter essa postura.
O odioso homem ao perceber que jamais poderá roubar Catherine do marido, e ao perceber também que a inoncente irmã de Linton fica encantada com a sua presença, logo trata de seduzi-la com o simples propósito de provocar algum tipo de dor ao Sr Linton, roubando a irmã e levando-a para longe da família. Catherine, cada vez mais louca, morre ao dar à luz a uma menina, que fora batizada com o mesmo nome da mãe, a pequena Caty causa repulsa à Heathcliff por ser tão parecida com a mãe e o fazer lembrar do amor que ele perdeu.
Heathcliff sente-se como um animal selvagem ferido e desolado ao perder seu grande amor, é como se a última fagulha de compaixão e amor que pudesse sentir houvesse se apagado de vez. Ele declara então guerra à todos que o machucaram. Isabella Linton ao descobrir que está gravida de Heathcliff resolve fugir do Morro, porém o cruel marido não se dá ao trabalho de sentir sua falta. Ao ficar doente, Isabella deixa a criança ainda pequena aos cuidados do Sr Linton. Porém Heathcliff faz questão de expôr seus direitos de pai, não por ter algum tipo de afeto ao filho, ele não é capaz de se afeiçoar a mais ninguém, mas pelo prazer de tirar algo mais do seu inimigo.
A pequena Caty e o pequeno Linton, começam criar um forte laço de amizade forçado por Heathcliff que deseja o casamento do menino com a herdeira da Granja dos Tortos, para torna-se herdeiro um dia e tirar da filha do Sr Linton tudo o que eles possuem. Os dois jovens que a princípio demonstram interesse um pelo outro casam-se por livre e espontânia pressão de Healthcliff que sabe que a saúde de seu filho e delicada e em breve ele morrerá deixando a Granja nas mãos do pai e Catherine desamparada, sem pai o pai que falece no época do seu casamento, e o marido e adoece e falece um pouco depois.
Heathcliff tem então sua vingança concluída porém ele continua com a mesma personalidade odiosa até o fim de sua vida, infernizando a vida de todos ao seu redor até seu último suspiro. Caty depois de muitas brigas, acaba afeiçoando-se ao seu outro primo Hareton, filho de Hindley Earnshaw, que após perder o pai cresceu como um criado de Heathcliff. Já o odioso e solitário homem não tem um minuto de paz e mergulha-se cada vez mais na solidão e na ilusão de ser perseguido por sua amada falecida. Heathcliff entra em uma espécie de transe e morre misteriosamente sem que nenhuma doença tenha sido registrada. Há boatos por volta da fazenda de que a alma de Heathcliff vaga a noite ao lado de sua amada Catherine.
Compreendo perfeitamente a personalidade maléfica de Heathcliff e não julgo suas atitudes e sinceramente esse é o personagem que mais gosto nessa história. E Catherine? na minha humilde opnião não merece nem metade do amor desse homem, é uma grande mimada e egoísta. A obra é um clássico da literatura inglesa, muito criticada na época em que foi escrita, mas conseguiu se tornar um clássico mundial e foi adaptada diversas vezes para o cinema, a mais recente em 2011. É uma história sobre um amor proibido, orgulho, obsessão e vingaça.
“Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna, eu sou Heathcliff!” –Catherine
Sinopse: O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 20, a luta pela modernização material e cultural de Ilhéus, então em franco desenvolvimento graças às exportações do cacau da região. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as idéias morais. Com sua sensualidade inocente, a cozinheira Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.Publicado em 1958, Gabriela, cravo e canela logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora. No cinema, Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e Gabriela, por Sônia Braga.
“Do cheiro do cravo, da cor de canela, eu vim de longe, vim ver Gabriela“
Quem nunca ouviu falar na história da Gabriela de Jorge Amado? Grabriela, Cravo e Canela é um dos grandes clássicos da literatura brasileira, publicado pelo baiano Jorge Amado em 1958, que mais tarde acabou inspirando novela da Globo, filme e mini série. O enredo de Gabriela, Cravo e Canela, desenrola-se na Bahia, na cidade de Ilhéus, entre 1925 e 1926, época da zona cacaueira, em que a exploração do cacau plantado e colhido em abundância, provocou diversas transformações políticas, econômicas e culturais, na antiga cidade baiana.
