Resenha: O Colecionador de Lágrimas de Augusto Cury

Sinopse: Adolf Hitler, um austríaco, tosco, rude, inculto, usou técnicas sofisticadíssimas de manipulação da emoção para se agigantar no inconsciente coletivo de uma sociedade à qual não pertencia, a Alemanha. É provável que fiquemos perplexos ao passearmos pela infância e formação da personalidade do adulto que se tornou um dos maiores monstros, se não o maior sociopata da história, mas ficaremos igualmente impressionado com a complexidade de sua mente e com o magnetismo social formentado por ele e seus asseclas, em especial Goebbels, seu ministro de propaganda. Antes de devorar os judeus, eslavos, marxistas, homossexuais, ciganos, maçons, Hitler usou estratégias ímpares para devorar a alma dos alemães, um dos povos mais cultos do seu tempo, portador provavelmente da melhor educação clássica.

Depois do sucesso da Série O Vendedor de Sonhos, Augusto Cury resurge com mais um livro que instiga o nosso psicológico. Dramas do passado, um romance, e um professor idignado com o atual sistema de ensino. O Colecionador de Lágrimas nos leva a uma profunda reflexão sobre os crimes do nazismo cometidos contra a humanidade, a personalidade do terrível Adolf Hitler que soube manipular com maestria a emoção de uma sociedade alemã devastada pela guerra e com orgulho ferido. O livro nos leva a uma viagem no tempo, até a segunda guerra mundial, onde vivenciamos o cenário dramático do Nazismo e compreendemos o que levou a essa barbaridade, e como isso pode se refletir atualmente.

Júlio Verne é um notável professor de história, muito respeitado onde passa, acostumado a palestrar para grandes platéias, gosta de incentivar o pensamento crítico dos seus alunos, provocar reflexões profundas sobre temas impolgantes, detesta a passividade nas universidades e procura sempre que possível fugir dos padrões. Um professor amado por uns e odiado por outros. Casado com Katherine, um professora de pscicologia social, formam um respeitado casal de intelectuais.

A vida de Júlio Verne começa a se complicar quando misteriosamente surgem pesadelos ultra realistas durante o sono, levando-o presenciar os temíveis epsódios da segunda grande guerra. Judeu e um grande especialista das guerras mundiais, Júlio sente-se muito abalado com os acontecimentos do Nazismo, e expõe toda a sua indignação com os seus alunos. Os pesadelos do professor vão tornando-se cada vez mais frequentes, mas ele não perde o ânimo de seguir com as suas aulas.

O professor idealista discorre sobre a sociedade alemã fragilizada pela guerra e o surgimento de um homem sem grandes vocações mas com uma grande capacidade de manipular a mente das pessoas e promover o fanatismo, sua saula de aula transforma-se um um lugar de constantes debates ideológicos, o problema é que a forma como o professor expressa suas opniões sobre o nazismo, acaba sendo alvo de críticas de alguns alunos. Seus terrores noturnos refletem na sua maneira de dar aulas, e aos poucos ele vai ganhando o prestígio de muitos alunos, mas perdendo a credibilidade do reitor da universidade que não concorda com sua nova postura e suas ideias.

Se não bastasse os pesadelos que o levam todas as noites a vinvenciar fatos do nazismo, Júlio Verne começa a sentir-se perseguido na vida real, ele começa a receber cartas assinadas por homens que se mostram como personagens do passado, o que assusta sua esposa e a leva a crer que Júlio esteja passando por problemas mentais. Porém o professor não parece ser alguém desequilibrado, vivendo fora da realidade ou criando essas situações. Até que uma perseguição real se inicia. Homens aparentemente nazistas começam a persegui-lo em todos os cantos.