Apesar de ter ouvido falar diversas vezes nessa tal de Gabriela, nunca havia lido sua história de fato, até que minha madrinha deu o livro para a minha mãe e eu peguei para ler, mesmo com uma pequena fila de livros novos e atraentes me esperando, algo me despertou a curiosidade de conhecer melhor a tal Gabriela que inspirou há alguns anos atrás o tão comentado personagem da Juliana Paes, na mini série dedicada à obra. E digo uma coisa, não tem como não se encantar com Gabriela.
O árabe Nacib foi criado em Ilhéus desde pequeno, sentia-se mais Ilheense do que Sírio de fato. Dono de famoso bar, prestigiado por todos, levava vida boa, passava os dias com os amigos e fregueses a beber no botequim, comentar a vida dos outros, as fofocas da cidade, as aventuras nos cabarés, não tinha compromissos a não ser o lucro do bar e sonho de juntar dinheiro e comprar um bom pedaço de terra para cultivar cacaueiro. O cacau era o astro rei de Ilhéus, a exportação melhorava a economia da pequena cidade, ainda pouco civilizada.
A cidade dependia do cultivo na zona cacaueira, se chovia, se perdesse a plantação era só tristeza, mais quando a colheita era farta, então era só festa entre os Ilheenses. Quem mandava na cidade, quem impunha ordem e respeito eram os fazendeiros, os conquistadores do cacau, que conquistaram o poder através de lutas bárbaras e muito sangue derrubado.
lhéus era a princípio uma cidade bárbara em que mandava quem tinha dinheiro e coragem, matava-se as mulheres que enganavam os maridos, não havia justiça muito menos igualdade. Mas tudo isso mudaria com a chegada de Mundinho Falcão, homem da cidade grande, exportador, grande investidor de Ilhéus, de família prestigiada, que apegara-se à pequena cidade após sair do Rio de Janeiro na tentativa de esquecer um amor não correspondido. Mundinho era o homem que traria a civilização da cidade e do povo Ilheense, e claro, daria muito o que falar nas praças, no porto e no barzinho de Nacib.
Na véspera da chegada do tão espero Mundinho Falcão, Nacib se preparava para um jantar oferecido em seu bar, para homens da cidade grande, gente civilizada de grande escalão, trazidos por Mundinho com o intuito de inaugurar novos projetos da cidade grande. Ilhéus em pouco tempo ganhara estrada de ferro, abriram-se rodovias, viam-se os primeiros carros e caminhões, falava-se agora no complicado caso da Barra, a discutida obra de drenagem no antigo porto da cidade que deveria facilitar a exportação do cacau.
Quando Nacib acreditava que o jantar seu um sucesso e aumentaria seu prestígio de tradicional comerciante, eis que acontece algo que árabe não poderia prever, sua cozinheira o larga a ver navios. Mundinho chegava à cidade com seus amigos, o esperado jantar estava para acontecer e a velha Filomena cumpre a antiga promessa de ir para à casa do filho e deixa Nacib sem ter preparar o jantar e fazer os quitutes do bar. O árabe começa a difícil tarefa de encontrar cozinheira de mão cheia em Ilhéus, o que é raridade na pequena cidade. Gabriela cruza a mata, a pé, do sertão em direção a Ilhéus, em busca de trabalho e um lugar melhor para viver.
A sertaneja passa dias e dias em longa caminhada pela mata, acompanhada de amigos do sertão e do velho tio que adoece e morre durante a viagem. Gabriela era apenas uma menina com ar inocente, sedutora quase sem querer, sempre sorridente e descompromissada. Fez enlouquecer Clemente, com quem se deitou nas noites de descanso no escuro do matagal, ele o prometeu arrumar bom emprego, comprar pedaço de terra e com ela morar, mas não era isso que Gabriela queria. Ela queria ser livre, trabalhar, se sustentar, conhecer a cidade e não se apegar.
Nacib rodou a cidade inteira atrás de cozinheira para substituir a velha Filomena, só restava procurar no mercado dos escravos, chamado assim por ser um agrupamento de pessoas vindas de outras cidades em busca de trabalho. Ela já perdia as esperanças quando encontrou Gabriela, moça solitária, sem família, disposta a trabalhar por qualquer tostão. O árabe duvidava dos talentos da sertaneja maltrapilha, suja, coberta de poeira, que lhe dizia já ter cozinhado em casa de família. Como não tinha nada a perder, Nacib deu uma oportunidade à Gabriela.