Primeiro uma tentativa de atropelamento  na rua e depois um atirador dentro da universidade, e as cartas estranhas ganham um tom ainda mais ameaçador. A polícia acredita que o casal esteja sofrendo uma perseguição por um grupo de adoradores do nazismo que se sentem incomodados com os discusos do professor judeu. Mas esse caso fica cada vez mais misterioso, e longe de uma solução. Os terroristas parecem vir diretamente do passado e os pesadelos de Júlio o deixam cada vez mais desequilibrado.

Júlio Verne é afastado da instituição de ensino por receber reclamações de alguns alunos, causar polêmica e um tumulto incomum nas salas de aula, além de parecer estar mentalmente perturbado. Alguns alunos não se conformam com a decisão, não querem deixar de apredender seguindo o raciocínio ideologico do professor, e começam a organizar aulas e debates semanais na casa do professor. Porém mesmo com o esquema de segunrança montado pela polícia, a casa de Júlio deixa de ser um porto seguro, um novo ataque os desespera e o casal acaba tendo que morar mudar de endereço sem poder entrar em contato com ninguém, até que o caso seja resolvido.

Mas o caso parece não ter solução, passado e presente se misturam ameaçando o futuro. Júlio Verne na verdade não tem nenhum problema mental, mas a situação em que vive é enlouquecedora, o professor realmente tem feito viagens ao passado e atraindo personalidades do nazismo para o presente como se atravessassem um túnel do tempo. O que é absurdo de demais e torna o livro algo bem sem noção. Eis que ele recebe o contato de um grupo que pode ajudá-lo a resolver definitivamente essa confusa situação.

Um grupo de importantes cientistas alemãs estão trabalhando secretamente em um projeto chamado túnel do tempo, eles querem mudar os acontecimentos da segunda guerra e acabar com o nazismo, como se ele nunca tivesse existido, para então livrar a Alemanha da culpa por ter permitido que ocorrece o maior crime contra a humanidade nos ultimos tempos.

Sim, o final da história é absurdo! Júlio Verne, um simples professor de história, idealista, aceita viajar no tempo até a época do nazismo e tentar mudar os fatos que levaram à ascendência de Hitler ao poder, e mudar o rumo da história, evitando o holocauto e o crime que chocou a humanidade, correndo o risco de ficar perdido no tempo, morrer, ao mudar complemente o presente.

O que eu achei do livro?

Augusto Cury nos incetivar a refletir sobre as coisas, a pensar criticamente e exergar novos pontos de vista. Amo história mundial e fico sempre fascinada por livros que contam relatos de guerra. O nazismo sempre mexeu com a minha curiosidade, desde os tempos de ensino médio quando história era a minha matéria favorita. Gostei da junção de romance, história e pscicologia. Esse livro nos faz refletir sobre o nazismo a partir de um ponto de vista mais psicológico, desde a formação da personalidade de Hitler, ao seu jeito de pensar e capacidade de manipulação em uma sociedade fragilizada não apenas economicamente mas principalmente psicologicamente. É uma leitura instigante, reflexiva, porém o final me decepcionou um pouco, não que seja ruim, mas não tem muita lógica no meu ponto de vista.

Literatura Espírita: O Matuto

Sinopse: Um matuto que não sabia ler nem escrever, herdeiro de uma enorme fortuna, parecia presa fácil para um advogado que pensava em ludibriá-lo e para o tio dele, que julgando-o morto, pretendia ficar com a herança. Os fatos porém surpreenderam ambos. Este romance agradável e proveitosa leitura, também nos faz meditar e compreender mais as lutas da vida, encorajando-nos a manter a confiança na grande bondade e inteligência de Deus.

O Matuto é um antigo romance espírita ditado por Lucious, publicado primeiramente em 1984. Um história que nos mostra a importância da confiança, da crença na verdade mesmo nos momentos difíceis. Essa é a história de um homem sem instrução, criado numa cidade do interior com o pai, sem contato com a civilização, que descobre ser herdeiro de grande fortuna na cidade grande.

Com apenas dois anos de idade, Geraldo nascido em uma família abastada na cidade de São Paulo, foi raptado pelo pai e levado à uma cidadezinha no interior do Mato Grosso. O menino foi criado sem ter conhecimento da existência da mãe, já que seu pai acreditara nos boatos de traição envolvendo sua esposa.