O árabe logo encantou-se com tempero da moça, percebeu-se após o banho e a pela limpa, a beleza simples e rude, despretensiosamente sedutora da menina. Era impossível não se atrair pelo jeito de menina inocente e ao mesmo tempo misteriosa de Gabriela. O movimento no bar deu um salto, todos queriam provar o tempero de Gabriela, ver sua beleza de pele cor de canela, perfume de cravo, fazer gracinhas, chamar sua atenção.
O árabe estava contente, o movimento aumentava com a presença de Gabriela, e como não dispensava os prazeres da carnais, passou a ter menina não apenas como cozinheira, procurava-a na cama quase todas as noites, ela não o dispensava, pelo contrário, gostava do árabe. Nacib encantado com seu fogo, seu calor aconchegante, seu perfume de cravo, não precisava mais visitar o cabaré, esquecera de todas as outras.
Nacib estava completamente apaixonado por Gabriela, como nunca esteve por nenhuma outra mulher antes, nunca desejara se casar, construir família, ter uma mulher só, mas Gabriela era agora o que ele tinha de mais importante, e havia o medo, o ciúmes, o grande medo de perde-la. Gabriela todos os dias recebia inúmeras propostas de homens que queria amigar-se com ela, lhe prometiam casa, conta em loja, todas as regalias que ela desejasse.
O árabe em momento de aflição, com medo de perde-la, pediu Gabriela em casamento, quebrou tabus, foi criticado por sua família, apoiado por amigos que acharam nobre de sua parte casar com uma qualquer. Arrumou identidades falsas já que a moça não trouxera documentos, nem sequer sabia o dia de seu nascimento e sobrenome, promoveu o casamento, deu à Gabriela joias, vestidos, sapatos caros, como se ela se importa-se com essas coisas, mas ela gostava mesmo era dos pés no chão, os vestidos de chita e a rosa vermelha atrás da orelha.
Do casamento vieram às discussões, Gabriela não queria magoar Nacib, gosta de seu marido de verdade, mas não gosta dos sapatos apertados, de ficar em casa sem poder ir ao bar, sair sozinha pelas ruas, dançar de pés no chão, e não gostava principalmente de ser repreendida toda vez que saia com o marido e tentava comportar-se como senhora bem educada. Sentia falta dos cortejos, não entendia o ciúme de Nacib, gostava de estar cercada de homens bonitos a admirá-la, amava Nacib, mas não tinha ciúmes dele, seria capaz de aceitar se ele deitasse com outra mulher, queria ela também deitar com outros homens, era apenas desejo carnal, amava mesmo era seu Nacib.
A moça cedeu às provocações de Tônico Bastos, garanhão de má fama, não imaginava magoar Nacib, não imaginava que fossem descobrir, apenas entregou-se ao momento sem pensar, mas o árabe descobriu, pegou os dois no flagra, sua mulher e o padrinho de casamento, o que faria ele, matá-los para lavar com sangue sua honra? Mas ele nunca havia matado ninguém, nenhuma galinha sequer; desolado e pensando em ir embora de Ilhéus para não se sentir humilhado, ele não sabia o que fazer, espancou Gabriela, a pôs para fora de casa, expulsou Tônico à base da pancadaria. Gabriela sabia que cometera um erro, que ele tinha o direito de matá-la se quisesse.
Aconselhado por João Fulgêncio, que lhe propôs a anulação do casamento, já que os documentos de Gabriela eram falsos, Nacib simplesmente a deixou ir, largou Gabriela, a deixou em paz, mesmo não tendo paz em seu coração. Foi prestigiado pelo povo que achou nobre sua atitude, e inteligente por ter conseguido a anulação do casamento, como se tudo aquilo nunca houvesse existido, para o povo Gabriela fora apenas amigada, não havia nascido para ser senhora, e estava agora novamente livre. A moça recebeu novas propostas tentadoras, para cozinhar, se amigar e tudo mais, mas passou então a levar vida solitária, arrependida, na esperança de ter Nacib de volta, Gabriela não aceitara cozinhar para mais ninguém.
Essa é uma história de amor complicada, entre duas pessoas de culturas muito diferentes, que viviam em uma época cheia de rotulações e preconceitos. Uma história que poderia ter terminado em tragédia, mas converteu-se na verdadeira essência do amor: a liberdade. Não sei se é certo o comportamento de Gabriela, mas compreendo sua dificuldade em manter-se fiel, vaidosa, rodeada de pretendentes, moça jovem, porque haveria de ser errado? Por outro lado não há como duvidar do amor de Nacib, enfrentara os preconceitos sociais, casara com uma mulher de classe bem inferior, dera tudo a ela, mas errou tentando fazer com que ela mudasse.
Essa é uma história de amor complicada, entre duas pessoas de culturas muito diferentes, que viviam em uma época cheia de rotulações e preconceitos. Uma história que poderia ter terminado em tragédia, mas converteu-se na verdadeira essência do amor: a liberdade. Não sei se é certo o comportamento de Gabriela, mas compreendo sua dificuldade em manter-se fiel, vaidosa, rodeada de pretendentes, moça jovem, porque haveria de ser errado? Por outro lado não há como duvidar do amor de Nacib, enfrentara os preconceitos sociais, casara com uma mulher de classe bem inferior, dera tudo a ela, mas errou tentando fazer com que ela mudasse.
Sinopse: Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta.Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever. Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?
Até onde devemos ir em nome do amor? O que você faria se tivesse que definir o destino de quem você ama? Gaby e Travis são duas pessoas completamente diferentes, uma moça estudiosa e dedicada à família que sempre seguiu as regras e procurou viver com paz e harmonia, e um solteirão aventureiro, que gosta de viver a vida nos extremos, destemido, aveso às regras e vivendo aos extremos.
A única coisa em comum entre Gaby e Travis é o fato de serem vizinhos e adorarem seus cães. Todas as tentativas de Travis para agradar a nova vizinha acabam dando errado, até que a cadela de Gabby, uma Border Collie acaba aproximando os dois. E o inesperado acontece… os dois opostos sentem-se atraídos um pelo outro. Gaby tem então uma difícil escolha, largar seu relacionamento estável com seu namorado de adolescência e viver uma aventura de amor incerta ou sufocar seus sentimentos e fazer calar o coração.
É claro que ela acaba seguindo a voz do seu coração. O relacionamento dos dois teria tudo para dar errado, mas o destino vive surpreendendo a todos, então os opostos se unem. Gabby e Travis se casam e constroem uma família com dois filhos, e seus cães, tudo é felicidade até que um trágico acidente abala as estruturas dessa família, Gabby entra em um coma profundo, o tempo passa e os médicos começam a perder as esperanças de que ela se recupere, mas poderia Travis perder também as esperanças e permitir que desligassem o fio que ainda dá vida ao seu amor?
É claro que ela acaba seguindo a voz do seu coração. O relacionamento dos dois teria tudo para dar errado, mas o destino vive surpreendendo a todos, então os opostos se unem. Gabby e Travis se casam e constroem uma família com dois filhos, e seus cães, tudo é felicidade até que um trágico acidente abala as estruturas dessa família, Gabby entra em um coma profundo, o tempo passa e os médicos começam a perder as esperanças de que ela se recupere, mas poderia Travis perder também as esperanças e permitir que desligassem o fio que ainda dá vida ao seu amor?
A obra nos traz lições sobre o verdadeiro amor, as escolhas que fazemos quando ouvimos e nosso coração, e a esperança de que no final tudo pode dar certo. Esse é o primeiro livro que leio do Nicholas Sparks, já havia ouvido muito do autor, mas nunca me interessei em comprar nenhum livro porque eu sempre me interesso primeiramente por livros de ficções e aventuras, não sou grande fã dos romances porque geralmente eles me deprimem.
Ganhei esse livro da minha madrinha e confesso que deixei-o no fim da minha fila de leitura, Nicholas Sparks nunca me atraiu, porque não sou fã do gênero, confesso também que me surpreendi com a capacidade do autor em criar histórias com fatos do cotidiano que poderiam acontecer com qualquer um. E ainda bem que não teve um final triste para me deixar deprimida. Enfim, para quem gosta de romances com finais felizes é um excelente livro, vale a pena ler.