Acostumado à vida pacata no meio do mato, Geraldo perde o pai e fica sozinho na pequena casa até que uma surpresa muda a sua vida. O homem humilde e sem instrução fica chocado quando recebe a visita de um advogado e um jornalista de São de Paulo que lhe trás a notícia de uma herança milionária e da morta de uma mãe que ele sequer sabia ter.

Geraldo descobre que sua mãe Carolina, mulher da alta sociedade, havia deixado para ele todos os seus bens, e que seu tio, Dr Marcondes, um interesseiro que vivia em guerra com Carolina, pretendia se apoderar de todos os bens da falecida, julgando que Geraldo jamais seria encontrado.

O homem do mato não sabia se realmente poderia acreditar em toda a história contada por aqueles homens que apareceram em sua vida sem pedir permissão, porém alguma coisa dentro dele, em seu coração, o fazia querer ir à São Paulo, não pelo dinheiro que ela não sentia falta, mas pela necessidade de descobrir quem era a sua família e porque fora tão cedo arrancado da mãe.

Ao chegar em São Paulo Geraldo de primeira sente aversão pela Cidade Grande e sofre muitos preconceitos por vir do interior e não ter educação refinada. Ele recebe ajuda do advogado e do jornalista que a principio aparentam serem amigos do homem, mas Geraldo mesmo com sua falta de instrução, percebe que não deve confiar nesses homens. Geraldo pode não conhecer as palavras e saber ler, mas conhece as pessoas e sabe ler a personalidade de cada um.

Logo que chega a mansão de sua falecida mãe, Geraldo faz amizade com o caseiro e a governanta que lhe revela alguns segredos da família. O caseiro que logo simpatiza com Geraldo e percebe o interesse do advogado em passar a perna no matuto, trata de ajudar seu novo amigo a defender o que é seu por direito.

O homem do mato passa a sentir por sua mãe um amor que ele não imaginava sentir algum dia, mesmo sem ter sido criado com ela, ele sente o carinho da mãe sempre por perto e mesmo não se sentindo à vontade a vida de luxo na cidade grande, ele permanece na casa pensando satisfazer o desejo de Carolina. Geraldo aos poucos começa a fazer amizade com os amigos de sua mãe e devido ao seu carisma logo conquista a amizade sincera de alguns.

O Dr Marcondes não desiste de prejudicar o rapaz, mas o apoio sincero de pessoas lúcidas e de bem o ajudam a descobrir as verdades sobre sua família e se adaptar a nova vida sem perder seus antigos valores e sua humildade.

O Matuto é uma história emocionante e Geraldo é um caipira apaixonante. No fim das contas é uma história que nos leva a refletir sobre o ato de perdoar, a importância do perdão na vida das pessoas, a humildade e confiança na verdade e justiça divina. Esse é um livro que eu nunca vou esquecer!

Clássicos da literatura: Dom Casmurro de Machado de Assis

“Sim eu me faço de forte, mas já chorei no meu quarto, em silêncio, a porta fechada, travesseiro no rosto, chorei por dentro, sofri. Mas sabe o que tudo isso resultou; nada, é preciso aprender a crescer, viver, ser ‘gente grande’ e enfrentar os próprios problemas”

Dom Casmurro é uma das obras de maior prestígio de Machado de Assis, a complexidade e aura misteriosa que envolve os personagens, provocam discussões até hoje sobre a real intenção da história. Afinal, Capitu traiu ou não o amado Bentinho? Ou seria ele apenas um paranóico, ciumento sem motivos? Eis o mistério ainda não desvendado! A história começa quando Bentinho, que mais tarde viria a ser apelidado de Dom Casmurro, decide no fim da vida adulta, atar as duas pontas de sua vida, revelando memórias da sua juventude até o presente momento de solidão que se encontra no fim da vida. A obra é um romance marcado por conflitos sociais da época. A mãe de Bentinho, que tivera muita dificuldade em engravidar, quando teve seu filho fez uma promessa de que ele haveria de ser padre. Viúva e muito católica, Dona Glória sonhava com a carreira de padre do seu filho, não poderia abrir mão da antiga promessa.