Sinopse:Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana – é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense.
“Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse” – José Louzeiro, escritor e roteirista. Faço das palavras de Louzeiro as minhas. Digo isso porque na literatura brasileira estamos acostumados mais com romance do que com a fantasia épica. Eduardo Spohr nos trás neste magnífico livro uma versão completamente diferente das que já conhecemos acerca da criação do universo e o trabalho dos arcanjos e anjos na terra.
Os personagens são tão humanizados e a teoria da criação apresentada por Spohr é de fato convincente que nos leva a crer que tudo isso pode fazer parte da nossa realidade. Nos faz pensar que talvez Deus realmente esteja dormindo desde o momento da criação, enquanto os arcanjos travam guerras sangrentas entre si e lutam pelo poder. As brigas entre os arcanjos simplesmente acontecem pelo amor que alguns demonstram pelos seres humanos, e pelo ódio daqueles que sentem inveja do poder que Deus deu à nós. Falando no sentido religioso parece absurdo, mas a história se desenvolve de bem bem lógica e fácil de compreender.
Miguel e Lúcifer se roem de inveja de nós, porque somos as únicas criaturas dotadas de livre arbítrio. Podemos decidir como desejamos agir enquanto os celestiais agem puramente por instinto. Nós nos emocionamos, criamos empatia por nossos semelhantes, nos apaixonamos, enquanto os celestiais tem dificuldade de entender tais sentimentos, somos nós os mestres na arte de sentir. Temos almas que não morrem nem quando deixamos o corpo, e teremos sempre a chance de recomeçar, ao contrário dos celestiais que se vão um dia para nunca mais voltar.
A Batalha do Apocalipse narra a história de um grupo de anjos guerreiros, justiceiros que lutam por liberdade, e que ao desafiar os poderosos arcanjos, são forçados ao exílio e condenados a vagar no mundo dos homens, fugindo de buscadores, e aprendendo a viver em uma esfera totalmente diferente, até o dia do Juízo Final. Ablon, nosso renegado mais ilustre, é o único a sobreviver até esse dia, com a ajuda da feiticeira de En-Dor Shamira, por quem se apaixona e luta até o fim. O Anjo Renegado, que não desejava tomar partido na guerra, acaba sendo forçado a lutar ao lado de um dos arcanjos e se torna então um dos personagens principais na guerra que decide o destino do mundo e o futuro da humanidade.
A obra de arte de Spohr narra a história da humanidade, em um épico e empolgante texto, repleto de lutas heroicas, conflitos ideológicos, personagens incríveis e complexos, reflexões sobre a humanidade, romance e um apelo místico forte. Fantasioso e bastante criativo, esse livro é para quem realmente gosta de histórias míticas. Talvez não agrade determinados segmentos religiosos, devido a desconstrução de figuras sagradas, mas vale lembrar que é apenas uma ficção. Esse é o primeiro livro que li do autor e já quero logo ler outros.
Sinopse: Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por aquele humano, a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada.
Preciso confessar que li alguns livros da saga Crepúsculo na época da febre vampiresca, até porque estava na moda e todo mundo só falava nisso, até uma das minhas amigas que odeia ler falava na saga o tempo inteiro. Quando vi o livro A Hospedeira na promoção nas lojas americanas, achei que não deveria ser nada muito interessante pois eu não ouvi nada sobre a nova publicação de Meyer.
Comprei o livro porque fiquei super curiosa para saber quem era a droga da Hospedeira e o que ela era capaz de fazer, comprei também porque pressão da minha mãe que adora livros que envolvam ficção científica. O que me interessou primeiramente foi quando li o release que demonstrava que o livro não era apenas um romance bobo de adolescente, tinha algo mais, o avanço da ciência, as novas tecnologias e a possibilidade de enfrentarmos uma guerra com criaturas mais evoluídas que nós.
O livro fala não apenas do amor carnal, mas de toda a profundeza das emoções humanas e o amor à humanidade em geral. Os primeiros capítulos me deixaram confusa, precisei reler alguns trechos para entender de fato que eu estava diante de duas personagens diferentes em um só corpo, na metade do livro finalmente entendi o que de fato a autora queria propôr, e então eu já não sabia mais para quem torcer.
Acredito que este tenha sido o livro mais inteligente de Stephenie Meyer, é uma pena que tenha sido tão pouco comentado. Ouvi muitas críticas em relação ao filme, de fato é um filme confuso, mais que o livro, e para quem assistiu ao filme sem antes ler o livro, realmente não entendeu bulufas.
A Hospedeira é uma história fantástica e na minha humilde opinião, mais interessante do que toda a Saga Crepúsculo. Apesar de ser uma leitura um pouco cansativa no começo, torna-se mais intensa e instigante do meio para o fim. A história é uma ficção científica bastante criativa e inteligente, com muita ação e emoções profundas. É lamentável que não tenha feito o mesmo sucesso de Crepúsculo.
Sinopse: Adolf Hitler, um austríaco, tosco, rude, inculto, usou técnicas sofisticadíssimas de manipulação da emoção para se agigantar no inconsciente coletivo de uma sociedade à qual não pertencia, a Alemanha. É provável que fiquemos perplexos ao passearmos pela infância e formação da personalidade do adulto que se tornou um dos maiores monstros, se não o maior sociopata da história, mas ficaremos igualmente impressionado com a complexidade de sua mente e com o magnetismo social formentado por ele e seus asseclas, em especial Goebbels, seu ministro de propaganda. Antes de devorar os judeus, eslavos, marxistas, homossexuais, ciganos, maçons, Hitler usou estratégias ímpares para devorar a alma dos alemães, um dos povos mais cultos do seu tempo, portador provavelmente da melhor educação clássica.
Depois do sucesso da Série O Vendedor de Sonhos, Augusto Cury resurge com mais um livro que instiga o nosso psicológico. Dramas do passado, um romance, e um professor idignado com o atual sistema de ensino. O Colecionador de Lágrimas nos leva a uma profunda reflexão sobre os crimes do nazismo cometidos contra a humanidade, a personalidade do terrível Adolf Hitler que soube manipular com maestria a emoção de uma sociedade alemã devastada pela guerra e com orgulho ferido. O livro nos leva a uma viagem no tempo, até a segunda guerra mundial, onde vivenciamos o cenário dramático do Nazismo e compreendemos o que levou a essa barbaridade, e como isso pode se refletir atualmente.
Júlio Verne é um notável professor de história, muito respeitado onde passa, acostumado a palestrar para grandes platéias, gosta de incentivar o pensamento crítico dos seus alunos, provocar reflexões profundas sobre temas impolgantes, detesta a passividade nas universidades e procura sempre que possível fugir dos padrões. Um professor amado por uns e odiado por outros. Casado com Katherine, um professora de pscicologia social, formam um respeitado casal de intelectuais.
A vida de Júlio Verne começa a se complicar quando misteriosamente surgem pesadelos ultra realistas durante o sono, levando-o presenciar os temíveis epsódios da segunda grande guerra. Judeu e um grande especialista das guerras mundiais, Júlio sente-se muito abalado com os acontecimentos do Nazismo, e expõe toda a sua indignação com os seus alunos. Os pesadelos do professor vão tornando-se cada vez mais frequentes, mas ele não perde o ânimo de seguir com as suas aulas.
O professor idealista discorre sobre a sociedade alemã fragilizada pela guerra e o surgimento de um homem sem grandes vocações mas com uma grande capacidade de manipular a mente das pessoas e promover o fanatismo, sua saula de aula transforma-se um um lugar de constantes debates ideológicos, o problema é que a forma como o professor expressa suas opniões sobre o nazismo, acaba sendo alvo de críticas de alguns alunos. Seus terrores noturnos refletem na sua maneira de dar aulas, e aos poucos ele vai ganhando o prestígio de muitos alunos, mas perdendo a credibilidade do reitor da universidade que não concorda com sua nova postura e suas ideias.
Se não bastasse os pesadelos que o levam todas as noites a vinvenciar fatos do nazismo, Júlio Verne começa a sentir-se perseguido na vida real, ele começa a receber cartas assinadas por homens que se mostram como personagens do passado, o que assusta sua esposa e a leva a crer que Júlio esteja passando por problemas mentais. Porém o professor não parece ser alguém desequilibrado, vivendo fora da realidade ou criando essas situações. Até que uma perseguição real se inicia. Homens aparentemente nazistas começam a persegui-lo em todos os cantos.