Bentinho e Capitu eram vizinhos e muito amigos desde criança, no começo tudo era uma brincadeira inocente de crianças, mas o tempo foi passando, eles foram crescendo e nutrindo sentimentos especiais um pelo outro, juntos eles descobriram o que era o amor, o desejo por outra pessoa. Mas Bentinho se sentia ameaçado, ouvira uma conversa de sua mãe explicando a promessa e necessidade de levá-lo ao seminário. Ele já completara 15 anos e em breve deveria começar os estudos para a carreira de padre. O amor entre Capitu e Bentinho tinha tudo para dar errado, ela de família pobre e sem futuro promissor, e ele herdeiro de família abastada e com o dever de cumprir uma sagrada promessa. Bentinho achava bonita a carreira de padre, mas não poderia abrir mão de Capitu, seus olhos de ressaca, seu jeito de mulher esperta e que sabe o que quer. Eles prometeram um ao outro que se casariam de qualquer forma quando completassem 18 anos.

Bentinho fez drama, inventou que não tinha vocação para a carreira de padre, disse que queria estudar as leis, ou a medicina, mas padre não queria ser. Em momento algum contou a mãe seu amor por Capitu. E Capitu esperta como era, fazia questão de dissimular, se fazer de inocente aos olhos de Dona Glória. Bentinho foi para seminário, e conheceu Escobar, um seminarista que também não queria ser padre, eles tornaram-se grandes amigos. Dona Glória já não aguentava de saudades do filho, e parecia começar a pensar na possibilidade de abrir mão da promessa, pedia perdão ao padre, escreveria uma carta até ao Papa se fosse preciso, ela queria seu filho mais próximo de si, e claro, sendo feliz. Capitu cheia de agrados com Dona Glória, mostra-se uma menina, apesar da baixa classe social, educada e uma possível boa esposa.

Bentinho consegue fazer sua mãe esquecer a promessa, estuda as leis e consegue realizar o desejo de casar com Capitu. Ela era diferente das demais moças da época, esperta, com aqueles olhos oblíquos de cigana dissimulada, conseguia o que queria, gastava pouco dinheiro mas era sempre bem vista, elegante, despertava olhares embora não parecesse corresponder, era ela com suas atitudes firmes e muita perspicácia quem dava as cartas a relação. Bentinho sempre caindo de amores, era passivo, aceitava, deixava-se dominar. Porém o ciúme vivia tirando o seu sossego, é difícil estar ao lado de uma mulher tão desejada e nunca saber do que ela é capaz. Eles tiveram o primeiro filho, e o que deveria ser um presente para os dois, tornou-se mais uma vez um motivo para despertar o ciúme doentio de Bentinho, o menino foi crescendo e revelando-se muito parecido com seu amigo já falecido Escobar. Bentinho olhava nos olhos do filho, seu sorriso e até sua voz lembravam Escobar, até mesmo Capitu admitia a semelhança, mas ela jamais confessara uma traição. Bentinho lembrava-se de um outro caso de uma pessoa que se parecia muito com outra sem ser da mesma família, mas alguma coisa em sua cabeça lhe dizia o tempo inteiro que Capitu fora adúltera.