Primeiro uma tentativa de atropelamento na rua e depois um atirador dentro da universidade, e as cartas estranhas ganham um tom ainda mais ameaçador. A polícia acredita que o casal esteja sofrendo uma perseguição por um grupo de adoradores do nazismo que se sentem incomodados com os discusos do professor judeu. Mas esse caso fica cada vez mais misterioso, e longe de uma solução. Os terroristas parecem vir diretamente do passado e os pesadelos de Júlio o deixam cada vez mais desequilibrado.
Júlio Verne é afastado da instituição de ensino por receber reclamações de alguns alunos, causar polêmica e um tumulto incomum nas salas de aula, além de parecer estar mentalmente perturbado. Alguns alunos não se conformam com a decisão, não querem deixar de apredender seguindo o raciocínio ideologico do professor, e começam a organizar aulas e debates semanais na casa do professor. Porém mesmo com o esquema de segunrança montado pela polícia, a casa de Júlio deixa de ser um porto seguro, um novo ataque os desespera e o casal acaba tendo que morar mudar de endereço sem poder entrar em contato com ninguém, até que o caso seja resolvido.
Mas o caso parece não ter solução, passado e presente se misturam ameaçando o futuro. Júlio Verne na verdade não tem nenhum problema mental, mas a situação em que vive é enlouquecedora, o professor realmente tem feito viagens ao passado e atraindo personalidades do nazismo para o presente como se atravessassem um túnel do tempo. O que é absurdo de demais e torna o livro algo bem sem noção. Eis que ele recebe o contato de um grupo que pode ajudá-lo a resolver definitivamente essa confusa situação.
Um grupo de importantes cientistas alemãs estão trabalhando secretamente em um projeto chamado túnel do tempo, eles querem mudar os acontecimentos da segunda guerra e acabar com o nazismo, como se ele nunca tivesse existido, para então livrar a Alemanha da culpa por ter permitido que ocorrece o maior crime contra a humanidade nos ultimos tempos.
Sim, o final da história é absurdo! Júlio Verne, um simples professor de história, idealista, aceita viajar no tempo até a época do nazismo e tentar mudar os fatos que levaram à ascendência de Hitler ao poder, e mudar o rumo da história, evitando o holocauto e o crime que chocou a humanidade, correndo o risco de ficar perdido no tempo, morrer, ao mudar complemente o presente.
O que eu achei do livro?
Augusto Cury nos incetivar a refletir sobre as coisas, a pensar criticamente e exergar novos pontos de vista. Amo história mundial e fico sempre fascinada por livros que contam relatos de guerra. O nazismo sempre mexeu com a minha curiosidade, desde os tempos de ensino médio quando história era a minha matéria favorita. Gostei da junção de romance, história e pscicologia. Esse livro nos faz refletir sobre o nazismo a partir de um ponto de vista mais psicológico, desde a formação da personalidade de Hitler, ao seu jeito de pensar e capacidade de manipulação em uma sociedade fragilizada não apenas economicamente mas principalmente psicologicamente. É uma leitura instigante, reflexiva, porém o final me decepcionou um pouco, não que seja ruim, mas não tem muita lógica no meu ponto de vista.
Sinopse: A dinastia Targaryen vive seu auge, os herdeiros da antiga Valíria governam os sete reinos de Westeros que atravessam um tempo de paz e prosperidade. A Guarda Real era motivo de orgulho e o sonho de qualquer cavaleiro, Dunk um menino pobre e se família da Baixada das Pulgas tem a chance de se tornar escudeiro de um Cavaleiro Andante e deixar a vida miserável em Porto Real. Quando seu mestre morre Dunk decide tomar o seu lugar e fazer fama a partir de um torneio na Campina de Vaufreixo, no caminho ele conhece Egg, um menino simples, de cabeça raspada e estranhos olhos cor de púrpura, que na verdade é muito mais do que revela ser. Dunk e Egg tornam-se grandes amigos, enfrentaram muitas aventuras e perigos nas estradas de Westeros, e a amizade continua mesmo após ambos assumirem cargos estratégicos no reinado Targaryen.
“Ele era um bom homem e me ensinou a ser um cavaleiro, não só a lutar com a espada e a lança, mas a ter honra. Um cavaleiro defende os inocentes. Foi tudo o que eu fiz. Preciso de mais um cavaleiro para lutar ao meu lado.” – Sor Duncan O Alto.
Quem é fã de Crônicas de Gelo e Fogo e já leu os livros da série de George Martin já deve ter ouvido falar no Sor Ducan O Alto, um célebre cavaleiro branco dos tempos do Rei Aegon V, até mesmo nos seriados da HBO em alguns episódios há referências a ele e seu escudeiro Egg. O livro é uma série de histórias escritas por George R.R. Martin e publicadas em diferentes obras ao longo dos anos, antes mesmo do nascimento dos famosos personagens de Crônicas de Gelo e Fogo.
O sucesso da série foi tão grande que resolveram investir em um livro paralelo e adicional. O Cavaleiro dos Sete Reinos é uma série de contos que se passam 90 anos antes da grande Guerra dos Tronos, primeiro livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, no tempo que os Sete Reinos de Westeros eram governados pela família Targaryen, os famosos filhos dos dragões e herdeiros da antiga Valíria.
A história toda gira em torno do cavaleiro Ducan O Alto e seu escudeiro Egg. Duncan era um menino nascido na baixada das pulgas, sem pai, nem mãe, vivia perambulando pelas ruas sujas e pobres de Porto Real, até encontrar um velho cavaleiro andante e tornar-se seu escudeiro. Duncan jamais aprendera a lutar uma justa com lanças com mesma maestria dos cavaleiros juramentados, cavaleiros andantes não eram respeitados e não serviam a ninguém a não ser a si mesmos.
Duncan foi armado cavaleiro quando seu mestre adoeceu e teve que encarar as estradas e ganhar o seu sustento por conta próprio. Ele nunca imaginara ter um cavalo invejável, nem ser tão bom com a lanças, na prática ele era um péssimo cavaleiro, sem nenhuma experiência, apenas o seu tamanho era capaz de assustar os outros. Mas restava em Duncan algo que muitos cavaleiros de espadas juramentadas haviam abandonado: a dignidade, o compromisso com a justiça e com os mais fracos.
Foi muito mais a dignidade do que os talentos de Dunk que o levaram a conquistar o Rei Aegon V, ele que jamais acreditara que pudesse chegar tão longe, tornou-se um dos cavaleiros da guarda real mais respeitados da história de Westeros. Mas até a conquista final, Dunk passou por muitas dificuldades e perigosas aventuras junto com seu escudeiro Egg que era nada menos do que um príncipe Targaryen disfarçado. A história de Dunk e Egg ficou conhecida por toda Westeros e é relembrada por vários personagens importantes dos tempos atuais dos Sete Reinos.
O livro narra eventos importantes da história de Westeros como a tragédia de Solaestival, a dinastia Targaryen e a revolta dos Blackfire. Divido em três partes enormes: O Cavaleiro Andante, A Espada Juramentada e O Cavaleiro dos Sete Reinos, mergulhamos um pouco na história dos Targaryen, a mais famosa família de Westeros, e acompanhamos a trajetória de um cavaleiro digno de seu título.
Apesar de não ser um livro grande como os outros da série atual, a leitura é mais cansativa do que A Dança dos Dragões, o livro não é divido em vários capítulos curtos, mas em três partes com relatos grandes e sem interrupções, o que cansa o leitor que não tem tempo de ficar mais de uma hora lendo um mesmo capitulo. Tirando o fator cansativo, senti falta de algo a mais história como um todo, apesar de ser uma história emocionante em que ficamos cativados por um personagem e torcemos por ele até o fim.
Talvez eu apenas tenha criado expectativas demais, mas senti falta dos Targaryen, das lendas com os dragões e todas as aventuras daquele tempo, é apenas a história de um cavaleiro, as aventuras de um cavaleiro, não temos grandes guerras nem dragões rebeldes cuspindo fogo. Enfim, eu criei expectativas demais! Mas para todo fã de Crônicas de Gelo e Fogo, vale a pena ler e conhecer a história do famoso Duncan O Alto, só não espere os dragões cuspindo fogo.