O sentimento de traição, o ciúme descontrolado e os olhos dissimulados de Capitu jurando inocência, o deixaram louco. Bentinho por um momento pensou em se matar, pensou em matar o “filho”. Capitu arrasada já não sabia o que fazer. A solução foi o divórcio disfarçado, ele não teria coragem de contar a família a sua humilhação. Mandou Capitu para fora do país com o filho, pagava uma boa quantia para o sustento. E mesmo com as juras de inocência de Capitu, continuou a viver com o sentimento da traição que nunca se provou verdadeira. A solidão e o gosto amargo que tomou conta de sua vida o transformaram no conhecido Dom Casmurro, homem frio, de poucas palavras e carranca feroz. E como seria se ele seguisse a carreira de padre? Como seria se ele jamais tivesse casado com Capitu? Não teria talvez, enlouquecido de amor, mas teria enlouquecido por jamais ter-se entregue. De qualquer forma, a loucura já o esperava.

“E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não conseguiu; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativas frustradas tentou até amar… Pois bem, não conseguiu, e aqui está.”

Resenha: No mundo de Luna – Carina Rissi

Sinopse: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando o seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas em tempos de internet e notícias instantâneas a revista passa por problemas financeiros e o quadro de funcionários diminui drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser escrever um texto que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam, e entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito – não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia.

Uma autora brasileira escrevendo um romance sobre uma jornalista recém formada? É claro que eu iria ler! Ainda não conhecia Carina Rissi, já tinha ouvido falar sobre ela, mas esse é o primeiro livro dela que pego para ler e confesso que o encontrei por um acaso na internet. De imediato a sinopse me conquistou e comecei a ler o ebook instantaneamente, agora pretendo comprar a nova versão do livro impresso. Embora grande parte dos livros que leio seja de ficção e aventura, esse livro tinha ingredientes essenciais para me conquistar: os dramas de uma jornalista recém-formada, a crise do jornalismo imprenso na era da internet e a cultura cigana da qual faço parte.

A história de Luna é muito mais sobre um amor complicado do que qualquer outra coisa. Não sou de ler romances com muito drama, porque eu sofro demais com os personagens e com esse não foi diferente, sofri demais e não consegui ter sossego antes de acabar o livro, fiquei alguns poucos dias presa naquela agonia, mas no fim valeu a pena. O livro aborda muito pouco sobre questões relacionadas ao jornalismo, é apenas um romance, mas com uma visão realista, com todas as suas dúvidas, confusões, suas dores e sua beleza. É fácil se imaginar dentro das páginas, porque tudo é muito dia a dia e são situações que podem acontecer com qualquer um. Os acontecimentos prendem a nossa atenção, a narrativa é leve e fluída.

Insatisfeita com o seu trabalho, jogando tarô para tentar escrever a coluna de horóscopo e sem ter noção do que ela é capaz de criar com isso tudo, Luna ainda tenta superar o último relacionamento, até que inexplicavelmente ela se vê apaixonada justo pelo homem que ela desprezava, quando na verdade preferia se apaixonar pelo novo fotógrafo gato da redação, mas o destino insiste em conspirar para que ela se aproxime ainda mais de um homem que ela jamais imaginaria que pudesse ter algo em comum. A vida as vezes brinca com a gente e nos confunde, então o que pensamos ser o certo já não é mais tão certo assim.

Qual a diferença entre amor e paixão? Quão incontrolável pode ser um sentimento? Devemos nos entregar aos impulsos ou nos controlar? As coisas ruins que acontecem são mesmo necessárias para que posteriormente coisas boas aconteçam? O livro responde essas questões de maneira reflexiva e nos faz perceber que existe uma força maior que nos governa, a felicidade as vezes pode ter um caminho pouco objetivo, o verdadeiro sempre se estabelece, nem tudo na vida tem que ter uma explicação teórica, as vezes é bom a gente se perder e as vezes a gente só precisa confiar e se deixar levar.

Cheio de reviravoltas, mistérios, incertezas, personagens envolventes e imprevisíveis, além de uma boa dose de humor, é praticamente impossível ler esse livro devagar, logo no primeiro capítulo desperta a vontade de ler tudo de uma vez. Assisti a série na HBO recentemente e embora não tenha praticamente nada haver com o livro, acabei gostando bastante, só não gostei do final decepcionante. A série é engraçada, mas o livro é muito melhor.

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